domingo, 20 de janeiro de 2013

Iniciativas facilitam a vida de deficientes visuais no interior de SP

Os deficientes visuais ganham grande reconhecimento no interior de São Paulo, seja em programas educativos, programas de reabilitação e até mesmo em programas de readequação estruturais. Com esse planejamento, muitos portadores dessa deficiência encontram ajudas, desenvolvem novas habilidades e conseguem assimilar informação.

Na Universidade Sagrado Coração (USC) em Bauru, interior de São Paulo, existe um Núcleo de Informações sobre Deficiência, que disponibiliza serviços que envolvem: Unidade de Musicografia Braille (UMB), Biblioteca Virtual, Consultorias e Assessorias, Integração com outras redes nacionais e internacionais, realização de eventos, produção de material em diferentes mídias, entre outros.
O local é usado por alunos da universidade que possuem qualquer tipo de deficiência, mas também é aberto ao público em geral, que através de um valor de R$ 30 por ano, pode usar os aparelhos do local. “O local funciona como uma sala de apoio que é usada também pelos municípios da região, que direcionam para cá os alunos com necessidades especiais”, explica Claudio Corradi, que foi coordenador por mais de dez anos e hoje dá apoio as atividades desenvolvidas pelo Núcleo.
USC oferece vários serviços que possibilitam o estudo de pessoas como Claudice.  (Foto: Guilherme Martins/ G1)USC oferece serviços que possibilitam o estudo de pessoas como Claudice. (Foto: Guilherme Martins/ G1)
Segundo Corradi, o intuito é fornecer ajuda e informação, assim como ferramentas pedagógicas para que estas pessoas tenham as mesmas condições que qualquer outro aluno. Outra facilidade que o local dispõe é o serviço de monitoria. Assim que o aluno é matriculado na universidade, ele recebe o convite para trabalhar como monitor e cuidar de um aluno com necessidades especiais, ajudando na mobilidade e nas tarefas.
“Como resultado do serviço, o aluno recebe uma remuneração em forma de bolsa de estudos, que varia de acordo com o tempo disponível que o aluno realiza o serviço”, diz Corradi.
A ex-aluna Claudice Matias Oliveira Grin foi auxiliada nesta iniciativa. Ela tem deficiência visual de nascença. E com o trabalho desenvolvido pelo Núcleo conseguiu realizar seu sonho de ingressar na faculdade e se formar em psicologia. “Sempre tive o sonho de estudar, mas minha infância foi muito humilde e difícil. Lembro que meus irmãos iam à escola enquanto eu ficava memorizando as lições deles”, conta.Ela relembra o momento em que concluiu o curso e ganhou o diploma. “Tive vontade de gritar de emoção, porque eu nunca imaginei que um dia conseguiria! Graças a Deus realizei um sonho e pude dar orgulho à minha família. Todos vieram para a minha colação de grau”, conta.
Para Corradi, as pessoas com necessidades especiais só precisam de uma oportunidade. “Se eles tiverem uma chance, voam longe, porque são dedicados e comprometidos. Às vezes uma empresa fica receosa com as adaptações que são necessárias ao se contratar um deficiente, mas eles rendem mais do que se imagina”, e complementa. “Quando tratamos todos de forma igual, fazemos a análise certa”.
Atividades desenvolvidas pela ASAC em Sorocaba, SP (Foto: Divulgação)Atividades desenvolvidas pela Asac em Sorocaba
(Foto: Divulgação)
Já na região de Sorocaba, os deficientes visuais podem encontrar apoio na Associação Sorocabana de Atividades para Deficientes Visuais (Asac). A entidade beneficente, de caráter filantrópico, trabalha na habilitação e na reabilitação do deficiente visual, através de treinamentos específicos, proporcionando conhecimentos para o desempenho de diferentes tarefas.
Uma das propostas levantadas pela associação é promover cada vez mais a integração dos deficientes visuais na sociedade e do reconhecimento de seus direitos de cidadania.
A Associação possui uma equipe multidisciplinar composta de terapeuta ocupacional, Pedagoga, psicóloga, professor de praille, técnica em orientação e mobilidade psicóloga, assistente social, artesanato e informática.
De acordo com Daniely Oliveira, funcionária da entidade, os deficientes normalmente vão até o local por iniciativa própria ou por encaminhamento médico. Como requisito de controle, é feito um cadastro e depois uma triagem pelos profissionais da Associação. Nesse momento é definido em qual atividade o deficiente se encaixa. A funcionária ainda relata que as atividades são tanto individuais quanto em grupo, e que se adaptam de acordo com o grau de deficiência apresentada. A entidade trabalha com atendimentos contínuos e até dezembro de 2011 contava com 130 deficientes visuais que se beneficiavam dos 'tratamentos'.
Os 61 veículos coletivos de Jaú são adaptados ao sistema.  (Foto: Divulgação/ Prefeitura de Jaú ) Os 61 veículos coletivos de Jaú são adaptados ao
sistema. (Foto: Divulgação/ Prefeitura de Jaú )
Ainda na região de Bauru, outras iniciativas têm facilitado a locomoção de pessoas com deficiência visual. Em Jaú, um projeto pioneiro da Prefeitura por meio da Secretaria do Direito da Pessoa com Deficiência e Idosos, em parceria com uma empresa privada, instalou um dispositivo no transporte coletivo do município.
“O sistema é bem simples. A pessoa que tem deficiência visual ou baixa visão adquire um transmissor que tem uma tecla de navegação onde ela programa as linhas que utiliza e quando o ônibus da rota selecionada está próximo ao ponto, o motorista é avisado, por meio de ondas eletromagnéticas de baixa frequência, que tem uma pessoa com deficiência visual à espera do veículo então emite o aviso sonoro com o nome da linha, por meio de uma caixa de som acoplada ao ônibus”, explica Estevam Rogério da Silva, gerente da secretaria.
O gerente explica ainda que a cidade adquiriu 50 transmissores e atualmente 39 pessoas usam o aparelho, entre elas 37 são deficientes visuais e dois casos são de baixa visão e pessoas que não conseguem ler os letreiros dos ônibus. “Os transmissores são oferecidos gratuitamente para as pessoas de baixa renda comprovada”, completa Estevam.
Os 61 ônibus coletivos de Jaú são equipados para oferecer o serviço e de acordo com Estevam a aprovação é geral. “O sistema é muito importante para as pessoas que querem ter independência e a mobilidade garantida. Jaú foi pioneira na implantação e esse objetivo, de auxiliar na independência da pessoa com deficiência tem sido alcançado”, ressalta.
Os interessados devem procurar a Secretaria de Direitos da Pessoa com Deficiência e Idosos com os documentos pessoais (RG e CPF), um comprovante de residência e da renda familiar (que não pode ultrapassar um salário mínimo por pessoa) e o laudo médico .
Semáforos possuem dispositivo sonoro para auxiliar as pessoas com deficiência visual.  (Foto: reprodução/TV Tem)Semáforos possuem dispositivo sonoro para auxiliar
as pessoas com deficiência visual.
(Foto: reprodução/TV Tem)
Já na cidade de Marília, a mobilidade das pessoas com deficiência visual é facilitada nas ruas do Centro por semáforos de pedestre que emitem o sinal sonoro quando termina o tempo de travessia dos pedestres e é liberada a passagem dos veículos.
De acordo com a Emdurb, autarquia responsável pelo sistema, os semáforos com o dispositivo foram instalados há 10 anos e a Prefeitura estuda formas de ampliar o serviço para outros pontos críticos da cidade. Atualmente, o semáforo funciona em três cruzamentos da Avenida Sampaio Vidal – com as ruas Prudente de Morais, 9 de julho e Dom Pedro.
“Lembrando ainda que Marilia tem o Gaoc, Grupo de Apoio e Orientação à Cidadania, e que mantém agentes permanentes nos locais com maior fluxo de pessoas e veículos, e que estes, sempre que possível, auxiliam a travessia de idosos, deficientes e crianças nos principais cruzamentos do centro”, ressalta Fernando Alves, assessor de imprensa da autarquia.
A assessoria informou ainda que Prefeitura abriu licitação para, ainda no primeiro semestre deste ano, adquirir mais 19 jogos de semáforos mais modernos, inclusive com contador regressivo e, possivelmente, os pontos com o dispositivo sonoro para deficientes visuais serão implantados em outros locais críticos.
Região Noroeste
Em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, a Biblioteca Pública Municipal abriga uma sala especial voltada para deficientes visuais. O local foi criado no ano de 2006, em parceria com a Fundação Dorina Nowill, que fornece um acervo de livros em braille e áudio. Atualmente, a sala conta com 372 títulos diferentes, sendo 192 impressos (braille) e 180 em áudio (MP3 e CDs).
Títulos de livros são disponibilizado em braille para visitantes em Rio Preto, SP (Foto: Divulgação / Ricardo Boni)Livros são disponibilizados em braille para visitantes em Rio Preto, SP (Foto: Divulgação / Ricardo Boni)
O acervo da biblioteca é o mesmo disponível no Instituto dos Cegos da cidade, por isso a demanda ainda é baixa, já que muitos moradores, deficientes, acabam pesquisando os títulos na instituição. O objetivo é que o espaço ganhe cada vez mais adeptos. Aos interessados em visitá-lo, a sala fica aberta à população de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h30.
Região de Itapetininga
Em Itapetininga, o Centro de Pesquisa e Reabilitação Visual (Ceprevi) atende atualmente 60 deficientes. De acordo com a presidente da entidade, Ana Maria Murosaki Marczuk, são 40 crianças e 20 adultos. No local são feitos diversos trabalhos como habilitação, reabilitação, alfabetização em Braille, aulas de canto e atividades esportivas. Os atendimentos são gratuitos e contam com terapeuta ocupacional, pedagogos, professores de educação física e de música.
Deficientes aprendem leitura em braile na região de Itapetininga, SP (Foto: Guilherme Martins/G1)Deficientes aprendem leitura em braile na região de
Itapetininga, SP (Foto: Guilherme Martins/G1)
Ana Maria se enche de orgulho para falar dos projetos desenvolvidos pela entidade, principalmente pelo coral -  “O grupo já tem shows agendados para todo o ano de 2012”.
Já no ramo esportivo, o Centro tem uma das únicas equipes de Goalball, um jogo ao estilo do futebol de salão adaptado para deficientes. “Eles representam a região em campeonatos estadual e nacional”, afirma Ana Maria
O Ceprevi também atende moradores São Miguel Arcanjo, Alambari, Capão Bonito, Paranapanema e Guareí. Os deficientes ainda encontram no local um acervo de livros em braille. “Somos um dos únicos pontos de leitura para eles na região”, ressalta Ana Maria .A entidade fica na Rua Sulpízio Colombo, 30, Jardim Colombo.

Dicas para se relacionar com deficientes visuais
A Associação de Sorocaba relatou também algumas dicas que podem ajudar no relacionamento com pessoas deficientes visuais e no modo de tratá-las. Confira:
- Ter respeito, educação e carinho;
- Não sentir pena do deficiente visual. A educação especial e a reabilitação permitem superar muitas dificuldades;
- A cegueira é uma deficiência sensorial, não é uma doença;
- Não gesticular nem apontar, pois isso não significa nada para o portador de deficiência visual. Ao indicar direções, tomar como referência a posição dele, e não a sua;
- Não pensar que os cegos têm um sexto sentido ou alguma outra compensação pela perda da visão. Eles apenas desenvolvem recursos latentes em todos nós;
- O deficiente visual não precisa adivinhar quem está falando com ele; sua memória auditiva é boa, mas é impossível se lembrar de todas as vozes. Assim é melhor identificar-se quando o encontrar e se despedir dele quando sair;
- Em ambientes desconhecidos, ou em situações novas, oferecer ao deficiente visual o maior número possível de informações, para que ele se oriente e se localize, sabendo o que está acontecendo. Evitar que ele passe momentos de tensão e desconforto;
- Os portadores de deficiência visual se interessam por tudo que interessa a você, desfrutando das coisas a seu modo;
- Um deficiente visual não é de responsabilidade exclusivamente sua, mas de toda a sociedade. E, acima de tudo, deve ser responsável por si mesmo. Não faça tudo por ele, como se fosse incapaz;
- Não é preciso dar comida na boca da pessoa com deficiência visual. Descreva os alimentos servidos, faça o prato para ela e explique onde está a comida no prato. Ela pode falhar algumas vezes, mas se arranjará sozinha.
 

Como fazer a vida dos deficientes físicos mais livre e acessível


Recentemente, os problemas que enfrentam os deficientes físicos estão sendo expostos com mais regularidade na mídia. Isso é muito positivo para conscientizar a população das dificuldades, ensiná-las a lidar com uma pessoa deficiente, mas também para chamar a atenção das autoridades competentes a fim de tomarem medidas que facilitem a vida dessas pessoas.
Nascer ou adquirir uma deficiência física faz com que o indivíduo se torne profundamente dependente de outros. Precisar da ajuda de alguém para tomar banho, escovar os dentes ou comer é algo que traz certo sentimento de angústia e humilhação. É importante lembrar que adquirir uma deficiência pode acontecer com qualquer um. As estatísticas mostram que 80% das pessoas que ficam paraplégicas têm entre 16 e 25 anos, geralmente por acidentes no trânsito causados ou não pelas pessoas que estão conduzindo. Beber e dirigir, ser imprudente, negligente pode levar a consequências muito graves, como a deficiência física. Além de colocar em risco a sua vida, você também está colocando a vida dos outros.
Segundo estimativas do IBGE, há no Brasil 28 milhões de pessoas com deficiência, uma parcela muito considerável da população que enfrenta uma vida de privações. A falta de infraestrutura na grande maioria dos estabelecimentos, como restaurantes, hotéis e cinemas, impossibita que a pessoa com deficiência frequente esses lugares, obrigando-a a mudar seu comportamento.
Locomover-se pelas ruas também é outro desafio. Nas cidades grandes é mais fácil achar ônibus adaptados e equipados, mas no interior a situação é bem mais complicada. Sabendo dessas necessidades, procuro lutar para tornar a vida desses brasileiros mais digna e acessível. Em Guariba, cidade do interior de São Paulo, consegui liberar uma verba no valor de R$ 150 mil para a aquisição de um microônibus adaptado. Com esse veículo, a locomoção dessas pessoas ficará muito mais fácil, devolvendo a elas um bem muito importante para o ser humano: a liberdade de ir e vir.
Sei que isso ainda é pouco, mas é importante que cada um faça a sua parte na inserção dessas pessoas na vida social e no mercado de trabalho. Perder a locomoção de pernas ou braços é algo muito difícil de lidar, mas cada um pode ajudar no que estiver ao seu alcance, seja fazendo doações a instituições especializadas, seja auxiliando um cadeirante a utilizar o transporte público. Como político, intercedo junto aos órgãos competentes para que, mesmo com esses entraves, os deficientes físicos possam viver uma vida com mais dignidade.
Recentemente, os problemas que enfrentam os deficientes físicos estão sendo expostos com mais regularidade na mídia. Isso é muito positivo para conscientizar a população das dificuldades, ensiná-las a lidar com uma pessoa deficiente, mas também para chamar a atenção das autoridades competentes a fim de tomarem medidas que facilitem a vida dessas pessoas.
Nascer ou adquirir uma deficiência física faz com que o indivíduo se torne profundamente dependente de outros. Precisar da ajuda de alguém para tomar banho, escovar os dentes ou comer é algo que traz certo sentimento de angústia e falta de liberdade. É importante lembrar que adquirir uma deficiência pode acontecer com qualquer um. As estatísticas mostram que 80% das pessoas que ficam paraplégicas têm entre 16 e 25 anos, geralmente por acidentes no trânsito causados ou não pelas pessoas que estão conduzindo. Beber e dirigir, ser imprudente, negligente pode levar a consequências muito graves, como a deficiência física. Além de colocar em risco a sua vida, você também está colocando a vida dos outros.
Segundo estimativas do IBGE, há no Brasil 28 milhões de pessoas com deficiência, uma parcela muito considerável da população que enfrenta uma vida de privações. A falta de infraestrutura na grande maioria dos estabelecimentos, como restaurantes, hotéis e cinemas, impossibita que a pessoa com deficiência frequente esses lugares, obrigando-a a mudar seu comportamento.
Locomover-se pelas ruas também é outro desafio. Nas cidades grandes é mais fácil achar ônibus adaptados e equipados, mas no interior a situação é bem mais complicada. Sabendo dessas necessidades, procuro lutar para tornar a vida desses brasileiros mais digna e acessível. Em Guariba, cidade do interior de São Paulo, consegui liberar uma verba no valor de R$ 150 mil para a aquisição de um microônibus adaptado. Com esse veículo, a locomoção dessas pessoas ficará muito mais fácil, devolvendo a elas um bem muito importante para o ser humano: a liberdade de ir e vir.
Sei que isso ainda é pouco, mas é importante que cada um faça a sua parte na inserção dessas pessoas na vida social e no mercado de trabalho. Perder a locomoção de pernas ou braços é algo muito difícil de lidar, mas cada um pode ajudar no que estiver ao seu alcance, seja fazendo doações a instituições especializadas, seja auxiliando um cadeirante a utilizar o transporte público. Como político, intercedo junto aos órgãos competentes para que, mesmo com esses entraves, os deficientes físicos possam viver uma vida com mais dignidade

A importância da prática esportiva para pessoas com deficiência

Ganhos em confiança e na autoestima são só alguns dos benefícios promovidos pelo esporte. Conheça outras vantagens das atividades físicas e as dicas de profissionais da área.
egração Esportiva do Deficiente Físico...
Daniel Limas, da reportagem do Vida Mais Livre
 
Dizer que a prática de esportes é muito importante para as pessoas de todas as idades é chover no molhado. Já está mais que comprovado que praticar esportes com regularidade traz inúmeros benefícios para a saúde física e mental dos praticantes, além de melhorar a qualidade de vida. Para as pessoas com deficiência, praticar esportes pode representar muito mais que saúde.
 
São vários os aspectos positivos. O esporte melhora a condição cardiovascular dos praticantes, aprimora a força, a agilidade, a coordenação motora, o equilíbrio e o repertório motor. No aspecto social, o esporte proporciona a oportunidade de sociabilização entre pessoas com e sem deficiências, além de torná-lo mais independente no seu dia a dia. Isso sem levar em conta a percepção que a sociedade passa a ter das pessoas com deficiência, acreditando nas suas inúmeras potencialidades.
 
No aspecto psicológico, o esporte melhora a autoconfiança e a autoestima, tornando-as mais otimistas e seguras para alcançarem seus objetivos. “O esporte é muito importante para o sentimento de que tudo é possível dentro das minhas limitações e adaptações para execução daquilo que desejo fazer ou praticar”, explica Ademir Cruz de Almeida, presidente da ABDF (Associação Brasileira de Desportos para Deficientes Físicos) e da WAFFSite externo. (World Amputee Football Federation).
 
Patrícia Camacho (na foto acima), coordenadora de projetos da Ciedef Site externo.(Associação para a Integração Esportiva do Deficiente Físico), é da mesma opinião. “Além dos ganhos físicos, a prática esportiva é uma forma de interação social, de ultrapassar limites e consequente melhora da autoestima e posicionamento da pessoa com deficiência na sociedade.”
 
Foi um pouco do que aconteceu com Ademir, que pratica esporte há 22 anos. “Além de melhorar a autoestima e a confiança em nós mesmos, o esporte traz o sentimento muito favorável de que podemos realizar muitas coisas.”
 
Jogadores de futebol para amputados comemoram vitóriaO presidente da ABDF conta também que já praticou natação, voleibol sentado, atletismo e, atualmente, se dedica ao futebol para amputados, que ainda não é uma modalidade paraolímpica, mas é uma prática em que o Brasil se destaca e é tetra-campeão. Sua relação com o esporte começou com um convite de um preparador físico que o estimulou a nadar. Chegou a praticar as atividades junto com pessoas sem deficiência e posteriormente resolver se dedicar ao paradesporto.
 
“Hoje, sonho que o futebol para amputados se torne paraolímpico um dia. Essa modalidade já me proporcionou vários momentos inesquecíveis na minha vida e oportunidades de crescimento cultural, social, político etc. Tudo o que tenho hoje foi graças ao paradesporto”, orgulha-se.
 
Esporte para todos?
 
Todas as práticas esportivas devem ter um acompanhamento médico. Essa é uma regra que vale para qualquer pessoa. Caso a pessoa tenha, por exemplo, alguma doença ou limitação cardíaca, respiratória ou circulatória, é fundamental que um médico avalie os riscos da prática esportiva. “É fundamental ter condições físico-motoras para desenvolver a atividade escolhida e estar sob orientação de um profissional especializado”, explica Patrícia.
 
Ademir também sugere que o interessado escolha, de acordo com as suas limitações, a atividade física que melhor pode ser desempenhada. Após estas etapas, é importante procurar os clubes, associações e academias que trabalham com a modalidade pretendida.
 
Modalidades
 
São vários os esportes praticados em todo o mundo e novidades sempre surgem nessa área. No Brasil, as mais comuns são: Natação, Atletismo, Basquete em cadeiras de roda, Voleibol sentados, Futebol de cinco, Futebol de Paralisados Cerebrais, Tênis, Tênis de mesa e Bocha. “Todos os esportes têm uma série de adaptações e regras específicas. Além disso, existem dentro das mesmas modalidades classificações funcionais, para dar condição de igualdade e competitividade”, explica Ademir.
 
Esportes mais comuns por tipo de deficiência:
 
Pessoas com deficiência visual: atletismo, ciclismo, futebol, judô, natação, goalball, hipismo, halterofilismo e esportes de inverno.
 
Pessoas com deficiência auditiva: atletismo, basquetebol, ciclismo, futebol, handebol, natação, vôlei, natação, e muitas outras (quase as mesmas das pessoas sem deficiência, pois não existem grandes limitações dos deficientes auditivos).
 
Pessoas com deficiência física: atletismo, arco e flecha, basquetebol em cadeira de rodas, bocha, ciclismo, esgrima em cadeira de rodas, futebol para amputados e paralisados cerebrais, halterofilismo, hipismo, iatismo, natação, rugby, tênis em cadeira de rodas, tênis de mesa, voleibol sentado e para amputados e modalidades de inverno.

Alguns dados do IBGE sobre a deficiência no Brasil

Na semana em que se comemora o Dia Nacional de Luta da Pessoa Portadora de Deficiência (21 de setembro), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com a Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (CORDE), recebem no Rio de Janeiro representantes dos institutos de estatísticas e organizações internacionais de mais de 40 países, que participarão de dois encontros internacionais - 2º Seminário Regional do Grupo de Washington e 5º Encontro Anual do Grupo de Washington - com o objetivo de discutir a produção das estatísticas sobre pessoas portadoras de deficiência.
O presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, participará, na segunda-feira, dia 19, às 9h30, da abertura do 2º Seminário Regional do Grupo de Washington (19 e 20 de setembro), no Othon Palace Hotel, em Copacabana, ao lado da coordenadora-geral da CORDE, Izabel Maior, da diretora do Centro Nacional de Estatísticas sobre Saúde, Jennifer Madans, e da representante do IBGE no Grupo de Washington, Alicia Bercovich. Nos dias 21 a 23 de setembro, IBGE e CORDE recebem, no mesmo local, o 5º Encontro Anual do Grupo de Washington. Em pauta nos encontros, a produção e harmonização das estatísticas sobre as pessoas portadoras de deficiência.
Estes encontros são anuais e se realizam de preferência em distintas regiões do mundo. O primeiro foi em Washington (EUA, 2001), o segundo em Ottawa (Canadá, 2002), o terceiro em Bruxelas (Bélgica, 2003), o quarto em Bangkok (Tailândia, 2004), e agora o quinto no Rio de Janeiro (Brasil, 2005). Além da reunião anual em 2005, o Washington Group on Disability Statistics (WG) realizou sua primeira reunião regional em junho de 2005 em Nairobi (Kenya).
No Brasil, 14,5% da população são pessoas portadoras de deficiência
Os resultados do Censo 2000 mostram que, aproximadamente, 24,6 milhões de pessoas, ou 14,5% da população total, apresentaram algum tipo de incapacidade ou deficiência. São pessoas com ao menos alguma dificuldade de enxergar, ouvir, locomover-se ou alguma deficiência física ou mental.
Entre 16,6 milhões de pessoas com algum grau de deficiência visual, quase 150 mil se declararam cegos. Já entre os 5,7 milhões de brasileiros com algum grau de deficiência auditiva, um pouco menos de 170 mil se declararam surdos.
É importante destacar que a proporção de pessoas portadoras de deficiência aumenta com a idade, passando de 4,3% nas crianças até 14 anos, para 54% do total das pessoas com idade superior a 65 anos. A medida que a estrutura da população está mais envelhecida, a proporção de pessoas com deficiência aumenta, surgindo um novo elenco de demandas para atender as necessidades específicas deste grupo.
Os dados do Censo 2000 mostram, também, que os homens predominam no caso de deficiência mental, física (especialmente no caso de falta de membro ou parte dele) e auditiva. O resultado é compatível com o tipo de atividade desenvolvida pelos homens e com o risco de acidentes de diversas causas. Já a predominância das mulheres com dificuldades motoras (incapacidade de caminhar ou subir escadas) ou visuais é coerente com a composição por sexo da população idosa, com o predomínio de mulheres a partir dos 60 anos.
O conceito ampliado utilizado no Censo 2000 para caracterizar as pessoas com deficiência, que inclui diversos graus de severidade na capacidade de enxergar, ouvir e locomover-se, é compatível com a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), divulgada em 2001 pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Aproximadamente 9 milhões de pessoas portadoras de deficiência estão trabalhando
Quando se trata da inserção de pessoas portadoras de deficiência no mercado de trabalho, verifica-se uma proporção de pessoas ocupadas menor neste grupo que no das pessoas sem nenhuma das deficiências investigadas. Das 65,6 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade que compõem a população ocupada no País, 9 milhões são portadoras de alguma das deficiências pesquisadas.
A taxa de escolarização das crianças de 7 a 14 anos de idade, portadoras de deficiência é de 88,6%, portanto seis pontos percentuais abaixo da taxa de escolarização do total de crianças nesta faixa etária que é de 94,5%.
Em relação à instrução, as diferenças são marcantes: 32,9% da população sem instrução ou com menos de três anos de estudo é portadora de deficiência. As proporções de portadores de deficiência caem quando aumenta o nível de instrução, chegando a 10% de portadores de deficiência entre as pessoas com mais de 11 anos de estudo.
A proporção de pessoas ocupadas de 10 anos ou mais de idade é de 51,8% para os homens portadores de deficiência e de 63,0% para os homens que declararam não possuir nenhuma das deficiências investigadas, ou seja, uma diferença maior que 10%. Diferença semelhante é observada entre as mulheres: a proporção de ocupadas varia entre 27% e 37%. O tipo de deficiência que dificulta mais a inserção no mercado de trabalho é a deficiência mental: somente 19,3% das pessoas que declararam apresentar deficiência mental permanente estão ocupadas. As outras incapacidades permitem uma inserção maior no mercado de trabalho: incapacidade física ou motora (24,1%), dificuldade na audição (34,0%) e dificuldade para enxergar (40,8%). Para quem não apresenta nenhuma destas deficiências, a proporção de pessoas ocupadas sobe para 49,9%.
Outras informações sobre os encontros anteriores do Grupo de Washington podem ser obtidas no site http://www.cdc.gov/nchs/citygroup.htm
O encontro será no Othon Palace Hotel - Avenida Atlântica, nº 3.264 - Copacabana - RJ
Comunicação Social
16 de setembro de 2005

sábado, 19 de janeiro de 2013

História de Superação: Minha vida é um filme de Hollywood

ostado por: Data: junho 19, 2012 em: Superação | Comentários : 1
5
Francisco Leniere Ferreira da SilvaCaro leitor,
Conheça a história de superação de Francisco Leniere Ferreira da Silva, 27 anos, da cidade de São Paulo Do Potengi, Rio Grande do Norte. Francisco tem má formação congênita.
“Em 27/10/1984, nasce em uma maternidade em natal um jovem chamado Francisco Leniere Ferreira da Silva, isto é, eu mesmo. No começo muita dificuldade, pois uma infância difícil devido minha deficiência física que consequentemente trouxe uma grande dificuldade de locomoção.
Nos primeiros (cinco)5 anos foram de “via sacra”, em postos de saúde e nos hospitais fazendo tratamentos pesados. Quando cheguei aos (cinco) 5 anos tive uma pequena frustação, isso porque recebi a informação que meus nervos não responderam as expectativas dos médicos com isso não pude fazer a tão sonhada operação. Então, comecei minha vida, outra grande barreira que tive de superar foi meu pai que não queria que eu estudasse para que meus colegas de escola não batessem em mim, queria apenas que eu conseguisse um beneficio do INSS e pronto, porém, minha mãe não pensou duas vezes o contrariando me matriculou em uma escola aqui do interior.
No primeiro momento achei que meu pai tinha razão, pois lá conheci o primeiro preconceito um “coleguinha” que só falava em bater em mim, na verdade ele tinha medo pois como era uma criança achava que eu ia pega-lo (risos), entretanto, tomei minha primeira e difícil decisão, depois de vários dias de “chateação” chegando em casa falei pra minha mãe, então ela logo foi lá saber o que estava acontecendo, chegando lá as professoras a acalmaram e tomaram as devidas providências, depois ele se tornou em um amigo e companheiro, falo de “bolão”.
Primeira dificuldade superada tive, uma infância “normal” como toda e qualquer criança brinquei, joguei bola, fui a escola, namorei e fiz tantas outras coisas.
Na adolescência, na adolescência outro “baqui” isso porque aos quatorze anos perdi meu pai vítima de um CA (leucemia). Então comecei a perguntar, meditar e pensar mais no meu futuro com as seguintes indagações; como será a parti de hoje sem um apoio paterno? Será que vou continuar na minha vida acadêmica? E minha vida sentimental será bem sucedida? Dentre tantas outras dúvidas. Namorar? Nunca foi minha preocupação de primeiro grau não sou muito preocupado com isso e quando falei na adolescência a primeira menina pra namorar sério ela me indagou dizendo: Leniere, você é feio e aleijado não quero namorar você. Então namoro é assim o que tiver de acontecer, acontecerá no tempo certo. Em 2003, terminei meu nível médio e em 2004, tive minha primeira oportunidade de trabalho aqui mesmo no interior trabalhei um ano numa auto escola. Um ano depois quando fiquei desempregado veio muitos receios, isso porque não iria mais continuar minha vida estudando, consequentemente meus sonhos e realizações poderiam ser “abortados” não só pela falta de recursos para pagar uma faculdade mais também porque não tinha veículos para levar e trazer os estudantes universitários de natal para o interior.
Depois de enfrentar várias dificuldades não fui covarde, logo tive a coragem de “enfrentar” de frente o prefeito municipal, depois de várias desavenças não conseguimos o tão sonhado veiculo mais ainda conseguimos uma pequena ajuda que serve não só pra mim mais para mais 80 alunos que assim como eu saem todos os dias de são Paulo do Potengi para natal esperando e sonhando de que dias melhores virão.
A um ano e meio, comecei o curso CST em Gestão Pública, digo meu primeiro curso superior, porque ainda quero fazer o curso de direito, isto é, se ainda tiver tempo e dinheiro.
Na faculdade, graças a DEUS fui muito bem recebido não só pelos meus colegas de classe como também pelos professores, coordenação e a instituição em geral”.
Como um sonhador qualquer espero um dia trabalhar bem muito e poder ajudar meu próximo não só com meu conhecimento acadêmico mais também com minha experiência de vida onde sonhos foram realizados e batalhas estão sendo vencidas.
Francisco Leniere Ferreira da Silva

Sociedade Deficiente - Forma de Expressão

Eu necessito obter resposta para o mundo
Felicidade escondida, atrás dos muros
Desigualdade, social é casa simples
Pessoas pobres e humildes, mais são felizes
Que tem o dom de viver e vai sobrevivendo
Lutando a cada dia com o tal destino
Com o salário de aposentado que ganha do governo
Sempre com olhos com lágrimas, mais sempre estão sorrindo
Necessidade de trabalho para todos
Mais infelizmente é chamado de deficiente
Só porque está trancado em uma cadeira de rodas
O seu esforço inútil, a sociedade fecha as portas
Prioridade máxima aos que são qualificados
Pessoas deficientes que tem talento são rejeitadas
Lidar com essas pessoas exige de nós cooperação
Contra atacam pessoas normais, e não colocaram indignção
Morto, vivo ou morto, filho afetado, disturbio mental
Encantos e desencantos se é manicômio é morte natural
Quem é que nunca ouviu falar ''la vai o alejado''
Ou ''esse cara é louco, é deficiente ou está drogado''
Manifesto minha discordância no adjetivo deficiente
Aqui nessa porra de mundo ninguém é melhor, ninguém é diferente
Deus fez todos iguais, do assassino até o bom filho
Aí parceiro pra entrar no céu é só um caminho
Refrão:
Eu necessito obter resposta
A sociedade me virou as costas
Só porquê eu sou deficiente
Uma pessoa simples
Te quebro nas idéias
Nunca me substime

Minhas propostas eu espero que chegue em minhas mãos
Influências, exigências, direitos sangue bom
Meu futuro aprimorar e exercitar a minha mente
O testemunho de uma mãe comove muita gente
Dizendo que perdeu seu filho muito cedo
Paralisía cerebral, o pobre sofre não tem jeito
As próprias pessoas que te amam em sua volta
Te tratam com carinho mais no fundo tem revolta
Ao ver o seu esforço para sobreviver
Em uma cadeira de rodas, lutando pra não morrer
O governo não te ajuda constituição falida
Montados e armados em cima de propína
Político e bandido, ladrão engravatado
Você é o menosprezo da raça humana seu otário
Vocábulário lindo para os noticiários
Providências expressivas você diz que foi tomada
A mídia te ajuda te dá maior apoio
Discurso bonitinho para enganar meu povo
Sou pelas criânças, nos becos e nas viélas
Caia na real venha morar aqui na favela
Paralisía infantil, pneumonia ou miningite
Sistema único de saúde o pobre morre até de gripe
Eu quero ser o último a sentir essa revolta
E é por isso que eu te digo eu necessito ter resposta

Refrão :
Eu necessito obter resposta
A sociedade me virou as costas
Só porquê eu sou deficiente
Uma pessoa simples
Te quebro nas idéias
Nunca me substime

Deus muito obrigado por um dia após o outro
Desde o adormecer amanhecer um dia novo
Estou trancado, limitado mais eu tenho felicidade
Eu agradeço pelo dom de mostrar realidade
Dizer que aprendí pelas mágoas que guardei
Dizer o que eu sou e mostrar tudo que sei
Escasso, seguro, o meu mundo me critíca
Sociedade deficiente, sou da periferia
Não fujo do sistema porquê não tenho motivo
Espero que ele trema, ao mexer comigo
Sou deficiente mais não na mente, posso pensar
Lucifer te carrega, mais gabriel vai te salvar
Mais um deficiente, multi resistente
Que foi abandonado, até pelos parentes
Desaparecido, foragido de casa
O seu quadro é agravado, seu futuro é uma vala
É o menino sózinho, perdido no mundo, não pode caminhar
Sentou no banco olhou pra lua e começou a chorar
Pensando na mãe e no pai, e até nos parentes
Se sentindo culpado, por ser um deficiente
Mais não se sinta culpado, por ter nascido assim
Você é igual a todos, você é igual a mim
Aqueles que te humilham um dia vão pedir perdão
Vão chegar até você e apertar a tua mão
Pedindo mil desculpas, cabisbaixo, diferente
Dizendo que o filho dele também nasceu deficiente
Mais veja que irônia, a lei divína é uma só
Pagou com a mesma moeda, o destino é cruél e não teve dó
Sábemos que aqui se faz aqui se paga, essa é a regra
E tudo que você plantar, você vai colher na época certa
Só falta você escolher, plantar o bem ou plantar o mal
Faça a escolha certa você é um ser, você é racional

Refrão :
Eu necessito obter resposta
A sociedade me virou as costas
Só porquê eu sou deficiente
Uma pessoa simples
Te quebro nas idéias
Nunca me substime
Não siga a sua mente, mais sim seu coração
Seja um ser diferente, não vá pela intuição
Seja obstinado, sincero em suas palavras
O ódre que se preza, respeita a todos e não deixa falha
Não queira ser um hell primário sob irônia do destino
Não deixe que a discriminação ataque você, nem o racismo
Só se você quiser ser um ser eficiente visual
Para não enxergar, tudo que está ao seu redor
Então luz e mais luz e mais luz que entre em sua vida
Que te arranque da solidão e te traga para cima
Para que tudo que foi dito aqui não seja só um sonho
Modifique sua mente, que abra seus olhos
Estou com uma bandeja e o pêmio é uma cabeça
Sociedade dos engravatados, não mexam comigo se você não aguemta
Graças ao meu deus eu consegui obter resposta
E pra vc sociedade só nos resta virar as costas
Refrão :
Eu necessito obter resposta
A sociedade me virou as costas
Só porquê eu sou deficiente
Uma pessoa simples
Te quebro nas idéias
Nunca me substime...

LINK PARA BAIXAR A MÚSICA: http://search.4shared.com/postDownload/nJMHSGBk/07-_sociedade_deficiente.html

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Deficientes: Diferentes sim, desiguais não!


“Triste mundo, que veste quem está vestido e despe quem está nu.”

(Calderón de La Barca)
Um dos maiores problemas observados em nosso país ao longo dos tempos, perpetuando-se até o século atual tem sido o desemprego e conseqüentemente a exclusão social. Uma das causas seria a globalização dos mercados, a qual requer das empresas, de maneira crescente, um alto grau de produtividade a baixos custos. Tais exigências, para serem efetivadas, necessitam de mão-de-obra cada vez mais preparada profissionalmente, tanto no nível de escolaridade quanto na especialização para o desempenho de funções técnicas. Portanto, não é difícil concluir que a inserção dos jovens advindos de famílias de baixa renda no mercado de trabalho é ainda limitado. Imaginemos então a situação de um portador de necessidades especiais. Quais suas chances concretas? Antes de tudo, é fundamental esclarecer o seguinte: um ser humano com alguma deficiência, não deixa de ser uma pessoa igual a todas nós, no entanto com algumas peculiaridades, ou seja, características e limitações próprias, como todos nós temos, em graus e natureza variados. O importante é considerar a deficiência como uma característica que apenas se acrescenta à pessoa, e não a diminui. Neste artigo, especificamente, dou mais destaque à profissionalização, entretanto não considero menos importantes as dificuldades de acesso aos demais direitos, tais como: escola, saúde, cultura, lazer etc.
Ao longo dos tempos, a exclusão dessa parcela da população do acesso à educação e cultura de uma forma em geral, lesou seriamente suas oportunidades de inserção trabalhista e social. De acordo com o Censo Demográfico de 2000 (IBGE), 25 milhões de brasileiros, 14,5 % da população, têm algum tipo de deficiência. E no mundo inteiro, existem hoje cerca de 500 milhões de pessoas com deficiência1. São pessoas que lutam pelos seus direitos, pela qualificação profissional, pela educação e pela inclusão. Quando trabalham (não é a regra, diga-se de passagem), a grande maioria está na informalidade, realizando atividades aquém de suas capacidades, salários abaixo do mínimo e sem estrutura que atenda às suas necessidades específicas. Essa realidade torna esse grupo um dos mais vulneráveis da sociedade atual.
O Brasil de hoje é resultado e conseqüência do Brasil de ontem.Durante muito tempo, por ignorância e medo os portadores de deficiência foram cuidados pela caridade e filantropia, impedindo-os de trabalhar. Infelizmente isso não é coisa do passado, o preconceito persiste. Enquanto isso, em pleno século XXI, nossos governantes insistem na implementação de políticas que criam centros isolados de atendimento para estas pessoas. Segregando-os, ocultando-os, dessa forma, quase não aparecem, permanecem à margem da sociedade, transmitindo uma falsa idéia de que o problema está neles próprios, como se fossem incapazes de se integrarem à sociedade, quando na verdade é a própria sociedade que lhes impede o acesso. Eles existem aos milhares, mas são como um exército de invisíveis, isolados do mundo, sem acesso aos seus direitos como seres humanos e cidadãos. E como se não bastasse, a inadequação das condições de arquitetura, transporte e comunicação, tem impedido o acesso de inúmeras pessoas competentes e produtivas no mercado de trabalho.
Senão vejamos, vamos elencar alguns problemas, os quais para a maioria da população podem até passar despercebidos, mas que são obstáculos, por vezes intransponíveis para os portadores de deficiência.
  • Somente escadas como forma de acesso aos prédios sem elevador;
  • Portas de circulação estreitas;
  • Elevadores pequenos e sem sinalização em Braille;
  • Inexistência de banheiros adaptados;
  • Balcões altos para atendimento de pessoas em cadeira de rodas ;
  • Calçadas estreitas, com pavimento deteriorado e com obstáculos difíceis de serem detectados por pessoas com deficiência visual;
  • Inexistência de vagas de estacionamento. O espaço insuficiente de uma vaga pode dificultar a entrada e a saída do carro de usuários de cadeira de rodas e muletas;
  • O transporte é o campeão de queixas das pessoas com deficiências por ser o ambiente onde elas se sentem mais desrespeitadas, segundo pesquisa realizada em Salvador pela ONG Vida Brasil e pela Comissão Civil de Acessibilidade de Salvador (Cocas), em 2003/04.2
Vale ressaltar que a partir de 1991, com a implantação da Lei 8.213/91, as empresas passaram a observar a importância de admitirem em seu quadro de funcionários um portador de deficiências. No entanto, não basta empregá-los demonstrando atitudes paternalistas ou adotando projetos assistencialistas. Falo isso, inclusive por experiência própria, pois há alguns anos, ao ser designada para implantar um Projeto de Inclusão Digital para deficientes físicos, encaminharam-me para uma visita à uma Associação Comunitária. Ao chegar lá, apresentaram-me o local, com 10 computadores, recebidos há mais de cinco meses, através de doação, mas em perfeito estado. E tristemente constatei que jamais haviam sido utilizados, pelo simples fato de que não dispunham de instalação elétrica adequada, de monitores/professores qualificados. Acesso à internet, então, nem se fala. Nem dispunham de linha telefônica. Dessa forma, profissionalizar não é um mero ato de generosidade e filantropia, é preciso capacitar o portador de necessidades especiais para que ele se transforme em multiplicador de informações. Podemos dizer que, a inclusão social é, na verdade, uma medida de ordem econômica, já que o portador de deficiência torna-se cidadão produtivo e participativo, diminuindo, assim, os custos sociais.
O essencial é produzir instrumentos eficientes para a redução e eliminação das barreiras. O acesso de portadores de necessidades especiais ao mercado de trabalho é um dos aspectos do processo de inclusão, importante por proporcionar às pessoas condições para a satisfação de suas necessidades básicas, a auto-valorização e o desenvolvimento de suas potencialidades. Sendo assim, profissionalizá-los, exige elaboração de programas específicos cujo principal objetivo seja a adoção de práticas que transformem essas pessoas em profissionais competitivos. Pensando dessa forma, entendemos que a profissionalização do portador de necessidades especiais é uma etapa do seu processo educativo, e este deve promover seu desenvolvimento físico, psíquico, moral e social. Assim como criar oportunidades para este criar novos vínculos e de experimentar o prazer de ser útil, consciente e responsável, resgatando sua auto-estima e cidadania.
O processo de legitimação dos direitos humanos não se resume à legalidade de textos, mas a partir das ações de uma sociedade consciente que, reconhece-os e reivindica-os, alavancando assim a mudança e aplicação das leis. Essa é o verdadeiro significado da cidadania, conquistada e praticada por pessoas e movimentos sociais.

Deficiente

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz".

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

E "Miserável" somos todos que não conseguimos falar com Deus.
Renata Vilella

MAIS UM POUCO DE NÓS!




Vimos um grande elenco de desigualdades que refletem a realidade social do Brasil de hoje. Há inúmeros problemas neste país, alguns muito simples de serem resolvidos, outros que já demandam um maior esforço, mas basicamente, todos podem ser superados. Muitos deles podem ser resolvidos a partir de políticas voltadas para programas educacionais com o intuito de esclarecer a população sobre determinadas inverdades que tocam a vida em sociedade. Um destes problemas é a situação atual das pessoas portadoras de deficiência física.

Vítimas de problemas congênitos, enfermidades ou causas traumatológicas, estes indivíduos perfazem grande parte dos excluídos no Brasil, sendo quase sempre esquecidos nos porões da desigualdade, pois no Brasil nutre-se a idéia de que todo deficiente, pela própria limitação física, torna-se um inválido. Uma idéia torpe, visto que as melhores qualidades de um indivíduo limitado pela deficiência podem se refletir por outros meios e potenciais, não somente pelas mãos e pernas, mas também pelo seu cérebro. A sociedade ainda não conseguiu entender que o maior potencial humano está em sua mente, capaz de produzir os mais belos frutos, mesmo com limitações motoras. Para alguns, mais do que deficientes estes indivíduos passam a idéia de seres imperfeitos. Este conceito é errôneo porque não se leva em conta o que as pessoas deficientes fazem ou podem fazer e sim o que não fazem.

Piedade, protecionismo ou paternalismo ofendem a dignidade do indivíduo portador de deficiência. Felizmente, hoje, no Brasil, existe uma maior conscientização do respeito devido aos deficientes, haja visto a inclusão de vagas específicas para portadores de deficiências em concursos públicos. O deficiente tem direito à uma posição digna que o ajude a se habilitar e se integrar ao mundo, oferecendo-lhe condições e oportunidades de mostrar toda a sua capacidade inata e ainda não usufruída. Esta integração junto à comunidade se configura quando lhe estão garantidos os direitos à uma vida digna, com educação, trabalho, esporte, enfim, com todas as oportunidades oferecidas a um cidadão comum, mas observando-se suas dificuldades e limitações.

Além do direito ao trabalho, à educação e outras atividades inerentes a qualquer cidadão comum, o portador de deficiência física tem garantido o seu direito de ir e vir, locomovendo-se para onde desejar. Entretanto, muitas vezes, este direito é barrado por um simples degrau, por exemplo. Quando da construção de edifícios públicos, há que ser observada a legislação que prevê o acesso adequado destes indivíduos nestes lugares, evitando-se de excluir o portador de deficiência de realizar desejos de sua vontade mais simples como ir ao banheiro, por exemplo.

Os portadores de deficiências físicas tiveram muitas conquistas nos últimos anos. Na verdade, como em todos os segmentos sociais, as conquistas dos deficientes são resultados de seus próprios trabalhos, principalmente através das entidades que os representam, por meio de protestos e reivindicações das mais variadas. A sociedade precisa compreender que os indivíduos portadores de deficiências representam 10 % da população brasileira e, por este motivo, devem ser vistos como sujeitos passivos de direitos como qualquer outro cidadão.

domingo, 27 de maio de 2012

Parabéns à AACD – 61 anos de história e amor

A Associação de Assistência à Criança Deficiente é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que trabalha há mais de 61 anos pelo bem-estar de pessoas com deficiência física. Ela nasceu do sonho de um médico que queria criar no Brasil um centro de reabilitação com a mesma qualidade dos centros que conhecia no exterior, para tratar crianças e adolescentes com deficiências físicas e reinseri-los na sociedade. Foi pensando nisso que o Dr. Renato da Costa Bomfim reuniu um grupo de idealistas e, no ano de 1950, fundou a AACD.
No começo, a entidade funcionava em dois sobrados alugados na Rua Barão de Piracicaba, na cidade de São Paulo. Mas graças à colaboração dos primeiros doadores, a AACD pôde fundar seu primeiro centro de reabilitação num terreno doado pela Prefeitura, na rua Ascendino Reis.

Missão: promover a prevenção, habilitação e reabilitação de pessoas com deficiência física, especialmente de crianças, adolescentes e jovens, favorecendo a integração social.
Visão: ser a opção preferencial em Reabilitação e Ortopedia para pacientes, médicos, profissionais da área, convênios e apoiadores, e ser reconhecida pelo seu elevado padrão de qualidade e eficácia, com transparência, responsabilidade social e sustentabilidade.
Valores: responsabilidade social, respeito ao ser humano e suas diferenças, ética, qualidade, eficácia, competência e transparência.
Há mais de uma década, a AACD realiza o Teleton, que todo ano reúne artistas, apresentadores e personalidades numa maratona televisiva em busca de doações.
Mas nossos pacientes precisam de cuidado todos os dias. Em qualquer época do ano tem sempre um jeito de você ajudar a AACD a cuidar de crianças, jovens e adultos deficientes físicos. Quer saber como?Clique aqui.
Fonte: AACD

TELETON (de 1998 à 2009!)


A história:
O Teleton, criado pelo ator e comediante Jerry Lewis que tinha como objetivo arrecadar fundos para uma instituição de crianças deficientes, chegou ao Brasil em 1998. A pedido da apresentadora Hebe Camargo e do presidente da AACD na época, o animador Silvio Santos colocou no ar, por mais de 26 horas, uma maratona que visava arrecadar fundos para a Associação de Assistência a Criança Deficiente. A partir daí, começa uma história de sucesso e o projeto passa a fazer parte do calendário do brasileiro.
Túnel do Tempo:
1998 – Chega o tão esperado dia 16 de maio. Silvio Santos, aparentemente nervoso, faz a abertura da campanha onde o tema musical é a já conhecida “Depende de Nós”, cantada na voz de Fafá de Belém.
É dado o ponta pé inicial e pelo palco passam artistas, apresentadores, cantores, jornalistas e até contratados de outras emissoras como Xuxa Meneghel que fez um depoimento para a maratona. A campanha é um sucesso.
Ainda no Gol Show Especial, apresentado por Silvio Santos, a meta de R$9 milhões é atingida e todo o dinheiro é revertido para a construção da 2ª unidade da AACD, em Recife, Pernambuco.
Ao contrário das edições seguintes, este Teleton começou na noite de sábado, indo até madrugada de domingo para segunda.
Total arrecadado: R$ 14.855.000
1999 – Chega mais um ano e a promessa feita por Silvio Santos dizendo que seria realizado um Teleton por ano, é realizada, agora nos dias 17 e 18 de setembro.
Devido o sucesso da edição anterior, mais emissoras de rádio e tv entram na campanha, algumas como a Tv Cultura fazendo a transmissão durante as mais de 24 horas e cedendo seus estúdios, e outras como Record, Bandeirantes, RedeTV! e Globo transmitem flashes da maratona.
A campanha é um sucesso e mais uma vez atinge a sua meta. Com o dinheiro arrecadado, é construída a unidade da AACD em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
Total arrecadado: R$ 10.147.000
2000 – Realizado nos dias 1º e 2º de setembro, o Teleton 2000 surpreende pela sua grande estrutura.
Realizado na moderna casa de shows Via Funchal, em São Paulo, a maratona recebeu vários artistas, tanto do SBT quanto de outras emissoras. A maratona foi dividida em blocos temáticos, algo parecido com o que foi realizado no Teleton 2008.
Estendendo-se até a madrugada de sábado para domingo, o show atinge a sua meta e arrecada mais de R$10 milhões, revertidos na construção da unidade de Uberlândia, Minas Gerais.
Total arrecadado: R$ 10.226.000
2001 - Realizada nos dias 26 até a madrugada do dia 28 de outubro, este que junto de novembro passam a ser os meses oficiais de realização do Teleton, a maratona faz sucesso e agrada a todos.
Logo na noite de sexta, é apresentado o “Show do Milhão Celebridades”, sob o comando de Silvio Santos e contando com a participação de artista como Eliana, Luciana Gimenez, Netinho e Paulo Henrique Amorim.
Nas quase 29 horas que a maratona ficou no ar, um recorde de duração da história de todos os Teleton’s, a meta de R$10 milhões é alcançada e o dinheiro é utilizado para a manutenção das unidades já existentes.
Total arrecadado: R$ 11.847.000
2002 - Realizado nos dias 8 e 9 de novembro, devido o crescimento da AACD e junto dela os seus gastos, o Teleton propõe uma meta que até então na época era de assustar: R$15 milhões.
Apesar disso, foi realizado um das melhores edições de todas, com especiais como a “Batalha dos Artistas”, realizada no parque do SBT e o “Show de Talentos”, em que artistas mostravam o que mais sabiam fazer além de apresentar/cantar/atuar.
Apesar da meta ousada, ela é alcançada e atinge uma arrecadação recorde até então, sendo o dinheiro revertido na construção da unidade de Osasco, em São Paulo.
Total arrecadado: R$ 16.420.423
2003 – Mesmo não sendo um evento do SBT, esse Teleton foi afetado pelo começo da crise de audiência do canal e o escândalo do PCC protagonizado pelo apresentador Gugu.
Realizado nos dias 3 e 4 de outubro, a maratona mais uma vez liderada por Silvio Santos e Hebe Camargo, pela 1ª vez em 6 anos não atinge a sua meta, a mesma de 2002.
Vários fatores como de ter muito material gravado como o período todo da manhã, ter o mesmo cenário das últimas duas edições e o escândalo do PCC envolvendo o Domingo Legal que sujou a credibilidade da emissora, são alguns que levaram ao fracasso da campanha.
Apesar de não ter repetido o sucesso do ano anterior, a maratona arrecadou R$13,5 milhões nas 27 horas que ficou no ar.
Mas para não deixar passar em branco e tentar pelo menos alcançar a meta, no dia 13 de outubro é realizado o Hebe Especial Teleton, contando com a presença de Daniel, Fábio Júnior, Ivete Sangalo e o Padre Marcelo Rossi.
Em pouco mais de 1 hora em que o programa ficou no ar, foram arrecadados R$700 mil, o suficiente para atingir a meta. Com o dinheiro, é construída a unidade da AACD em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro.
Total arrecadado: R$ 15.000.000
2004 – Para não repetir o fracasso da última edição, é feita uma das maiores mobilizações do Teleton no Brasil. Meses antes, no “Casa dos Artistas 4 – Protagonista de Novela”, Silvio Santos já pedia que o público juntasse 5, 10 centavos por dia para ter os R$5 no dia do programa.
Realizado nos dias 19 e 20 de novembro, a campanha volta com um formato renovador, com especiais e neste ano são lançados o Tonzinho feito em 3D, o placar que muda sem parar e é lançada a Corrente do Bem, fruto do garoto Felipinho que desde 99 leva doações de sua família.
Logo no começo é notável o sucesso da campanha. Já de madrugada as arrecadações ultrapassam a casa do R$1 milhão, algo que só aconteceu no período da manhã em 2003.
Mesmo assim, era pouco, já que a meta era R$1 milhão a mais que no ano anterior, R$16 milhões. A campanha é um sucesso e a meta é atingida, sendo comemorada com alívio por Silvio e Hebe: A maratona ainda é um sucesso.
O dinheiro arrecadado é utilizado na manutenção das unidades já existentes.
Total arrecadado: R$ 16.616.032
2005 – Realizado nos dias 28 e 29 de outubro, a campanha deste ano tem como objetivo a construção de uma nova unidade e para isso, é preciso ultrapassar o arrecadado no ano anterior.
Começando por volta das 21h, indo até às 01h30, a maratona tem uma nova música tema: “Amor”, cantada por Fafá de Belém e Daniel, tornando-se o hino oficial do Teleton.
O programa recebe centenas de artistas, de várias emissoras e faz especiais como o Roda a Roda com Roque, Patrícia Salvador e Lombardi como jogadores e Liminha como a mulher que abria o painel.
Logo depois, foi exibido o Family Feud com a turma do Pânico na Tv contra a família do cantor Daniel, onde os humoristas saem vencedores.
Assim que Silvio Santos entrou no palco pro encerramento, o placar ultrapassava os R$10,3 milhões, o maior valor já arrecadado até a entrada do apresentador na história do programa.
Embalado por Daniel e Ivete Sangalo, o país doou e a meta é atingida, sendo possível a construção da unidade em Joinville, Santa Catarina.
Total arrecadado: R$ 16.150.890
2006 – Realizado nos dias 10 e 11 de novembro, a abertura musical é feita pelo vencedor da 1ª temporada do Ídolos, Leandro Lopes.
Nas 27 horas que ficou no ar, a maratona mostrou histórias comoventes e pela 1ª vez deixa de ter um especial.
Neste ano a maratona é interrompida para a exibição do reality “Bailando Por Um Sonho” e o encerramento têm a participação do cantor mexicano Diego Gonzalez.
A meta é atingida mais uma vez e o dinheiro é utilizado na manutenção das unidades e diminuição na fila de espera para a cirurgia da escoliose.
Total arrecadado: R$ 16.162.588
2007 – É um ano muito especial ao Teleton. A maratona chega a sua 10ª edição e nesses 10 anos, graças ao público brasileiro, foram construídas 8 unidades da AACD, possibilitando que cerca de 5 mil pessoas sejam atendidas por dia, mais de 1 milhão por ano e arrecadado mais de R$120 milhões.
Apresentado nos dias 19 e 20 de outubro, com abertura feita por Silvio Santos e cantada por Claudia Leitte, o programa apresenta um cenário que muda a cada algumas horas e conta com a partipação de muitos artistas, dentre eles a apresentadora Eliana que até então ainda era da Rede Record.
Um dos momentos marcantes, além da homenagem a Hebe Camargo e Silvio Santos, foi o seu encerramento em que o apresentador fez a famosa dança do siri, fazendo todos rirem.
A maratona foi um sucesso e ultrapassou a arrecadação de 2006, chegando a R$17 milhões. O dinheiro arrecadado é utilizado na construção da unidade da AACD em São José do Rio Preto, São Paulo.
Total arrecadado: R$ 17.111.159
2008 – Com um novo diretor em seu comando, Teleton é reformulado e sua abertura é realizada no Auditório do Ibirapuera, nos dias 7 e 8 de novembro.
Acontece que o público estava tão acostumado com a “simplicidade” do Teleton que se espantou com o show, não reconheciam a maratona, nem mesmo o gc de doações tinha a logo do programa e o placar quase não era visível.
Resultado: A arrecadação foi se arrastando pela madrugada, pela manhã de sábado e pelo resto do dia, sendo “beneficiado” por uma edição com material gravado por duas horas na manhã, no período da tarde e a noite, um dos principais horários de arrecadação.
Apesar da arrecadação ter sido fraca até o encerramento, a meta de R$18 milhões foi alcançada com sucesso graças as empresas e, sem desmerecer é claro, o público brasileiro.
Mas em termos de sucesso, melhor esquecer esse Teleton. O dinheiro arrecadado é utilizado na diminuição da fila de espera de 32 mil pessoas, podendo levar mais de 5 anos pra ser atendido.
Total arrecadado: R$ 18.955.948
2009 – É feita uma grande campanha de divulgação da maratona deste ano.
Com a campanha “Eu me Movo”, a maratona agora contava com Eliana como sua embaixadora oficial, posto também da cantora Ivete Sangalo.
Feito 100% nos estúdios do SBT nos dias 23 e 24 de outubro, a campanha recebe muitos artistas das concorrentes que compõe a Rede da Amizade. Artistas da Bandeirantes, da Rede Globo, da Gazeta, da Tv Cultura e da RedeTv! comparecem e integram na campanha que tem como meta alcançar R$19 milhões. Numa atitute infeliz, a Rede Record é a única a não liberar os seus artistas.
Com material gravado só na madrugada, reprisando os melhores momentos dos 12 anos da campanha, a arrecadação flui e supera a do ano anterior e a meta estabelecida, sendo possível a construção da unidade em Poços de Caldas, Minas Gerais e a construção de dois ambulatórios com o apoio da prefeitura e governo do estado de São Paulo.
Total arrecadado: R$ 19.355.137
2010 – Mais um Teleton chega e com ele uma bela trajetória de 13 anos, com histórias emocionantes, momentos de descontração e de muita união e amor de todo um país.
Neste ano a maratona será realizada nos dias 5 e 6 de novembro, tendo como meta R$20 milhões e seu objetivo que é construir uma nova unidade da AACD.
A ideia agora é de construir pelo menos uma unidade em cada estado, facilitando o acesso de milhares de deficientes físicos.
A abertura ficará sob o comando de Silvio Santos que logo depois deixará o palco para ser comandado pela madrinha, Hebe Camargo, e pela cantora Claudia Leitte.
Nessa maratona de mais de 26 horas, mais de 70 artistas vão passar pelo palco, artistas também de outras emissoras. Como sempre, teremos histórias emocionantes e belas lições de vida.
Curiosidades:
- Em 1998, os artistas Renato Aragão e Xuxa Meneghel fizeram um depoimento para que o povo brasileiro fizessem a sua doação, algo inimaginável nos dias de hoje devido a infeliz “concorrência” entre o Teleton e o Criança Esperança.
- Em 1999, o Teleton foi realizado nos estúdios da Tv Cultura e, consequentemente, o microfone “aviãozinho” de Silvio Santos falhou e ele teve de usar o microfone usado por Hebe Camargo e Gugu, o de mão. Um momento raro da televisão.
- Em 2001, outro momento marcante. Após a insistência de Hebe Camargo em lhe dar o famoso selinho, Silvio Santos faz o cumprimento mas em outra pessoa, no cantor Gilberto Gil. Inesperado.
- Em 2003, no encerramento da maratona em que a meta não foi atingida, Silvio comenta sobre o seu desejo de todas as emissoras de televisão se reunirem e fazerem o Teleton, o que acontece no Chile.
No final do depoimento, Silvio solta o verbo: “Tudo por causa desse maldito Ibope!”, ao vivo.
- Em 2006, a maratona recebe o cantor mexicano Diego Gonzalez, ator da novela “Rebelde”. Apesar do sucesso da novela, Silvio Santos acreditava que o ator e cantor também fazia parte do grupo “RBD” e, constrangido, o jovem tentava explicar que fazia parte da novela mas não do grupo musical. Não adiantou muito.
- Em 2008, ao receber a doação do Guaraná Antarctica, Hebe Camargo ajoelhou-se como agradecimento. Mas ao receber a doação da empresa Hipercard, ela e Silvio Santos deitaram no palco, causando risos em quem acompanhava.
- Em 2009, Adriane Galisteu e Luciana Gimenez fizeram um trato com o telespectador: se fosse ultrapassada a casa dos R$600 mil, as apresentadoras dariam um selinho, no palco. Dito e feito.
- Bradesco é a empresa mais “antiga” na campanha, apóia desde 1998. Logo atrás vem o Grupo Votorantim, parceira desde 1999.
As 5 maiores doações do Teleton:
1º Unibanco – R$3,7 milhões (Teleton 2008)
2º Hipercard – R$3,5 milhões (Teleton 2009)
3º Itaú Unibanco Capitalização – R$3,3 milhões (Teleton 2009)
4º Hipercard – R$2,6 milhões (Teleton 2008)
5º Gol Linhas Aéreas – R$2 milhões (Teleton 2007)

terça-feira, 22 de maio de 2012

O preconceito social contra a pessoa com deficiência: algumas implicações

Um dos aspectos que marca profundamente as relações sociais da pessoa com deficiência é a ignorância, no sentido de falta de saber e de ausência de conhecimento. Quanto a isso podemos dizer que
[...] ignorância não é atributo apenas dos mais pobres ou dos que têm menos estudo. É algo que está presente em todas as camadas sociais, em muitas famílias, grupos de empresários, funcionários do governo (federal, estadual ou municipal) e, até mesmo, em muitos médicos que não se especializaram em reabilitar pessoas portadoras de deficiência ou que não têm prática no tratamento de algumas restrições do corpo (leves ou profundas) (RIBAS, 1996, p.63, destaque do autor ).
Ribas (1996) coloca a ignorância como sendo responsável por preconceitos relacionados às pessoas que têm deficiências, pois quando alguém não sabe, começa a achar, podendo assim fazer interpretações que muitas vezes fogem da realidade da vida das pessoas com deficiência física, mental ou sensorial.
Sobre os preconceitos Ribas (1996, p.64) ainda nos dá a seguinte contribuição:
[...] em maior ou menor grau, todos nós somos preconceituosos. Ninguém escapa. Nem mesmo pesquisadores universitários e acadêmicos. Isso porque a primeira impressão é sempre preconceituosa, já que está relacionada a algo com o qual jamais tivemos contato. É verdade que os pesquisadores universitários e acadêmicos (sobretudo os que trabalham com as ciências humanas) reelaboram o preconceito que existe dentro deles, até mesmo para conseguir pesquisar. E aí, então, conseguem enxergar o que está por trás da primeira imagem.
O preconceito com relação a pessoas com deficiência vem muitas vezes imbuído de um sentimento de negação, ou seja, a deficiência é vista apenas como limitação ou como incapacidade. A sociedade, embora tenha um discurso que prega a inclusão social de pessoas com deficiência, ainda vê essas pessoas pelo que não têm, ou pelo que não são. Não nos acostumamos a olhar os sujeitos que têm deficiência pelo que têm ou pelo que são. Nesta medida, a pessoa com deficiência auditiva é aquela que não ouve, a pessoa com deficiência visual é aquela que não enxerga. Ou seja, nos aproximamos da deficiência a partir da negação. A pessoa com deficiência é sempre aquela que não tem ou não apresenta alguma capacidade que a outra tem ou apresenta. Dessa forma, o sentimento de negação pressupõe sempre uma atitude e um comportamentode negação que traz para essas pessoas sérias conseqüências como exclusão, marginalização, discriminação, entre outras.
Esse sentimento de negação acompanhado de uma atitude e comportamento negativos com relação à pessoa com deficiência acaba por refletir em um sentimento de que é "melhor não viver assim", sentimento esse que ainda é razoavelmente difundido nos dias atuais e que coloca em questão um tema muito polêmico: a morte. Isso porque ao ver a deficiência apenas pelo lado negativo, não se consegue enxergar um horizonte para aquele que tem uma deficiência física, mental ou sensorial, sendo que:
Muitos pais que tiveram filhos com deficiência contam que em algum momento lhes passou pela cabeça que seria melhor, para o próprio filho, não viver. Muitos paraplégicos contam que o desejo de morrer surgiu principalmente logo após o acidente que trouxe a lesão medular. Para os pais que tiveram filhos com deficiência e para as próprias pessoas com deficiência a aceitação passiva da morte resulta da perda de sentido da vida. (RIBAS, 2007, p.24).
Além disso, Ribas (2007) ainda aponta para o perigo de que ao interpretarmos a deficiência como algo suficientemente adversa a ponto de abalar o sentido da vida, logo passemos a justificar a interrupção da gestação de bebês que comprovadamente irão nascer com deficiência, uma vez que o sentimento de que talvez não valha a pena viver sendo uma pessoa com deficiência, pode levar à sensação de que talvez não valha a pena nascer com uma deficiência, o que poderia implicar em atitudes como o aborto, por exemplo.
No entanto, é necessário esclarecermos que o sentimento de que não vale a pena viver tem sua origem nas relações sociais vivenciadas por famílias e por pessoas com deficiência. Estando, portanto, esse sentimento ligado ao sentimento de perda. E essa perda tem sempre como modelo determinado padrão de normalidade. Ter uma deficiência é ter que conviver com a diferença (com toda carga ideológica negativa que esse termo carrega na sociedade capitalista). Neste contexto, o sentimento que não vale a pena viver é um produto social que a pessoa com deficiência e seus familiares acabam por consumir em determinado momentoda vida. Desta maneira, os sentimentos que prejudicam a vida das pessoas que têm deficiência e de seus familiares são frutos de situações concretas de vida, nas quais estão presentes determinantes sociais, culturais, econômicos e políticos.
Nesta perspectiva, olhar a deficiência a partir da negação resulta, por conseguinte, na negação do direito da pessoa com deficiência de viver na sociedadecom igualdade deoportunidades. Sendo assim, a pessoa com deficiência está sujeita na sua vida cotidiana a vários impedimentos. Embora a legislação brasileira refute qualquer tipo de cerceamento no exercício da cidadania dessas pessoas, os impedimentos ainda persistem, se configurando em vários tipos de barreiras.
O Decreto nº 5296 de 2 de dezembro de 2004define barreiras como sendo qualquer entrave ou obstáculo que limite ou impeça o acesso, a liberdade de movimento e a circulação com segurança das pessoas, classificadas em:
a) barreiras urbanísticas: as existentes nas vias públicas e nos espaços de uso público;
b) barreiras nas edificações: as existentes no entorno e interior das edificações de uso público e coletivo e no entorno e nas áreas internas de uso comum nas edificações de uso privado e multifamiliar.
c) barreiras nos transportes: as existentes nos serviços de transporte;
d) barreiras nas comunicações e informações: qualquer entrave ou obstáculo que dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens por intermédio dos dispositivos, meios ou sistemas de comunicação, sejam ou não de massa, bem como aqueles que dificultem ou impossibilitem o acesso à informação.
Além das barreiras citadas acima denominadas de barreiras físicas, podemos elencar mais dois tipos de barreiras:
a) barreiras sistêmicas: relacionadas a políticas formais e informais. Exemplo: escolas que não oferecem apoio em sala de aula para alunos com deficiência, bancos que não possuem tratamento adequado para pessoas com deficiência.
b) barreiras atitudinais: são os preconceitos, estigmas e estereótipos que implicam em um comportamento negativo com relação à pessoa com deficiência como repudiar, discriminar e excluir com base na condição física, mental ou sensorial.
Quando analisamos as inúmeras barreiras que as pessoas com deficiência enfrentam, não podemos deixar de mencionar as dificuldades que encontram para ingressar no mercado de trabalho, isso porque:
O mercado de trabalho é competitivo e por isso mesmo segregativo para todos. A rotatividade da mão-de-obra desqualificada é intensa, jogando à margem das empresas um exército de pessoas que mais do ninguém precisa trabalhar para manter a vida. Deste exército fazem parte os considerados menos aptos. [...] para os empresários e para o Estado os deficientes estão incluídos entre os menos aptos. (RIBAS, 1985 p.85-86).
O decreto nº 3.298 de 1999 determina que toda empresa com cem ou mais empregados deva preencher de dois a cinco por cento dos seus cargos com beneficiários da Previdência Social reabilitados ou com pessoa com deficiência habilitada; porém a lei nº 8.213 de 1991 já obrigava as empresas a contratar pessoas com deficiência (RIBAS, 2007). Mas foi o decreto nº 3.298 que incumbiu o Ministério do Trabalho de fiscalizar o cumprimento da lei, assim:
[...] tanto o Ministério do Trabalho quanto o Ministério Público do Trabalho saíram a campo procurando saber quais empresas estavam de fato cumprindo a lei e alertando aquelas que não estavam cumprindo que não haveria qualquer motivo ou justificativa plausível que as desobrigasse da responsabilidade de contratar (RIBAS, 2007, p.99).
No entanto, ainda segundo Ribas (2007), logo que o poder público de fiscalização iniciou a pressão, algumas empresas contrataram advogados pedindo que buscassem argumentos jurídicos que as livrassem da obrigatoriedade de contratar as pessoas com deficiência, porém não tiveram nenhum êxito com esta atitude, uma vez que:
[...] O que o poder público entende até hoje é que a lei que determina a contratação de pessoas com deficiência pelas empresas conhecida por Lei de Cotas faz parte de uma política de discriminação positiva que, por meio da obrigatoriedade imposta por lei, vem compensar anos e anos de exclusão do mundo do trabalho. Baseado nesse princípio, todo e qualquer arrazoado que venha de departamento jurídico de empresas e que queira justificar a impossibilidade de sequer imaginar alternativas de inclusão profissional tem contado com a mais absoluta intolerância do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho (RIBAS, 2007, p.99).
Percebemos, então, que na atualidade, através das leis está ocorrendo uma maior inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Mas, essa inclusão prima pelo valor quantitativo e não qualitativo, uma vez que a inserção dessas pessoas dentro da empresa se dá, na maioria das vezes, no campo da subalternidade, ficando essas pessoas com trabalhos que exigem menos qualificação e, por conseguinte, menos remunerados. São poucas as empresas que realmente investem na capacitação de pessoas com deficiência e quando investem é em nome da obrigatoriedade e não do direito dessas pessoas. Porém, não devemos esperar que as empresas façam isso. A luta pelos direitos da pessoa com deficiência é a luta de todos e como tal, deve fazer parte da agenda do governo, da sociedade edos movimentos sociais em geral. Lutar por igualdade de oportunidades para a pessoa com deficiência é lutar por igualdade de oportunidade para todos os segmentos marginalizados e discriminados.
Referências
RIBAS, João Baptista Cintra. As pessoas portadoras de deficiência na sociedade brasileira. Brasília, DF: CORDE, 1997.
______. O que são pessoas deficientes. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1985.
______. Viva a diferença: convivendo com nossas restrições ou deficiências. 2. ed. São Paulo: Moderna, 1996.
______. Preconceito contra as pessoas com deficiência: as relações que travamos com o mundo. São Paulo: Cortez, 2007. (Preconceitos, 4)

sábado, 5 de maio de 2012

Pequeno Resumo da deficiência no Brasil!

a) 27 milhões de pessoas com deficiência existem no Brasil.

b) Destes, 70% vivem em situação de pobreza ou de extrema pobreza: são 18.900.00 pessoas.

c) mais de 50% das crianças e jovens com deficiência estão fora da escola;

d) Não se tem os índices, mas é previsível que a maioria esteja desempregada.

e) Não há acessibilidade arquitetônica na grande maioria das cidades brasileiras.

Com tecnologia, jovem deficiente faz música com polegares

Charlotte usa tecnologia ao favor dela e faz música com os polegares e a cabeça. Foto: BBC Brasil
Charlotte usa tecnologia ao favor dela e faz música com os polegares e a cabeça
Foto: BBC Brasil

Uma adolescente britânica, que teve a maior parte do corpo paralisada depois de um acidente, consegue tocar música usando apenas movimentos de seus polegares e da cabeça. Charlotte White teve um de seus vídeos, no qual ela toca uma suíte para violoncelo de Bach, postada na internet e gerou muito interesse na comunidade musical. A adolescente de 16 anos usa uma nova tecnologia para tocar. Com pequenos movimentos da cabeça, ela consegue interromper um raio magnético, o que desencadeia as notas da música.
Usando movimentos dos polegares, Charlotte aprendeu a controlar a configuração das notas disponíveis, num processo parecido com o do guitarrista que muda a forma dos acordes. A trajetória de Charlotte White foi retratada em um documentário exibido em março na BBC. Golpe na cabeça. Aos 11 anos Charlotte sofreu um golpe na cabeça, o que fez com que ela perdesse todos os movimentos do corpo. A adolescente passou cinco anos em longas internações em hospital para depois passar por um período de reabilitação no qual conseguiu retomar os movimentos da cabeça e, gradualmente, dos dedos.
No entanto, a jovem começou a ter problemas. "Tudo o que eu esperava era ficar fisicamente mais forte, o que não estava acontecendo, então foi muito deprimente. Eu apenas via as pessoas que deveriam melhorar a minha vida, mas parecia que isso nunca iria acontecer", contou a adolescente.
Aos 16 anos, Charlotte começou a frequentar uma escola mas não gostou das atividades oferecidas. "A musicoterapia é alguém na sua frente, batendo em um tambor ou tocando violão, e você deve dizer a eles todos os problemas de sua vida. É incrivelmente condescendente e muito chato", disse.
A adolescente então foi para o projeto Drake Music, na cidade de Bristol, uma organização que usa tecnologia para ajudar pessoas portadoras de deficiências a participarem de iniciativas musicais. Neste projeto, ela começou a trabalhar com Doug Bott e aprendeu a usar seus movimentos para tocar. Bott afirma que Charlotte se destacou logo no começo. "Ela tinha interesse em música clássica, o que não acontecia com muitos dos jovens com quem eu trabalhava na época, era interessada em trabalhar sozinha e do jeito dela", afirmou.
O vídeo da adolescente tocando Bach ganhou destaque na internet. Depois de um tempo, Charlotte participou de uma apresentação na escola, para a qual ela ensaiou muito. "Queria conseguir fazer isso, pois eu seria vista como uma pessoa, ao invés de apenas uma pessoa deficiente", disse. O projeto Drake Music gravou a performance de Charlotte e postou o vídeo na internet, o que gerou muito interesse da comunidade musical. Mas, também levantou questões sobre se a música feita desta forma deveria ser examinada da mesma forma que estudantes usando instrumentos convencionais são examinados.
"Eu queria estudar música na universidade, mas os estabelecimentos que formam músicos não reconhecem (a forma como toco) e, por isso, não pude progredir", conta a adolescente. Os examinadores que permitem que músicos entrem em universidades de música britânicas não examinam música tocada de forma eletrônica, mas estão trabalhando com a Drake Music para desenvolver esta área. "Estamos discutindo formas de avaliar a qualidade da performance musical de uma maneira que não está ligada a um instrumento em particular que a pessoa esteja tocando", disse Doug Bott. Apesar de não conseguir fazer as provas tradicionais de música, Charlotte recebeu um prêmio de artes do Trinity College de Londres e seu trabalho também conseguiu reconhecimento internacional.
Os organizadores de um festival de música na Noruega pediram que Charlotte compusesse músicas para o evento. "A música me inspirou, fez com que eu acreditasse que poderia conseguir qualquer coisa", disse a adolescente sobre sua reabilitação. "Fiquei mais entusiasmada (...), eu queria quebrar as barreiras e fazer as mesmas coisas que todo mundo, ao invés de ser rotulada apenas como uma pessoa deficiente. Comecei a aproveitar a vida e viver coisas que um adolescente faz." A adolescente agora entrou em uma universidade britânica, onde escolheu estudar política social e criminologia.

Deficiente ou “diferente”. O que fazer?

Em termos gerais, podemos definir que "Pessoa Portadora de Deficiência" é a que apresenta, em comparação com a maioria das pessoas, significativas diferenças físicas, sensoriais ou intelectuais, decorrentes de factores inatos e/ou adquiridos, de carácter permanente e que acarretam dificuldades em sua integração com o meio físico e social.(...)
No domínio da saúde, deficiência representa qualquer perda ou anormalidade da estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatómica". Dizer que um indivíduo "tem uma deficiência" não implica, portanto, que ele tenha uma doença nem que tenha de ser encarado como "doente"
“Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. Todos nós podemos sentir-nos desconfortáveis diante do "diferente".
Esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas deficientes e não-deficientes.
Não faça de conta que a deficiência não existe. Se você se relacionar com uma pessoa deficiente como se ela não tivesse uma deficiência, você vai estar ignorando uma característica muito importante dela. Dessa forma, você não estará se relacionando com ela, mas com outra pessoa, uma que você inventou, que não é real.
Aceite a deficiência. Ela existe e você precisa levá-la na sua devida consideração. Não subestime as possibilidades, nem super estime as dificuldades e vice-versa.
As pessoas com deficiência têm o direito, podem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas.
Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que uma pessoa não deficiente.+
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Provavelmente, por causa da deficiência, essa pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas actividades e, por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Exactamente como todo mundo.
A maioria das pessoas com deficiência não se importa de responder perguntas, principalmente aquelas feitas por crianças, a respeito da sua deficiência e como ela transforma a realização de algumas tarefas. Mas, se você não tem muita intimidade com a pessoa, evite fazer muitas perguntas muito íntimas.
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Quando quiser alguma informação de uma pessoa deficiente, dirija-se directamente a ela e não a seus acompanhantes ou intérpretes.
Sempre que quiser ajudar, ofereça ajuda. Sempre espere sua oferta ser aceita, antes de ajudar. Sempre pergunte a forma mais adequada para fazê-lo.
Mas não se ofenda se seu oferecimento for recusado. Pois nem sempre as pessoas com deficiência precisam de auxílio. Às vezes, uma determinada actividade pode ser melhor desenvolvida sem assistência.
Se você não se sentir confortável ou seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa deficiente, sinta-se livre para recusar. Neste caso, seria conveniente procurar outra pessoa que possa ajudar.

As pessoas com deficiência são pessoas como você. Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos.
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(Clique aqui) e vá clicando no botão esquerdo do rato para passar os slides.
Você não deve ter receio de fazer ou dizer alguma coisa errada. Aja com naturalidade e tudo vai dar certo.
Se ocorrer alguma situação embaraçosa, uma boa dose de delicadeza, sinceridade e bom humor nunca falha.