segunda-feira, 10 de março de 2014

SEXO ORAL - A IMPORTÂNCIA DELE PARA A MULHER

 ESSE POST É PARA AQUELAS PESSOAS DITAS "NORMAIS" QUE PENSAM QUE SEXO É SOMENTE PENETRAÇÃO (NÃO TEM INTUITO DE ESTIMULAR O SEXO)

Algumas coisas que você precisa saber antes de começar:

  •  Na hora de dar prazer para uma mulher com as mãos, não tente seguir os mesmos princípios que usa para se masturbar. Se usar nela toda a força e brutalidade que usa no seu pinto, provavelmente vai arrancar gemidos de dor, em vez de prazer.
  •  Se certifique que suas unhas estão limpas e aparadas, sem deixar farpas ou pontas. Unha cumprida definitivamente não combina com essa prática.

Mãos à obra:

  • Comece praticando longe do meio das pernas dela. Descubra o poder que seus dedos têm ao estimular as mais diversas partes do corpo da moça. Use a ponta dos dedos e com uma pressão absolutamente leve, vá passando por todo o corpo dela – rosto, pescoço, seios, barriga, pernas, pés, coxas. Para aumentar a eficácia, peça para ela fechar os olhos.
  • Quando perceber que ela está excitada, comece a se aproximar da parte interna das coxas dela, levando seus dedos de forma paciente e provocativa, o mais perto que conseguir da pélvis dela. Ela dará um sinal que quer que você siga adiante quando “se abrir” para você, ou quando começar a “arquear” a sua pélvis para cima. Nesse estágio, ela também já deverá ter mostrado sinais de lubrificação. Se isso não tiver acontecido, permaneça mais nesse item até que ela demonstre estar pronta. Lembre-se sempre: querer entrar nela sem ser convidado, é uma tremenda falta de educação.
  • Deite-se paralelamente a ela e estenda seu braço sobre o corpo dela, até tocar sua virilha. Isso permite que seus dedos fiquem numa posição parecida com a qual ela está acostumada a se masturbar. Outras posições interessantes: vocês dois sentados, ela na frente e você imediatamente atrás; ela deitada de bruços e você deitado de lado paralelamente à ela.
  • Enquanto se aproxima do clitóris dela, beije-a na boca, na nuca, no pescoço. Com a mão que está desocupada, toque outras partes do corpo dela, como os seios. Continue fazendo isso por quanto tempo conseguir se concentrar nas duas funções – eu sei amigo, ninguém disse que seria fácil.
  • Se por algum motivo ela não estiver molhada nesse ponto, certifique-se de usar um lubrificante. Masturbá-la a seco é uma das piores coisas que você pode fazer.
  • Comece estimulando o clitóris dela por fora (não toque diretamente nele, e sim por cima dos grandes lábios, pois ele é extremamente sensível quando ela ainda não está com tesão). Comece lento, sensual, sem pressa. Fique extremamente atento aos sinais dela. Só avance quando ela demostrar que está ansiando por isso.
  • Conforme for sentido a lubrificação dela aumentando, aproxime-se MUITO SUAVEMENTE do clitóris. Mulheres têm diferentes preferências nesse quesito – algumas preferem ser estimuladas com mais força, outras com menos. Algumas sentem prazer num ponto específico, outras em outros. Se não conseguir ler os sinais, chegue no pé do ouvido dela e peça para ela colocar seus dedos onde sente mais prazer.
  • Depois de um bom tempo explorando diversos movimentos, variações, pressão e velocidade, prepare-se para entrar nela com os dedos (mais uma vez – tem mulheres que preferem somente uma estimulação externa, descubra do que a sua gosta). Comece provocando ela por fora, colocando apenas a ponta do seu dedo nela. Ela vai demonstrar que quer mais e só com esses sinais você deve avançar a etapa.
  • Estudiosos afirmam que o ponto G da mulher está mais ou menos na distância da segunda articulação do nosso dedo. Vá penetrando-a com muita suavidade até identificar uma área mais volumosa na parte superior da vagina dela. Quando encontrar, movimente seu dedo como se estivesse fazendo um movimento de “vem aqui”. Tente também outras variações – movimentos para cima, para baixo, em círculos. A chave mais uma vez é ler os sinais dela. Permaneça nessa brincadeira.
  • Algumas mulheres gostam de mais de um dedo na masturbação. Se ela demonstrar que está com muito tesão, experimente introduzir mais um dedo nela, com cuidado. Se ela gostar, você vai perceber. Se ela ficar incomodada, tire-o e continue somente com um.
  • Continue com esses movimentos por um tempo considerável. Lembre-se: mulher é forno à lenha, homem é microondas. Ou seja: quando começar a ficar cansado e achar que já está bom, continue. Sem pressa, com carinho, cuidado e sensualidade, é provável que ela chegue ao orgasmo com seus dedos. Também é válido começar com os dedos e, quando ela estiver subindo pelas paredes, continuar com o sexo oral.
  • Pra fechar, reforçamos o fato de que cada mulher tem uma preferência. Esse guia vale como um indicador do que fazer, mas ele vai funcionar muito melhor se você o adaptar segundo o gosto da sua mulher.


FONTE: http://www.casalsemvergonha.com.br/2013/01/21/rapidinha-como-fazer-ela-gozar-com-seus-dedos/

sábado, 8 de março de 2014

E VOCÊ O QUE ACHA?

“Tudo bem o deficiente querer ir para a balada. Mas vir aqui fora e atrapalhar, aí já é demais.''
Por trás da pessoa com deficiência que utiliza uma cadeira de rodas em São Paulo se esconde uma espécie de super humano. Pois, apesar da cidade ser extremamente hostil a ele ou ela, com calçadas irregulares, ausência de rampas e banheiros especiais, transporte (escasso) que se diz adaptado mas não é, escadas onde deveriam haver elevadores, como se parecesse um toque de recolher a todos os que possuem dificuldades de locomoção, eles seguem suas vidas. Isso sem contar o principal problema: o preconceito daqueles que acham que fazem um favor por tolerá-los.
A frase acima foi dita em alto e bom som e ouvida no fumódromo da Clash, balada paulistana, na noite desta terça-feira. Um cadeirante teve dificuldade para ir a esse ambiente da casa por conta da lotação, gerando a reação do homem branco bípede em questão. A jornalista que me relatou o fato ficou horrorizada. Mas foi a única.
“Afinal de contas, muitos de nós, cidadãos de bem, já se cansaram de serem molestados pela presença incômoda desse pessoal. Por que eles vêm perturbar meu senso estético? Por que eles têm que vir e me lembrar que este corpo que usamos é frágil e está sujeito a não funcionar como gostaríamos? Por que a cidade tem que gastar meus impostos para que esses aleijados saiam de casa e venham me perturbar com suas rodas sujas? Até as piadas do meu humorista preferido estão proibidas porque gozam da cara desse pessoal. O politicamente correto me enoja. Cadê a minha liberdade de poder tripudiar essa gente? Eu, que sou perfeito.''
“Japa, você está exagerando. A frase foi dita por um panaca. Esse preconceito todo está nos seus olhos apenas. São Paulo é uma cidade que respeita as diferenças.'' Como diria Maria da Graça Meneghel: Aham, Cláudia, senta lá.
Deficiente é o frasista preconceituoso. Ele deve achar que garantir direitos iguais é todo mundo poder ter o mesmo espaço no fumódromo e não que todo mundo tenha acesso ao local. Deve achar que o cadeirante queria ter algum privilégio quando, em verdade, ele queria apenas poder fumar seu cigarro. Queria até sentir raiva do sujeito, seria mais fácil. Mas inútil. O que tem que ser feito é, com paciência, explicar que é feio falar e pensar esse tipo de coisa. E que o amiguinho sobre rodas tem direito a viver as mesmas coisas que ele. Assim, talvez, com muito amor e carinho, um dia, o menino possa crescer e aprender o que é viver em sociedade.

História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil

CERTA VEZ ASSISTI A ESSE VÍDEO E CONHECI MELHOR A HISTÓRIA DO MOVIMENTO POLÍTICO (APARTIDÁRIO) DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA DE NOSSO PAÍS.
CLIQUE NO LINK E VEJA:


http://www.youtube.com/watch?v=oxscYK9Xr4M

Complexo de inferioridade

OBS: coloquei o tema pois assim como eu, existem muitos deficientes espalhados pela sociedade que sofre desse mau que nos destrói!

Um complexo de inferioridade, nos campos da psicologia e da psicanálise, é um sentimento de que se é inferior a outrem, de alguma forma. Tal sentimento pode emergir de uma inferioridade imaginada por parte da pessoa afligida. É frequentemente inconsciente, e pensa-se que leva os indivíduos atingidos à supercompensação, o que resulta em realizações espetaculares, comportamento antissocial, ou ambos. Diferentemente de um sentimento normal de inferioridade, que pode atuar como um incentivo para o progresso pessoal, um complexo de inferioridade é um estágio avançado de desalento, frequentemente resultando numa fuga das dificuldades.

Conceituação

Os trabalhos pioneiros neste campo foram realizados por Alfred Adler (1917), que usou o exemplo do complexo de Napoleão para ilustrar sua teoria. Alguns sociólogos propuseram que um complexo de inferioridade pode também existir num nível mais amplo, afetando culturas inteiras. Esta teoria controvertida, é conhecida como inferioridade cultural.
A psicologia adleriana clássica faz uma distinção entre os sentimentos de inferioridade primário e secundário. Diz-se que um sentimento de inferioridade primário está enraizado na experiência original de fraqueza, desamparo e dependência experimentadas por uma criança pequena. Ela pode ser intensificada por comparações com outros irmãos e adultos. Um sentimento de inferioridade secundário relaciona-se às experiências de um adulto em atingir um objetivo final inconsciente, fictício, de segurança e sucesso subjetivos para compensar-se por sentimentos de inferioridade. A distância percebida daquele objetivo levará a um sentimento "negativo" que pode então instigar o sentimento de inferioridade original; este composto de sentimentos de inferioridade pode ser experimentado como acabrunhante. O objetivo inventado para remediar o sentimento de inferioridade primário original, que realmente provoca o sentimento de inferioridade secundário é o "Ardil 22 (lógica)" deste dilema. Este círculo vicioso é comum em modos de vida neuróticos.

Causas

  1. Por nascimento – todo ser humano nasce com sentimentos de inferioridade porque quando de seu nascimento, é dependente do que para ele são super-humanos ao seu redor;
  2. Atitudes dos pais – 1-comentários negativos e avaliações de comportamento que enfatizem erros e lapsos determinam a atitudes de crianças até os seis anos de idade; 2-comparação que os pais fazem dos seus filhos com outras pessoas, geralmente, enfatizando que seus filhos são errados, enquanto que os outros são certos em determinada coisa;
  3. Defeitos físicos – tais como ser manco, características faciais desproporcionais, defeitos da fala e visão defeituosa causam reações emocionais e se conectam a experiências desagradáveis anteriores;
  4. Limitações mentais – provoca sentimentos de inferioridade quando comparações desfavoráveis são feitas com as realizações superiores de outrem, e quando performance satisfatória é esperada, mesmo quando as instruções não possam ser compreendidas;
  5. Preconceitos e desvantagens sociais – família, raça alegada, sexo, orientação sexual, status econômico e religião.

Manifestação

Este sentimento pode se manifestar das seguintes formas:
  1. Recuo – desistência de contatos sociais;
  2. Agressão – busca excessiva de atenção, crítica alheia, obediência excessivamente obsequiosa e preocupação.

Lidando com o complexo de inferioridade

Pode-se seguir a seguinte estratégia para lidar com o complexo de inferioridade:
  1. Consciência – trazer o complexo ao nível consciente;
  2. Superar ou aceitar – superar a incapacidade ou aceitar as conseqüências.

Na cultura popular

  • No filme A Hard Day's Night de 1964, George Harrison comenta, "You've got an inferiority complex, you have" ("você tem um complexo de inferioridade, você tem"), ao que Ringo Starr retruca, "Yeah, I know, that's why I play the drums - it's me active compensatory factor" ("É, eu sei, é por isso que toco bateria - é o meu fator ativo de compensação").
  • Em The Catcher in the Rye de J. D. Salinger, Sally Hayes, amiga de Holden, menciona que os rapazes que Holden considera esnobes e rudes, têm um complexo de inferioridade.
  • Em várias obras Charlie Brown, dono do Snoopy, é considerado portador do Complexo de Inferioridade, às vezes considerado como "símbolo" desse complexo.
  • No romance Eragon a personagem Murtagh é freqüentemente descrita como tendo um complexo de inferioridade.

FONTE Wikipédia


 


 



 


 

domingo, 3 de novembro de 2013

PARABENS A NOSSA CONSTITUIÇÃO DEFICIENTE!

            Se você fracassa em enxergar a pessoa e vê só a deficiência, então quem é o cego ?
                    Se você não consegue escutar o grito de seu irmão clamando por justiça, então quem é o surdo ?
                    Se você não se comunica com sua irmã, e a mantém afastada de você, então quem é o mudo ?
Se o seu coração é sua mente não se estende para o seu vizinho, quem então tem deficiência mental ?
Se você não se levanta para os Direitos de todas as pessoas, então quem é o cadeirante ?
                    Dia 3 de Dezembro será comemorado o dia Internacional das Pessoas com Deficiência. Pouco ou quase nada a comemorar. A Constituição está ai, mas muitas coisas ainda não saíram do papel. Entre algumas conquistas podemos citar Lei do  Passe Livre, Vagas em concursos, reservas em moradias, transportes. Mais ainda tem muito o que fazer, como por exemplo uma melhor avaliação do grau de deficiências para o quesito aposentadoria, pois ainda é olhado pelo perito como uma avaliação qualquer. Tem mais chance de se aposentar quem corta um dedo, do que quem nasceu como uma deficiência e esta inapto para o trabalho.  No trânsito, um dia desse pude visualizar em plena Av Daniel  Portela em uma das vagas para pessoas portadoras de deficiências, sendo ocupados por alguém não permitido para estar ali, tirando a vaga de quem realmente precisa. Me lembrei de um scrap do face que dizia  em uma placa : " Vaga para deficientes físicos, mas que no momento está sendo utilizado por um burro". 

FONTE: http://www.goionews.com.br/noticia/2013/10/07/quem-e-o-deficiente/43582/ - COM ALGUMAS ADAPTAÇÕES MINHAS.

sábado, 21 de setembro de 2013

Falta de compromisso…

Todos querem se envolver, mas ninguém quer se comprometer. Todos querem levar crédito, mas não querem o trabalho.
É incrível como hoje em dia as pessoas gostam menos de compromisso. Geralmente, o desapego às obrigações se torna mais comum nesse universo em que vivemos e convivemos. Ninguém é mais engajado em atividades que tomem o tempo ou seja duradouras. E isso se reflete nas relações humanas. Estar comprometido com algo não é para qualquer um. Por quê?

Por que estar comprometido toma tempo, dá trabalho e é difícil. É necessário responsabilidade. E não só com o trabalho ou carreira, mas também ter responsabilidade com as pessoas.Certa é a frase “todos querem emprego, mas poucos querem trabalho”. Afinal, ficar é bem mais fácil que namorar: não precisa confiar muito ou compartilhar alguma coisa. Basta querer a parte .

E o pior: o que as pessoas querem? Um bom emprego, um amor pra vida, saúde pra dar e vender, isso quando não são extremamente materialistas e querem apenas dinheiro, carro, ser famoso, etc. Não importa. Para obter qualquer coisa nesta ou em outra vida é necessário comprometimento. Ninguém tem um bom emprego se não se dedicar, seja nos estudos, seja na rotina de trabalho. Ter um amor, saúde e até ser famoso exige dedicação, comprometimento. Ninguém chega nos alpes se não escalar.

E pra complicar mais ainda é que vivemos em uma sociedade que tolera o “jeitinho brasileiro”. Que acha melhor passar na prova colando do que perder tempo estudando. Que prefere ter uma paixão para cada dia da semana do que um amor pra vida inteira. Esse tipo de incoerência, ainda que incosciente, faz com que sejamos cada vez mais fáceis. Somos corrompidos por menos, temos mais novos amigos de “infância” e levamos vantagem com a perda de nossos próprios valores. Só pra lembrar, quem está a frente deste país não é outro senão um de nós.

Afinal, precisamos nos comprometer com o futuro, não só nosso mas dos outros também. “Falar que o meu destino não está ligado ao seu é o mesmo que dizer que o seu lado do navio está afundando”.

Acho que essa falta de comprometimento se resume no medo que hoje assombra as pessoas.
O medo de se tornar responsável e não conseguir dar conta, de se expor e não ser recompensado, o medo de falhar.
Falta hoje a coragem de se arriscar, de se jogar de coração em busca do que deseja e acredita independentemente se dará ou não certo.
É mais fácil pensar que dará errado, então, para que tentar?

- O não eu já tenho, então o que me custa arriscar?
Penso que o que anda faltando é a coragem para se arriscar e assumir o risco.
Chamo isto de REGRA DE COMPORTAMENTO ( Saber o que tem que fazer e faze-lo com responsabilidade ).

Pessoas perdem coisas boas por causa da falta de compromisso. Perdem oportunidades, às vezes únicas na vida, pelo simples fato de se acharem: despreparadas; novas; imaturas; melhores que o oferecido; incapazes de dar conta do recado; sem vontade mesmo; e outros tantos motivos. No fim, tudo se resume a não querer arcar com as conseqüências de uma decisão tomada.

Então, na vida, tudo que queremos fazer se resume em projetos. E projetos são compromissos. Se queremos algo, nos mudamos, nos alinhamos, nos melhoramos, a fim de que este compromisso aconteça.


É complicado entender o que nos faz fugir dos compromissos.

Todos querem se envolver, mas ninguém quer se comprometer.

Autor Desconhecido

Da importância dos movimentos populares


Os movimentos populares retornam às ruas do Brasil e pedem justiça social, melhores condições de trabalho e de emprego, direitos iguais, mostrando que a democracia se efetiva. Além disso, os movimentos trazem consigo a função de conscientizar a população de que o governo brasileiro ainda não sabe lidar com seu povo.
Seja na marcha pela liberação da maconha, nas lutas dos direitos dos homossexuais, nas reivindicações trabalhistas – sejam as dos metalúrgicos, as dos médicos, as dos bombeiros, dos professores – nas manifestações estudantis por melhores condições de educação e transporte, o direito máximo de reivindicação e de liberdade de expressão não foi respeitado. Mais do que isso, o Estado mostrou-se despreparado para o diálogo e preferiu, sempre, a violência, acreditando ser ela a melhor maneira de calar o povo brasileiro que volta às ruas.
Para aumentar ainda a problemática, costumes retrógrados de setores sociais vêm sendo incomodados pelas manifestações populares. Conquistando direitos, apontando problemas, questionando condutas, as manifestações sociais brasileiras deflagram uma casta da sociedade favorável à extrema direita, rançosa, fascista, que vem a público, lançando mão de velhos discursos, querendo convencer que calar o povo é proteger a moral e os bons costumes.
Esses setores, na figura de seus representantes públicos, acreditam que é uma conduta moral a de manter uma sociedade sectária, feita para castas e voltada para o interesse de poucos. Acham que os bons costumes são o povo apanhar e os eleitos se safarem de seus peculatos, de suas homofobias, de seus preconceitos de vária ordem e acreditam numa sociedade pouco democrática, interpretando “ordem” como a nulidade de reclamação e “democracia” como um governo feito por elites para mandar desmedidamente nas massas, seja pelo meio que for. Acreditam esses governantes que cercear a liberdade de escolha – seja ela sexual, política, religiosa e de comportamento – é a melhor maneira de governar. Para esta casta fascista, tudo o que não se enquadra, que não é possível de ser mantido por um poder vertical e dogmático, deve ser excluído do meio social.
As manifestações populares têm função importante neste processo: denunciar estes fascistas e fazer valer a lei que tanto precisa ser lembrada a todo custo: a de que o Brasil é um país livre, e a liberdade é o elemento primeiro em um estado democrático de direito e deve ser mantida a todo custo, nem que para isso seja preciso enfrentar o poder instituído.
Só com a volta dos movimentos populares, com o povo novamente nas ruas, poderemos garantir o estado democrático de direito e acabar de vez com esta casta que quer voltar aos tempos dos desmandes desmedidos, em nome de um discurso velho e ultrapassado.
Por mais que a mídia queira a todo custo convencer a sociedade brasileira que as manifestações populares são uma mostra de desestabilidade governamental, tais protestos dão ao Brasil aquilo que há muito o governo recusa: o direito popular de reivindicação, o poder democrático de cobrar das autoridades eleitas pelo voto popular que cumpram suas obrigações, governando pelo e para o povo de forma igualitária e justa, respeitando as leis deste país.
Por isso, a vitória hoje no Supremo Tribunal Federal foi a da liberdade. Por isso também o cancelamento por causa das manifestações estudantis do Fórum sobre a reforma eleitoral, que seria feito em Vitória nesta quarta-feira, com a presença do vice-presidente da República, foi uma mostra de que o Estado não sabe lidar com a democracia.
Cabe ao povo defender a liberdade. Então, é importante que fiquemos nas ruas e lutemos por nosso direito. Essa é, creio, a maior importância dos movimentos populares que aumentam em todo o Brasil e que se concentrarão na Marcha da Liberdade, dia 18. Todos representam um passo importante da democracia brasileira contra os velhos métodos de governar o país.

FONTE: http://desdequeosambaesamba.blogspot.com.br/2011/06/da-importancia-dos-movimentos-populares.html

sexta-feira, 26 de julho de 2013

MOVIMENTO TRÊS CORAÇÕES SEM DEGRAUS



            Como dito aqui no Blog tudo começou com o seguinte Post (http://mayconemerson.blogspot.com.br/2013/06/tres-coracoes-mg-cidade-sem-espaco-prova_2176.html) onde passei por uma experiência nada agradável. A partir daí resolvi colocar essa postagem “linkada” acima no Facebook e marquei algumas pessoas dentre essas, o Vereador Maurício Miguel Gadbem (http://drmauriciovereador.blogspot.com.br/2013/07/diario-de-um-vereador.html?spref=fb e http://www.mauriciogadbem.com/), que com muito prazer foi até minha casa me ouvir sobre o que eu achava da acessibilidade em Três Corações – MG e o que, em minha opinião poderia ser melhorado. Eu preparei um pequeno escrito para ele que ao ouvir a leitura pediu com para que eu pudesse ler em Plenário na Tribuna Livre daquela cidade.
            Passados umas duas semanas fui eu e uma tricordiana empresária da cidade, que também é cadeirante. Fizemos nossas reivindicações através de leituras de cartas, todos nos ouviram atentamente e a partir daí, resolvemos implantar discussões sobre políticas públicas em nossa cidade no que diz respeito à acessibilidade. Combinamos de todas as Quartas-Feiras às 19 horas na Câmara Municipal do Município tricordiano, fazermos reuniões a fim de discutirmos esse assunto.
            Já com o passar dos dias, esse pequeno grupo de pessoas que se reuniam uma vez por semana para discutir questões sobre acessibilidade, foi crescendo e tomando grandes proporções e hoje já é um Movimento Social chamado MOVIMENTO TRÊS CORAÇÕES SEM DEGRAUS. Hoje contamos com participações de várias Instituições da cidade que trabalham nessa causa:
AEE – Atendimento Educacional Especializado (SEDUC)
AmoTC – Movimento Popular de acompanhamento político
APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais
Atria – Associação tricordiana de atenção aos autistas
ACITC – Associação Comercial e Industrial de Três Corações
AST – Associação dos Skatistas Tricordianos
CAP – Centro de Apoio Pedagógico à Pessoa com Deficiência (SEDUC/Estado)
CVT - Centro Vocacional e Tecnológico
COMPED – Conselho Municipal da Pesssoa com Deficiência
FHEMIG – Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (reabilitação)
NAE – Núcleo de Atendimento Especializado (SEDUC)
Sedeso – Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social
Secretaria Municipal de Saúde
Setor de Fiscalização de Obras do Município

            No mês que se segue (Agosto) faremos uma passeata “Três Corações Sem Degraus”, que é uma das manifestações desse Movimento.
            Nossos objetivos não são políticos e nossas reuniões são todas ABERTAS, então se você é de Três Corações, ou cidades vizinhas e se interessa pela causa, venha participar de nossas reuniões e vamos tornar não só a cidade dos 3 corações mas também todo Brasil num país acessível, uma sociedade, livre, justa e solidária como diz a nossas Leis das Leis.
OBS: lembrando que hoje o Movimento Três Corações Sem Degraus é a maior EXPRESSÃO da Democracia Participativa da cidade! Vários outros municípios estão nos divulgando entre os quais o Jornal Arte3 – Notícias, da cidade de Caxambu (http://jornalarte3.blogspot.com.br/2013/07/acessibilidade.html)

segunda-feira, 1 de julho de 2013

TRÊS CORAÇÕES – UMA CIDADE DEFICIENTE



No dia 8 de outubro de 2011 criei um blog chamado Vida de Cadeirante (link: http://mayconemerson.blogspot.com.br/), até então com o objetivo de passar o tempo e não ficar sem nada pra fazer. Na primeira postagem, me lembro de que fiz uma breve apresentação dos objetivos do blog e compartilhei na principal rede social da época, o Orkut. Logo em seguida, fui colocando postagens após postagens e compartilhando tudo pelo Orkut e também pelo MSN. Algumas pessoas leram, gostaram, elogiaram e assim fui criando coragem de todos os dias dar uma passada pelo blog e postar alguma novidade por lá.
            Já em 2012, com a chegada bombástica da nova rede social Facebook tive a necessidade de aprender a fuçar nessa que até então era uma novidade em minha vida. Quando finalmente aprendi a compartilhar links pelo Face coloquei uma postagem do blog por lá e depois de uns 20 minutos ou um pouco mais fui olhar no site do blog quantas visualizações tinha até o momento. Que susto que levei viu. Não me lembro da quantidade certa, mas lembro que logo no primeiro compartilhamento de link do blog que postei na nova rede social 86 pessoas tinham lido o que eu havia acabado de postar, número que não tinha alcançado em um dia pelo Orkut.
            A cada dia que passava esse blog chamado Vida de Cadeirante não era mais um blog qualquer, mas PRINCIPALMENTE um instrumento de grito à sociedade voltada a nós deficientes. Hoje exatamente às 9 horas e 40 minutos do dia 24 de junho de 2013 tem o número exato de 14.451 visualizações, fato que comprova que o Vida de Cadeirante foi muito além de suas expectativas iniciais e hoje é como dito antes, um grito para toda sociedade de que nós deficientes queremos mudança imediata em nossas vidas, principalmente no que toca a nossa qualidade de vida, nossa socialização, saúde, educação, entre outras coisas.
            Nossa amada cidade de Três Corações carece e muito das questões de acessibilidade conforme dito na carta anterior. Em 2007 a cidade participou pela primeira vez do Teleton, programa anual do SBT, no quadro cidade solidária que logo de cara conseguiu a quantia de R$ 10.000,00. Muito bom isso não? Mas tem um fato que me preocupa e muito. O que adianta nossa cidade participar do Teleton todos os anos fazendo sua doação e não ser um exemplo de acessibilidade nem para seus cidadãos deficientes? Às vezes fico pensando: se a organização do programa Teleton visitasse todas as cidades que participam do programa com suas doações, o que eles diriam de Três Corações? Não estou dizendo que a cidade deva parar de participar e fazer suas doações ao programa, não é isso! O que estou querendo dizer é que nossa cidade precisa urgentemente ser um exemplo de acessibilidade, já que diz estar tão comprometida com a questão.
            No nosso dia a dia enfrentamos muitos obstáculos, mas se for pra enumerar o principal obstáculo de hoje, diria que não temos um transporte acessível e de qualidade para nos levar nem mesmo para cuidar de nossa saúde. Mas daí vem àquela pergunta que deve estar salivando na boca de todos vocês: e os ônibus da TRECTUR, vocês não pagam certo? Sim não pagamos, mas a maioria das pessoas portadoras de algum tipo de deficiência assim como eu, precisam de acompanhantes e tem outro fator mais agravante nisso: estou dizendo sobre minha situação, quando vou para um ponto de ônibus tenho que enfrentar um morro grandiosíssimo para chegar até lá. Isso sendo empurrado pela minha mãe, na maioria das vezes, que pela falta de competência de nossa cidade durante 21 anos, que é a minha idade, teve que me carregar no colo, depois na cadeira de rodas, e hoje sofre de hérnia de disco na coluna. Aliás, sem ter nem um médico especialista na cidade para cuidar dela. Olha onde nossa cidade chegou: além de não ter um transporte adaptado, ainda deixa com hérnia de disco uma pessoa que poderia muito bem contribuir com a sociedade, mas pela falta de competência e consideração de nossa Administração não pode fazer, pois sempre precisou dar total atenção ao filho.
Na cidade de São Paulo existe um programa que se chama “Serviço de Atendimento Especial (mais conhecido como ATENDE)”. Esse serviço foi criado pelo decreto municipal 36.071, de 9 de maio de 1996, é uma modalidade de transporte porta a porta, gratuito, com regulamento próprio, oferecido pela Prefeitura do Município de São Paulo, destinado às pessoas portadoras de deficiência física com alto grau de severidade e dependência, impossibilitadas de utilizar outros meios de transporte público. O gerenciamento é feito pela SPTrans e sua operação compete às empresas de transporte coletivo do município de São Paulo.
Este serviço destina-se prioritariamente a reabilitação, tratamento de saúde, educação e, caso haja oferta de veículos, trabalho, esporte, lazer, cultura e outras atividades da vida diária. As pessoas transportadas são devidamente cadastradas e agendam sua programação de viagens sempre vinte dias antes do início de cada mês.
            Como muitas pessoas, faço tratamento no Centro de Reabilitação Física da Colônia Santa Fé. Meus gastos semanais com transporte para fazer tal tratamento são bastante consideráveis, tendo em vista minha condição financeira e o preço de ônibus, pois necessito que minha mãe vá comigo. Eu vejo por lá também, que eles possuem uma Kombi que busca em casa as pessoas, mas olha que interessante: os pacientes têm que pagar por esse serviço. E mais: essa Kombi não é adaptada, fazendo com que o motorista precise transportar no colo o paciente para colocar na Kombi e depois na cadeira de rodas. Estranho né? Você ser transportado em um automóvel que não te oferece estrutura nenhuma, precisar que o motorista (que com o tempo passará a ter problemas na coluna, correndo o risco de se tornar inválido), o pegue no colo, e ainda ter que pagar por este serviço.
Está certo isso?
            Vamos lá Três Corações, adquirir veículos adaptados para nos transportar gratuitamente, para que possamos gozar dos direitos mais básicos do qualquer cidadão, quais sejam: saúde, educação, trabalho, esporte, lazer, cultura, etc.
            SURDA É A CIDADE QUE NÃO OUVE SEUS CIDADÃOS
            MUDA É A CIDADE QUE NÃO SE PRONUNCIA SOBRE AS QUESTÕES DA ACESSIBILIDADE
            CEGA É A CIDADE QUE NÃO VÊ O SOFRIMENTO DE SUA POPULAÇÃO
            E POR FIM, PARALÍTICA É A CIDADE QUE NÃO CAMINHA NA QUALIDADE DE VIDA DE SEU POVO.

TRÊS CORAÇÕES: LEVANTA-TE E ANDA!

O VERDADEIRO DISCURSO



Prezados vereadores,
Para começar, gostaria de agradecer a oportunidade de falar para vocês, vereadores tricordianos, no interesse de melhorar as condições de humanidade do nosso município. Agradeço particularmente ao Dr. Maurício, que, ao acessar meu blog, se interessou pela causa da acessibilidade e foi até a minha casa para conversar sobre as questões que eu levantei e para dar a elas consequência, com a colaboração dos demais vereadores.
No ano passado, com a promulgação da Lei Municipal de Acessibilidade no último mês do ano, Três Corações assumiu, finalmente, um compromisso com as diferenças, com os tricordianos portadores de necessidades especiais, como eu. Compromisso legalizado, é hora de começar a fazê-lo valer, pois as dificuldades dos portadores de necessidades especiais são cotidianas, mudam  dia a dia assim como a cidade. Há um mundo de adaptações por fazer e, para realizá-lo, é urgente a Câmara fundar uma frente de trabalho para fiscalizar a Prefeitura no cumprimento da Lei de Acessibilidade e para que ela seja aprimorada.

Já temos bons exemplos de acessibilidade na cidade, como a reforma da região do Calçadão 18, adaptado inclusive para pessoas com deficiência visual. Na cidade como um todo, porém, pouquíssimas calçadas têm acesso para cadeirantes e o estado de manutenção delas é deplorável. Para cada dez recapeamentos asfálticos, nenhuma manutenção em calçadas é feita. Quando há rampas, algumas delas são muito íngremes, o que faz com que o cadeirante precise de alguém para ajudá-lo como se estivesse diante de um degrau. Orelhões mais baixos se contam com os dedos das mãos.  Não há acesso adaptado ao cinema, ao estádio de futebol e, no Ginásio Pelezão, a rampa é íngreme e começa com um degrau. Poucas escolas estão adaptadas e, como estão construindo creches na cidade, eu desejo que os projetos tenham preocupações com acessibilidade. E que os colaboradores sejam preparados para tratar com portadores de necessidades especiais.
Os degraus, nosso vilão mais costumás, estão na porta de quase todos os comércios, além dos consultórios de médicos e de dentistas. E também diante das casas do Poder Público: Fórum, Inss, Polícia Civil, Prefeitura e outros órgãos colocam dificuldades para nós, portadores de necessidades especiais. Ambulâncias adaptadas também faltam, quando necessitei utilizar uma me vi obrigado a viajar no colo. Por aqui, não há balanças para pesar cadeirantes.
Compreendo que a Lei Municipal de Acessibilidade é nova e leva tempo para colocar tudo nos eixos. Mas temo que pensar assim possa levar vocês, vereadores, a sentirem-se em paz com os problemas de quem tem necessidades especiais. Há muito por fazer e é urgente, precisamos da atenção de vocês, governantes.
Em Três Corações a questão do trabalho para nós é muito delicada. Eu já tentei fazer cursos no SINE e não consegui por falta de ter como acessar a sala de aula. Caso tivesse conseguido a capacitação, eu teria problemas para conseguir o emprego, porque não há vans e ônibus adaptados a serviço de transportar os trabalhadores em nossa cidade. Isso faz com que as empresas prefiram trabalhar com surdos-mudos, pois eles não exigem adaptação física dos espaços. Tenho 21 anos e estou preparado para me profissionalizar e contribuir para a sociedade com a minha força e os meus sonhos. Há muita gente em condições parecidas. Espero que a minha (visita ou carta) tenha contribuído para abrir os olhos, mas mais que isso, para abrir os corações de vocês, governantes, para a urgência de ações que nos ajudem a nós, os portadores de necessidades especiais, a participar do crescimento humano e econômico da nossa cidade.

  

Um bom exemplo de acessibilidade no comércio é a loja TNT (que fica em cima do banco Bradesco), que possui sim escadas, porém, tem um elevador para pessoas portadoras de necessidades especiais.