"As pessoas com deficiência possuem os mesmos direitos que qualquer
outro cidadão", diz Marco Antônio Pellegrini, Secretário Adjunto da
Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São
Paulo. O que se observa, porém, especialmente em uma sociedade que ainda
dá os primeiros passos a caminho da inclusão, é que nem sempre esse
segmento é tratado com a igualdade que tem por direito. E é por conta
disso que foram criadas algumas leis e decretos exclusivos. Confira a
seguir uma seleção de 50 questões importantes sobre os direitos e
deveres da pessoa com deficiência.
Educação
1 Sou
professora e gostaria de transcrever obras de grandes autores para o
braille, para o uso dos meus alunos, mas não posso por causa dos
direitos autorais.
MITO O artigo 46
da Lei Federal nº 9.610/98 esclarece que não constitui ofensa aos
direitos autorais a reprodução de obras literárias, artísticas ou
científicas para uso exclusivo de cegos, sempre que seja feita em
braille ou qualquer outro suporte para esses destinatários, e sem fins
comerciais, incluindo o formato de audiolivro.
2 Preciso de material adaptado para realizar as provas na faculdade e a instituição de ensino deve fornecer.
VERDADE O artigo 27
do Decreto Federal nº 3.298/99, que dispõe sobre a Política Nacional
para a Integração da Pessoa com Deficiência, determina que as
instituições de ensino superior ofereçam adaptações de provas e os
apoios necessários, quando solicitados previamente pelo aluno. O que se
aplica também aos processos seletivos de cursos universitários, nos
quais, de acordo com as características da deficiência, podese requerer
tempo adicional para realização dos exames.
3 Estou internado em um hospital por complicações da minha deficiência e devo interromper a formação escolar.
MITO Caso o período
de internação seja igual ou superior a um ano, o Decreto Federal nº
3.298/99 prevê o oferecimento obrigatório de serviços de educação
especial ao educando com deficiência em unidades hospitalares ou
congêneres nas quais esteja internado. Informese na escola ou secretaria
de educação de seu município como solicitar estes serviços.
4 O governo prefere que cri anças com deficiência estudem em colégios especiais.
MITO A Lei Federal
nº 9.394/96, que estabeleceu as Diretrizes e Bases da Educação, prevê a
educação de forma a incluílas na rede regular de ensino. Os artigos de
58 a 60 determinam que essas escolas devam ter serviços de apoio
especializado para atender às necessidades, como currículos, métodos,
técnicas, recursos educativos, organização e terminalidades específicas.
5 Todas as escolas devem ter professores que conheçam Libras.
VERDADE O governo
instituiu, em 2005, a inclusão da Libras como disciplina obrigatória nos
cursos de formação de professores para o exercício do magistério, em
nível médio e superior, e nos cursos de Fonoaudiologia, de instituições
de ensino públicas e privadas. Pedagogia e todos os cursos de
licenciatura, nas diferentes áreas do conhecimento, além do curso de
Educação Especial, estão sujeitos à mesma regra.
6 Escolas públicas e particulares não podem se recusar a aceitar alunos com deficiência.
VERDADE A lei nº
7.853 garante em seu artigo 2º a matrícula compulsória em cursos
regulares de estabelecimentos públicos e particulares de pessoas com
deficiência capazes de se integrar ao sistema regular de ensino.
Portanto, as que se recusem a receber estes alunos, incorrem em crime,
possibilitando a instauração de um inquérito policial. É possível também
promover uma ação judicial contra a escola, para assegurar o ingresso.
7 Meu filho com deficiência visual não pode compreender histórias infantis quando lê livros.
MITO É fundamental
que todas as crianças e adultos com deficiência visual aprendam o
braille, para sua independência e integração. Livros infantis adaptados a
esta linguagem permitem que as crianças conheçam os clássicos como
todos os companheiros da mesma idade.
8 Não existem cursos de idiomas adaptados para as necessidades das pessoas com deficiência.
MITO Apostilas ampliadas para alunos com baixa
visão, computadores com o software de voz Virtual Vision para os cegos,
aparelhos como a ponteira ou a colmeia (placa de acrílico que facilita o
uso do teclado) são alguns dos recursos disponíveis às escolas de
idiomas. Um bom exemplo da aplicação desses métodos é o Instituto Open
Door, em São Paulo, onde os cursos são gratuitos e voltados para pessoas
de baixa renda.
9 A pessoa com deficiência não tem direito de concorrer a uma bolsa de estudos do Programa Universidade para Todos (PROUNI).
MITO O programa
possui várias condições para que os candidatos possam concorrer e uma
delas, justamente, é ser uma pessoa com deficiência. Ter renda familiar
de até três salários mínimos por pessoa, além de ter cursado o ensino
médio em escola de rede pública ou privada com bolsa integral da
instituição, e prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)' são
outros requisitos.
10 Tenho deficiência visual. Posso pedir que a minha escola consiga os mesmos livros de meus colegas, em braille.
VERDADE Para uma boa
adaptação é primordial que o cego tenha acesso aos mesmos materiais dos
colegas. Mas não é por ser regra que de fato acontece. Quando a escola
não fornece os livros, o aluno pode procurar o Centro de Apoio
Pedagógico (CAP), entidades assistenciais e, se necessário, o Ministério
Público.
11 Alunos com deficiência vi sual podem utilizar o soroban em exames que envolvam cálculos matemáticos.
VERDADE O Ministério
da Educação, reconhecendo a necessidade, permite o seu uso nos exames
que envolvam cálculos, pela portaria nº 1.010, publicada pelo Ministério
da Educação em maio de 2006. Soroban é o nome dado ao ábaco japonês, um
instrumento com pequenas contas dispostas em fileiras, recurso muito
útil às pessoas com deficiência visual.
Direitos
12 Tenho deficiência, e por isso não sou obrigado a votar.
MITO Segundo a
Constituição Brasileira, todos os cidadãos com idade entre 18 e 70 anos
são obrigados a votar. A pessoa com deficiência pode requerer com 150
dias de antecedência a mudança do local de votação, caso o acesso seja
difícil. Há uma ressalva que não pune a pessoa quando impossível ou
demasiadamente oneroso o cumprimento das obrigações eleitorais. Mas
convém verificar com os órgãos eleitorais a aplicabilidade da ressalva,
já que cada juiz pode interpretar as condições "impossíveis ou onerosas"
à sua maneira.
13A pessoa com deficiência tem direito a receber herança.
VERDADE O artigo 5º
do Capítulo I da Constituição Federal prevê que todos os brasileiros são
iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Sendo assim,
se o inciso XXX garante o direito de herança, ele se estende inclusive
às pessoas com deficiência. Em caso de interdição, como ocorre com
algumas pessoas com deficiência intelectual, quem cuidará dos interesses
da herança é seu curador.
14 As filas prioritárias em bancos são apenas para cadeirantes ou pessoas com mobilidade reduzida.
MITO Os artigos 5º,
6º e 7º do Decreto Federal nº 5.296/2044 considera que o atendimento
prioritário se enquadra a todas as pessoas com deficiência ou mobilidade
reduzida. Ou seja, aqueles com deficiência física, auditiva, visual,
intelectual e múltipla. O texto destes artigos também discorre sobre a
sinalização, a entrada, o mobiliário e os serviços de atendimento que
devem constar nas instituições financeiras.
15 Ao comprar um apartamento na planta posso pedir que ele tenha um banheiro adaptado sem ter de pagar por isso.
MITO O Decreto
Federal n º 5.296/2004 discrimina que to das as edificações de uso
coletivo ou público devem atender aos preceitos de acessibilidade. Isto
se aplica às áreas de uso comum das edificações de uso privado
multifamiliar, como piscinas, playgrounds, salão de festas, garagens
entre outros espaços, mas não dentro dos apartamentos.
16 Planos
de saúde particulares não aceitam a inscrição de pessoas com deficiência
por considerar que possuem "doenças preexistentes".
MITO Para afastar de
vez o risco desta prática ilegal e preconceituosa, foi sancionada lei
de nº 9.656, cujo 14º artigo prevê que ninguém pode ser impedido de
participar de planos privados de assistência à saúde em razão de idade
ou condição de pessoa com deficiência. Portanto, ao se deparar com algum
caso assim, denuncie.
17 Ganho um salário mínimo por mês, por isso tenho direito ao Passe Livre.
VERDADE Este é um
benefício concedido pelo Governo Federal que cede gratuitamente
passagens interestaduais às pessoas com deficiência. Porém, para ter
esse direito, é preciso ter renda familiar per capita de até um salário
mínimo. A renda de todos os que moram com a pessoa com deficiência deve
ser somada e dividida pelo total de pessoas. Se o resultado for igual ou
inferior a um salário mínimo, é possível requerer o benefício no
Ministério dos Transportes. O Passe Livre não dá direito à gratuidade
para acompanhante.
18 Um restaurante que impede a entrada de pessoa com deficiência visual acompanhada de cão-guia pode ser multado.
VERDADE A pessoa com
deficiência visual e usuária de cãoguia tem o direito de ingressar e
permanecer com o animal em todos os locais de uso público ou privado de
uso coletivo. Isso inclui restaurantes, lojas, escolas e meios de
transporte. Os únicos locais vetados ao animal são setores de
isolamento, tratamentos de doenças graves ou locais que precisam de
esterilização em estabelecimentos de saúde. Além de multado, o local
pode ser interditado.
19 A pessoa com deficiência não é obrigada a prestar serviço militar.
VERDADE O direito de
não servir às Forças Armadas é garantido a todos aqueles cuja
deficiência seja um impedimento. No entanto, ao atingir a idade de
alistamento, é necessário se apresentar a uma unidade militar para obter
a dispensa por vias legais.
20 A pessoa com déficit intelectual não pode ter conta em banco.
MITO O direito de
possuir conta em banco também está assegurado às pessoas com deficiência
intelectual. Se o titular for menor de 18 anos, a conta deve ser
administrada pelos pais ou responsáveis. Em caso de pessoa maior de 18
anos que seja interditada, o curador é o responsável.
21 Todas as pessoas com Síndrome de Talidomida têm direito à pensão do INSS.
VERDADE Desde 1982
existe uma lei que autoriza o Poder Executivo a conceder pensão especial
mensal, vitalícia e intransferível a todas as pessoas com Síndrome de
Talidomida que a requererem no INSS. Este benefício compreende a
incapacidade para o trabalho, para a locomoção, higiene pessoal e
alimentação. O benefício não poderá ser reduzido mesmo que a pessoa
adquira capacidade de trabalhar.
22 Pacientes com transtornos mentais egressos de internações têm direito a receber auxílio do governo.
VERDADE Em 2003 o
Ministério da Saúde lançou um programa de ressocialização de pacientes
internados em hospitais ou unidades psiquiátricas, o "De Volta Para
Casa". A partir daí, ficou instituído um auxílio-reabilitação
psicossocial para egressos de internação que tenham permanecido por dois
anos ou mais em hospitais psiquiátricos. O benefício tem duração de um
ano e pode ser renovado quando necessário aos propósitos da reintegração
social do paciente.
23 Por ter deficiência, não tenho o direito de tirar carteira de habilitação.
MITO É possível. Mas
para obtenção da Carteira de Habilitação Especial é preciso ser
avaliado por uma junta médica, que examina a extensão da deficiência e a
desenvoltura do candidato. O solicitante deve procurar uma clínica
credenciada autorizada e realizar exame médico e psicotécnico especial
para pessoas com deficiência. Os endereços das clínicas podem ser
obtidos no Detran de cada Estado.
24 Pessoas com qualquer tipo de deficiência podem fazer uso do Serviço de Atendimento Especial (ATENDE) na cidade de São Paulo.
MITO O serviço
paulistano de transporte porta a porta destina-se a pessoas com
deficiência física ou com mobilidade altamente reduzida. Aquelas que
apresentem doenças que não associadas à deficiência motora com
comprometimento severo da mobilidade não são caracterizadas com o perfil
previsto para utilizar o benefício, que é liberado por meio de um
cadastro feito pela SPTrans.
25 Uma pessoa com deficiência que não pode trabalhar tem direito a receber um salário mínimo para garantir seu sustento.
VERDADE A
Constituição realmente garante este direito, sob o nome de Benefício de
Prestação Continuada (BCP). São beneficiados aqueles com renda familiar
por pessoa inferior a ¼ de salário mínimo. Para requerer, é preciso se
dirigir a uma agência do INSS. Algumas prefeituras possuem órgãos que
passam orientações, como as secretarias de assistência social.
26 Pessoas com deficiência têm descontos para adquirir automóveis.
VERDADE Não se trata
de descontos e, sim, da isenção de impostos, neste caso, o mais
significativo é o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Há regras
específicas que regem cada caso, mas pessoas com qualquer tipo de
deficiência podem solicitar o abatimento, e caso ela necessite de um
condutor, ele também. Outras taxas como o IPI, IPVA e ICMS também entram
na lista de isentas. O ideal é procurar o Detran do seu Estado.
27 Se não consigo me locomover sozinho em transporte público, meu acompanhante não paga a passagem.
VERDADE As leis que
regem a gratuidade no sistema de transporte público em geral são de
âmbito municipal. Mas é comum se conceder gratuidade aos acompanhantes,
principal mente em casos de crianças e daqueles que têm dificuldades de
locomoção. É necessário pedir informações detalhadas sobre como obtê-la.
28 Não existem leis que punem crimes contra pessoas com deficiência.
MITO A lei nº 7853
constitui em seu artigo 8º crime punível com reclusão de um a quatro
anos: a recusa ou cancelamento de inscrição de alunos com deficiência em
estabelecimento de ensino; barrar o acesso a cargos públicos por causa
da deficiência; negar emprego ou trabalho a estas pessoas; deixar de
prestar assistência hospitalar; não cumprir ordens judiciais que aludam a
esta lei e omitir dados técnicos indispensáveis à propositura da ação
civil, quando requisitados pelo Ministério Público.
29 É possível deduzir despesas com aparelhos ortopédicos do Imposto de Renda.
VERDADE Algumas
despesas médicas podem ser deduzidas do IR, como aquelas com aparelhos e
próteses ortopédicos, cadeiras de rodas, andadores ou qualquer outro
aparelho ortopédico destinado à correção de desvio de coluna ou
deficiência dos membros ou das articulações.
30 Em um órgão público, tenho o direito de ser atendido por uma pessoa que conheça Libras.
VERDADE O artigo 26 do decreto nº 5.626, de 2005,
determina que na rede de serviços do SUS e empresas que detêm concessão
ou permissão de serviços públicos de assistência à saúde, deve haver
profissionais capacitados para o uso de Libras ou sua tradução e
interpretação.
Trabalho
31 Empresas com mais de cem funcionários que não contratam pessoas com deficiência podem ser multadas.
VERDADE A mesma lei
que estabelece as cotas de contratação das pessoas com deficiência
define as punições em caso de seu não cumprimento. Dois órgãos são
responsáveis pela fiscalização do cumprimento da Lei de Cotas. O
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), através das Superintendências
Regionais do Trabalho e Emprego (SRTE), e o Ministério Público do
Trabalho (MPT).
32 Aposentados por invalidez que retornam ao trabalho podem continuar a receber o benefício.
MITO Uma vez que o beneficiário retorne
voluntariamente à atividade, sua aposentadoria será cancelada. A
diferença está na forma, podendo ser imediata, se o segurado retornar à
função que possuía antes, ou ao longo de seis meses, quando a
recuperação for parcial ou o segurado for considerado apto para
exercício de trabalho diverso daquele que habitualmente exercia.
33 Pessoas com deficiência não podem se inscrever em concursos públicos.
MITO A pessoa com
deficiência, assim como qualquer outro brasileiro que esteja em gozo de
seus direitos políticos e em dia com as obrigações militares e
eleitorais, está apto a se inscrever em concursos públicos, desde que as
atribuições do cargo sejam compatíveis com a deficiência que possui. A
lei prevê ainda que até 20% das vagas oferecidas sejam reservadas para
este público.
34 É mais
fácil para uma pessoa com deficiência ser admitido por uma empresa
grande, já que, pela Lei de Cotas, ela é obrigada a contratar.
VERDADE Sem dúvida, a
lei facilitou a entrada no mercado de trabalho, e determina que
empresas com mais de cem funcionários contratem pessoas com deficiência.
A discussão atual se trava acerca da qualidade desta inclusão. As vagas
destinadas às pessoas com deficiência, na média, têm salários baixos,
cargos da base da pirâmide organizacional e funções operacionais. O
plano de carreira para estes profissionais ainda é pouco atr aente.
35
Pessoas com deficiência que atuam co mo servidores públicos têm direito a
um horário especial de trabalho, caso seja necessário.
VERDADE A pessoa com
deficiência deve plei tear que uma junta médica oficial avalie a
necessidade, o que lhe dará o direito de ter horário especial, sem
compensação. O direito também se estende ao servidor que tenha cônjuge,
filho ou de pendente com deficiência, mas, neste caso, com compensação
do horário de trabalho.
36 Se uma
pessoa com deficiência contratada pela Lei de Cotas vai ser demitida do
cargo, a empresa tem de contratar outra pessoa para ocupar a vaga antes.
VERDADE Conforme
previsto no artigo 93, § 1º, da Lei no 8.213/91, caso esta condição não
seja cumprida, o empregado demitido pode recorrer à justiça, para
receber os salários correspondentes ao período em que a vaga ficou
ociosa.
37 As empresas priorizam a contratação de pessoas com deficiências consideradas mais "leves".
VERDADE O que se observa é que as empresas não dão
muitas oportunidades àquelas pessoas com limitações mais severas ou
menor nível de diminuição motora, sensorial ou intelectual. Cadeirantes,
por exemplo, são minoria no mercado de trabalho. A mesma situação
ocorre com cegos e surdos totais, sem falar nas pessoas com deficiências
intelectuais.
Dia a dia
38 Cegos não têm como usar o celular para outras funções, além de conversar.
MITO Existe um
programa chamado "Talk", usado para adaptar telefones celulares para o
uso de pessoas cegas. Este programa tem função de voz, o que permite que
o usuário ouça o que está sendo apresentado no menu do aparelho. É
muito útil para as pessoas com baixa visão, pois aumenta a fonte e
também usa diferentes cores para o contraste de tela, o que facilita a
leitura.
39 Pessoas sem fala que não conhecem Libras não têm outra forma de se comunicar.
MITO Apesar da
importância do aprendizado da Libras, já existem formas de comunicação
alternativas, que podem ser usadas até mesmo por quem tem deficiências
múltiplas e não consegue formar os sinais com as mãos, como o sistema de
comunicação por símbolos chamado SymbolVox. O usuário pode utilizar
frases como "ouvir música", "ir ao banheiro" ou até mesmo montar
palavras em uma cartela com o alfabeto
40 O programa Virtual Vision é caro, por isso não posso utilizá-lo porque não tenho como comprar.
MITO Trata-se de um
software de voz que torna o uso do computador acessível aos cegos. E é
verdade que é caro, o que dificulta seu acesso por parte de muitos que
têm deficiência visual ou com baixa visão. Mas já existem empresas que
distribuem o programa gratuitamente. É o caso dos bancos Bradesco e
Santander.
41Cadeirantes têm direito à acomodação especial em aviões, no embarque e no desembarque.
VERDADE Existem normas e serviços do Ministério da
Aeronáutica que determinam atendimento especial desde a compra de
passagens até a permanência nos terminais, durante o voo e depois dele.
Aeronaves com mais de cem assentos devem possuir 10% com braços
removíveis, para acomodar cadeira de rodas. As companhias têm de
disponibilizar veículos com elevadores ou outros dispositivos
apropriados para o embarque e desembarque.
42 Não há como as pessoas saberem que sou surdo quando estou dirigindo, por isso, sou frequentemente desrespeitado no trânsito.
MITO O motorista com
deficiência auditiva pode colar no vidro traseiro de seu automóvel o
Símbolo Internacional de Surdez, para que motoristas de ambulância,
policiais, resgate e os outros possam identificar que o condutor é surdo
e precisa ser respeitado.
43 Posso estacionar meu carro nas vagas especiais em locais de Zona Azul sem pagar a tarifa.
MITO Em São Paulo existe uma portaria que
determina a reserva de vagas para pessoas com deficiência em
estacionamentos rotativos pagos do tipo Zona Azul. Para utilizá-las é
preciso ter o cartão DeFis-DSV, emitido por órgão da prefeitura, e
afixá-lo no painel frontal do carro. Entretanto, é preciso também afixar
um cartão de Zona Azul quando a sinalização estiver assim determinando.
44 Carros de pessoas com deficiência também levam multa no rodízio municipal de São Paulo.
MITO Carros de pes
soas com deficiência ou de quem as transporte estão isentos do rodízio
municipal de veículos na cidade de São Paulo. Para tanto, é preciso
solicitar à prefeitura uma autorização especial. No site do órgão é
possível imprimir o formulário de requerimento, ou ainda, no setor de
Autorizações Especiais do Departamento de Operação do Sistema Viário
(DSV).
45 As pessoas com deficiência têm direito a pagar meia-entrada em shows e cinemas.
MITO Não existe
nenhuma lei federal que garanta este direito. O que pode ocorrer, por
exemplo, é que haja uma determinação municipal, como na cidade do Rio de
Janeiro, que, desde 2006, garante o direito à meia-entrada de pessoas
com deficiência em estabelecimentos culturais e de lazer que promovam
diversão e entretenimento.
46 Os restaurantes são obrigados a manter cardápios em braille para o atendimento de pessoas cegas.
VERDADE Esta é outra
questão resolvida por leis municipais, portanto, obrigatória em algumas
cidades e em outras, não. Em São Paulo, por exemplo, a lei existe desde
1997, mas o que se observa é que nem sempre ela é cumprida. Em caso de
descumprimento, a pessoa deve procurar o Departamento de Controle do Uso
de Imóveis, o Comtru.
47 Os cadeirantes não têm como ir à praia, porque não há como utilizar a cadeira de rodas na areia.
MITO Um aparelho
chamado de cadeira de rodas anfíbia facilita o lazer, com rodas mais
largas, que evitam o afundamento na areia. Em São Paulo, um programa
chamado "Praia Acessível" disponibiliza alguns destes equipamentos em
cidades litorâneas como Santos, Guarujá, Ilhabela e Praia Grande. No Rio
de Janeiro, a ONG AdaptSurf viabilizou um acordo com a RIOTUR para que o
órgão também adquirisse o equipamento.
48 Os caixas eletrônicos dos bancos têm de oferecer acessibilidade às pessoas com diferentes tipos de deficiência.
VERDADE A Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) possui uma norma específica que
regulamenta a acessibilidade em caixas eletrônicos, a NBR 15250:2005.
Ela regulamenta o projeto, construção, instalação e localização de
equipamentos destinados à prestação de informações e serviços de
autoatendimento bancário. Isto engloba desde o trajeto até o caixa, até
espaço para que uma cadeira de rodas possa encostarse com conforto,
passando também por funções no teclado, até uso de voz, para as pessoas
cegas, entre outras especificações.
49 Cegos não têm como se orientar sozinhos em feiras ou exposições.
MITO A maioria
destes eventos realmente não possui as adaptações necessárias. Mas
existem esforços para mudar isso. Na 10ª edição da Reatech, um produto
já existente, o audioguia, utilizado em museus no exterior, foi testado e
adaptado para que o cego ouvisse informações sobre os estandes e
expositores da feira.
50 Os portais de internet da administração pública são obrigados a ter opções de acessibilidade.
VERDADE O artigo 47 do Decreto nº 5296, de 2004,
determina que os sites da administração pública devam ser adaptados para
uso de pessoas com deficiência visual. É possível encontrar neles
opções para ampliar a fonte ou para o contraste de cores na tela. O
ideal é que todos os sites, independentemente de oficiais ou não, sejam
acessíveis. Esta realidade, no entanto, ainda é distante.
FONTE: http://revistasentidos.uol.com.br/inclusao-social/65/artigo224504-8.asp
sábado, 23 de agosto de 2014
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
O que é a Síndrome de Down.
Síndrome de Down não é doença.
A síndrome de Down é uma ocorrência genética natural e universal, estando presente em todas as raças e classes sociais. É a alteração genética mais comum, sendo registrada aproximadamente em 1 de cada 700 nascimentos. Não é uma doença e, portanto, as pessoas com síndrome de Down não são doentes. Não é correto dizer que uma pessoa sofre de, é vítima de, padece ou é acometida por síndrome de Down. O correto seria dizer que a pessoa tem ou nasceu com a síndrome de Down. A síndrome de Down também não é contagiosa.Genética.
Por motivos ainda desconhecidos, durante o desenvolvimento das células do embrião são formados 47 cromossomos no lugar dos 46 que se formam normalmente. O material genético em excesso altera o desenvolvimento regular da criança. Este material extra se encontra localizado no par de cromossomos 21, daí o outro nome pelo qual é conhecida, Trissomia do 21. Para confirmar o diagnóstico de síndrome de Down é necessário fazer um exame genético chamado cariótipo.Os efeitos do material genético adicional variam enormemente de indivíduo para indivíduo. Não há exames que determinem, no nascimento, como a pessoa vai se desenvolver. Para que ela tenha condições de desenvolver todo seu potencial é importante que seja encaminhada, ainda bebê, a profissionais habilitados para um programa de estimulação precoce.
Incidências.
Como a maioria das mulheres que têm filhos é jovem, cerca de 80% das crianças com síndrome de Down nascem de mulheres com menos de 35 anos. Mas a incidência da síndrome de Down em mulheres mais velhas é maior. De cada 400 bebês nascidos de mães com mais de 35 anos, um tem síndrome de Down.Características da Síndrome de Down.
As três principais características da síndrome de Down são:- a hipotonia (flacidez muscular, o bebê é mais molinho);
- o comprometimento intelectual (a pessoa aprende mais devagar);
- o fenótipo (aparência física).
Expectativa de vida.
Devido aos avanços da medicina, que hoje trata problemas médicos associados à síndrome com relativa facilidade, a expectativa de vida das pessoas com síndrome de Down vem aumentando incrivelmente nos últimos anos. Para se ter uma idéia, enquanto em 1947 a expectativa de vida era entre 12 e 15 anos, em 1989 subiu para 50 anos. Atualmente, é cada vez mais comum pessoas com síndrome de Down chegarem aos 60, 70 anos, ou seja, uma expectativa de vida muito parecida com a da população em geral.Como se vive com a Síndrome de Down.
Hoje pessoas com síndrome de Down têm apresentado avanços impressionantes e rompido muitas barreiras. Em todo o mundo, e também aqui no Brasil, há pessoas com síndrome de Down estudando, trabalhando, vivendo sozinhas, se casando e até chegando à universidade. A melhor forma de combater o preconceito é através da informação e da inclusão de TODAS as pessoas, na família, na escola, no mercado de trabalho e na comunidade.Grupos de discussão e apoio na Internet.
Nos últimos anos, pais e profissionais formaram grupos de discussão que têm contribuído muito para informar e disseminar o conhecimento sobre a síndrome de Down em todo o Brasil. Existem grupos regionais. O maior, a nível nacional, é: Síndrome de Down- http://br.groups.yahoo.com/group/sindromededown.
Informe-se: Livros e Internet.
Não confie em livros com mais de cinco anos. A evolução, tanto na área médica, quanto na qualidade de vida de pessoas com síndrome de Down, é enorme. Esteja sempre atualizado sobre os avanços alcançados.- Livros:
- Mas ele não é Mesmo a sua Cara? - Claudia Werneck, WVA editora.
- Liane, Mulher como Todas - Liane Collares, WVA Editora;
- Construindo o Caminho - Cecília Dias, Editora Augustus.
- Inclusão Começa em Casa - O Diário de uma Mãe Iva Proença, Editora Agora.
- Internet:
- Vídeo: Compartilhar o Afeto.
- Vídeo: Deficiência Intelectual - SD.
- SOS Down - SP -
www.sosdown.com - Carpe Diem, - SP -
www.carpediem.org.br - Reviver Down - Curitiba, Pr - www.reviverdown.org.br
POSTAGEM EM COMEMORAÇÃO AO DIA 22 DE AGOSTO - DIA DO EXCEPCIONAL
FONTE: http://www.bengalalegal.com/down
sábado, 16 de agosto de 2014
Veja destinos preparados para receber deficientes no Brasil
Será que arrumar as malas e colocar os pés na estrada é algo tão
fácil assim pra todo mundo? No Brasil, cerca de 25 milhões de pessoas
são portadores de algum tipo de deficiência. O que, em muitos casos,
pode fazer com que elas tenham dificuldades em aproveitar certos
passeios. A acessibilidade é garantida hoje por leis federais, porém,
nem sempre os destinos turísticos cumprem as normas e tornam os locais
acessíveis a todos.
Por isso, antes mesmo de escolher o destino, é preciso avaliar o que os locais oferecem. Além de estar atento às adaptações para tornar o passeio seguro, vale consultar se o local dispõe de cardápios em braile e informações acessíveis aos deficientes visuais e auditivos. Ainda, é preciso verificar se o local conta com quartos e banheiros adaptados, portas mais largas e barras de apoio. Consulte também, no caso de resorts, se as instalações possuem carrinhos ou cadeiras de roda para serem usadas em seu interior. E, se preferir, contrate serviços de ‘transfers’ para visitar as atrações da cidade. Estenda todos estes cuidados aos locais públicos e informe-se se os parques, museus e passeios contam com aparelhos e atendimento especial para atender às necessidades especiais.
Para ajudar você, no entanto, o Terra listou seis cidades brasileiras consideradas preparadas para receber turistas com mobilidade reduzida, deficiência auditiva ou visual. Confira os passeios e instalações mais adequadas nos quatro cantos do país.
Maceió: segundo o IBGE, a cidade é a capital que possui a maior porcentagem de quartos de hotéis adaptados para receber visitantes com mobilidade reduzida. A cidade ainda conta com um sistema de jangadas adaptadas.
Rio de Janeiro: algumas atrações da cidade estão bem adaptadas para receber os turistas com mobilidade reduzida. Na Lagoa Rodrigo de Freitas, existe um pedalinho motorizado disponível. No Pão-de-açúcar, há elevadores plataforma que dão acesso às bilheterias e a área de embarque, onde há prioridade para pessoas com deficiência. O Jardim Botânico conta com um jardim sensorial, onde os visitantes têm seus olhos vendados e são guiados por pessoas com deficiência visual em um mini labirinto, onde terão contato com texturas e odores de diversas plantas.
Fortaleza: na cidade, existe estrutura para atender o visitante com deficiência, porém, em alguns passeios públicos, as pessoas podem enfrentar dificuldades. Um dos principais destinos, o Beach Park, conta com estrutura de segurança para os visitantes. Parte dos apartamentos dos resorts do Beach Park foi construída para receber portadores de necessidades especiais, inclusive com banheiros adaptados. O complexo também conta com várias rampas de acesso. No parque aquático, contudo, os brinquedos radicais de queda livre, por questão de segurança, não podem ser utilizados por esse público, mas estão liberados para deficientes visuais.
Curitiba: quando o assunto é infraestrutura pública, a cidade de Curitiba torna-se a mais preparada para seus moradores e visitantes. Na cidade, os ônibus adaptados são quase totalidade e o Jardim Botânico, um dos pontos turísticos mais visitados, possui o Jardim das Sensações, com trajeto sensorial constituído de uma pista ladeada por sementeiras com legendas em Braille, que oferece a oportunidade de ver, tocar e apreciar o perfume de espécies botânicas, bem como de simular ambientações de floresta.
Ilha Bela: a ilha localizada no litoral paulista possui uma boa infraestrutura para os deficientes que procuram por diversão. Por meio de projetos do governo do estado de São Paulo, algumas praias como a do Perequê, Sino e Praia Grande possuem cadeiras anfíbias, que são aquelas que facilitam a chegada dos deficientes ao mar. A Pedra do Sino, um dos pontos turísticos da cidade, pode ser visitada por todos. Rampas de acesso e uma passarela podem ser usadas. A Praia do Julião conta com rampas de acesso para cadeirantes e, banheiros adaptados são encontrados na Praia Grande. Na cidade, é possível procurar por agências que organizam passeios específicos e adaptados para quem tem deficiências
Chapada do Guimarães: a 64 km de Cuiabá, na Chapada do Guimarães, está o Vale da Benção. Em 2011, foi inaugurada a primeira trilha feita para deficientes visuais, no Espaço Turístico Chapada Aventura. A trilha possui cordões e sinalização tátil de onde o visitante pode conhecer um pouco sobre as 32 espécies nativas catalogadas em braile. Pousadas da região contam com adaptação para cadeirantes e cardápios em braile.
Brotas: no interior de São Paulo, a cidade é conhecida por ser um destino de aventuras. Os passeios funcionam normalmente e as operações são idênticas quando existe algum deficiente nelas, o que muda são alguns procedimentos operacionais. Monitores de várias operadoras receberam treinamentos para conduzir os turistas com deficiências. O rafting pode ser praticado por todos, já o rapel só não é indicado para os deficientes visuais. O lugar ainda conta com adaptações para arvorismo e tirolesa.
FONTE: http://vidaeestilo.terra.com.br/turismo/veja-destinos-preparados-para-receber-deficientes-no-brasil,6396d5d97dc98310VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html
Por isso, antes mesmo de escolher o destino, é preciso avaliar o que os locais oferecem. Além de estar atento às adaptações para tornar o passeio seguro, vale consultar se o local dispõe de cardápios em braile e informações acessíveis aos deficientes visuais e auditivos. Ainda, é preciso verificar se o local conta com quartos e banheiros adaptados, portas mais largas e barras de apoio. Consulte também, no caso de resorts, se as instalações possuem carrinhos ou cadeiras de roda para serem usadas em seu interior. E, se preferir, contrate serviços de ‘transfers’ para visitar as atrações da cidade. Estenda todos estes cuidados aos locais públicos e informe-se se os parques, museus e passeios contam com aparelhos e atendimento especial para atender às necessidades especiais.
Para ajudar você, no entanto, o Terra listou seis cidades brasileiras consideradas preparadas para receber turistas com mobilidade reduzida, deficiência auditiva ou visual. Confira os passeios e instalações mais adequadas nos quatro cantos do país.
Maceió: segundo o IBGE, a cidade é a capital que possui a maior porcentagem de quartos de hotéis adaptados para receber visitantes com mobilidade reduzida. A cidade ainda conta com um sistema de jangadas adaptadas.
Socorro:
a cidade, localizada a 130 km da capital paulista, é um dos destinos
com melhores condições de receber pessoas com mobilidade reduzida. A
estância hidromineral de Socorro, através do projeto Socorro Acessível,
conta com adaptações em diversas atrações. Na cidade, é possível
encontrar passeios, transportes, edifícios públicos, estacionamentos,
telefones para surdos e cardápios em braile por todos os lados. Socorro
recebe famílias inteiras em atividades de aventura e ecoturismo, sem
exclusão. O Hotel Fazenda Parque dos Sonhos conta com passeios a grutas,
tirolesas, cachoeiras e trilhas ecológicas adaptadas para receber os
visitantes.
São Paulo: a capital paulista é uma das cidades que
mais está preparada para os deficientes. Alguns museus, como a
Pinacoteca do Estado, MASP, Museu do Futebol e o Museu da Língua
Portuguesa, possuem catálogos em braile e audioguias. E as atrações
públicas da cidade possuem rampas de acesso ou elevadores para cadeiras
de roda. Nos parques do Ibirapuera e Villa Lobos, o acesso é facilitado
por meio de rampas e no Parque do Jaraguá, há um mirante adaptado para
os cadeirantes. Nas ruas, a acessibilidade é considerada boa, mas ainda
não é cumprida a rigor. As estações de metrô e trem são equipadas com
elevadores que facilitam o deslocamento das pessoas com mobilidade
reduzida. A cidade ainda possui a maior rede hoteleira adaptada, com 511
quartos.Rio de Janeiro: algumas atrações da cidade estão bem adaptadas para receber os turistas com mobilidade reduzida. Na Lagoa Rodrigo de Freitas, existe um pedalinho motorizado disponível. No Pão-de-açúcar, há elevadores plataforma que dão acesso às bilheterias e a área de embarque, onde há prioridade para pessoas com deficiência. O Jardim Botânico conta com um jardim sensorial, onde os visitantes têm seus olhos vendados e são guiados por pessoas com deficiência visual em um mini labirinto, onde terão contato com texturas e odores de diversas plantas.
Fortaleza: na cidade, existe estrutura para atender o visitante com deficiência, porém, em alguns passeios públicos, as pessoas podem enfrentar dificuldades. Um dos principais destinos, o Beach Park, conta com estrutura de segurança para os visitantes. Parte dos apartamentos dos resorts do Beach Park foi construída para receber portadores de necessidades especiais, inclusive com banheiros adaptados. O complexo também conta com várias rampas de acesso. No parque aquático, contudo, os brinquedos radicais de queda livre, por questão de segurança, não podem ser utilizados por esse público, mas estão liberados para deficientes visuais.
Curitiba: quando o assunto é infraestrutura pública, a cidade de Curitiba torna-se a mais preparada para seus moradores e visitantes. Na cidade, os ônibus adaptados são quase totalidade e o Jardim Botânico, um dos pontos turísticos mais visitados, possui o Jardim das Sensações, com trajeto sensorial constituído de uma pista ladeada por sementeiras com legendas em Braille, que oferece a oportunidade de ver, tocar e apreciar o perfume de espécies botânicas, bem como de simular ambientações de floresta.
Ilha Bela: a ilha localizada no litoral paulista possui uma boa infraestrutura para os deficientes que procuram por diversão. Por meio de projetos do governo do estado de São Paulo, algumas praias como a do Perequê, Sino e Praia Grande possuem cadeiras anfíbias, que são aquelas que facilitam a chegada dos deficientes ao mar. A Pedra do Sino, um dos pontos turísticos da cidade, pode ser visitada por todos. Rampas de acesso e uma passarela podem ser usadas. A Praia do Julião conta com rampas de acesso para cadeirantes e, banheiros adaptados são encontrados na Praia Grande. Na cidade, é possível procurar por agências que organizam passeios específicos e adaptados para quem tem deficiências
Chapada do Guimarães: a 64 km de Cuiabá, na Chapada do Guimarães, está o Vale da Benção. Em 2011, foi inaugurada a primeira trilha feita para deficientes visuais, no Espaço Turístico Chapada Aventura. A trilha possui cordões e sinalização tátil de onde o visitante pode conhecer um pouco sobre as 32 espécies nativas catalogadas em braile. Pousadas da região contam com adaptação para cadeirantes e cardápios em braile.
Brotas: no interior de São Paulo, a cidade é conhecida por ser um destino de aventuras. Os passeios funcionam normalmente e as operações são idênticas quando existe algum deficiente nelas, o que muda são alguns procedimentos operacionais. Monitores de várias operadoras receberam treinamentos para conduzir os turistas com deficiências. O rafting pode ser praticado por todos, já o rapel só não é indicado para os deficientes visuais. O lugar ainda conta com adaptações para arvorismo e tirolesa.
FONTE: http://vidaeestilo.terra.com.br/turismo/veja-destinos-preparados-para-receber-deficientes-no-brasil,6396d5d97dc98310VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
¬UMA LINDA HISTÓRIA DE AMOR...
Amor... Quem nunca teve esse
sentimento bombardeando no peito não? Ele nos traz paz interior, nos conforta,
nos alivia, faz o nosso coração bater mais forte, e por fim, nos completa.
Durante anos, eu confesso que tinha essa dúvida em minha
vida. Será possível eu arrumar uma namorada um dia? Alguém que pudesse me amar,
me aceitar, ter orgulho de mim pelo que sou como ser humano, que me olhasse de
uma forma que ninguém olharia, que dissesse “eu te amo” não com a boca, mas
sim, com o coração. Concluindo, que não olhasse a minha deficiência (que é
física e não sentimental) como mera barreira para sermos felizes.
Os anos se passaram e eu fui tentando, tentando, e
tentando, até por diversas vezes fiz coisas que se fosse pra fazer nos dias de
hoje eu não faria. Mas calma, não é
coisa tão séria assim não!
A maioria das garotas que paquerei, quando eu chegava nelas, já me olhavam com aquele
olhar de preconceito e dizia um “eu nãoooooo!” bem estupidamente quando eu
perguntava se elas queriam ficar comigo! Outras já tinham preconceito expresso.
Diziam mais ou menos assim: “por que eu?” Pra um bom entendedor meia palavra
basta né! Ou seja, por que eu teria que carregar essa cruz? Viver com um “aleijadinho”
pro resto da minha vida, tendo que
passar vergonha ao andar com ele, por exemplo, na praça da cidade e todos nos
olhando. E não adiantam me dizer nada porque sei que no fundo, no fundo, eram o
que pensavam, ainda que com o subconsciente.
Algumas garotas me usaram, sem eu saber na época claro,
quando, por exemplo, as mesmas estavam carentes. Algumas até prometiam mundos e
fundos para mim. Diziam as vezes que me amavam e tudo, e quando se cansavam ou
quando apareciam outro em suas vidas me davam o famoso “pé na bunda”.
Até que a 5 meses atrás, Deus me apresentou uma pessoa
que mudou a minha vida de uma forma tão intensa que nem mesmo eu esperava que
isso fosse acontecer. Me mandou a mulher mais linda, mais legal, mais
compreensiva, mais apaixonada por mim, que é a Ana Luiza da Silva Serafim. E se
eu contar a forma de como nos conhecemos e começamos a namorar, ninguém
acredita. Mas isso é outro papo. Mas resumidamente, nós nos conhecemos pela
internet, no famoso Facebook.
Em menos de um mês, minha linda mulher já marcava comigo
a primeira vinda dela à minha cidade, para que enfim, nos conhecêssemos e
tivéssemos certeza do que um sentia um pelo outro.
E como foi intenso... o primeiro beijo, as primeiras
carícias, o primeiro amor. Como é bom amar e ser amado de verdade.
Essa doidinha que eu amo, foi capaz de fazer uma linda
surpresa para mim: veio de surpresa à minha cidade exatamente no dia do meu
aniversário! Agora pense comigo: dá pra desconfiar que ela não me ama? Claro
que não!
Hoje tenho certeza
que ela é sim a mulher que Deus tava preparando pra mim desde quando eu estava
sendo gerado. Até os filhos dela, Marcos, Mariany e Pablo, têm uma grande
consideração por mim, e um amor tão grande, que eu me sinto pai desses anjos
que Deus colocou em minha vida!
Pra você que é uma pessoa com deficiência, ou você que
acha que uma pessoa assim não é capaz de fazer uma pessoa feliz e realizada,
pergunte a minha namorada o quanto (modéstia parte) eu faço diferença na vida
dela, o quanto ela me ama, e o quanto
que eu faço ela mulher, até no sentido mais amplo da palavra mesmo!
Hoje digo sem medo de sofrer – ANA LUIZA (minha
Pretinha), EU TE AMO DEMAISSSSSSSSSSSSSSSSS
sábado, 2 de agosto de 2014
Um papo sobre deficiência Por Crônicas da Surdez em Crônicas da Surdez
Conversando com um amigo jornalista esses dias, comentei com ele que matérias que versam sobre o tema deficiência
podem ser um pouco chatas – tanto para quem lê quanto para quem dá o
depoimento. Você pode ter escalado o Everest, descoberto a cura do
câncer e ganho um prêmio Nobel, mas se isso for citado junto com a
palavra deficiência, é nela que as pessoas vão se focar, não importanto o resto.
FONTE: http://cronicasdasurdez.com/um-papo-sobre-deficiencia/
Pergunte a qualquer deficiente se ele se sente D-E-F-I-C-I-E-N-T-E e você vai se surpreender com as respostas. Na verdade, não é nem deficiente. É pessoa com deficiência – embora ninguém se dê ao trabalho de entender que a pessoa vem ANTES da deficiência.
Bem antes, por sinal! O que a falta de um sentido acarreta na vida de
alguém é simples: isso nos priva de algumas coisas. No caso da
deficiência auditiva, eu poderia dizer que sou privada da delícia de
compreender as conversas humanas sem esforço. Nunca pude fechar os olhos
enquanto assistia à TV ou estava no cinema, por exemplo. Tenho que
estar 1000% alerta se quiser me comunicar.
Quando leio que ‘um deficiente está
quebrando tabus’ e coisas do tipo, só fico imaginando o que se passa
pela cabeça de quem escreve algo assim. Na boa, o inconsciente coletivo
brasileiro lê deficiência e pensa logo “infeliz, coitado, pobrezinho, incapaz, inútil”. Pior é quando escrevem que ‘apesar da deficiência, fulano conseguiu fazer tal coisa’.
Bem, isso só faria sentido, no meu caso pelo menos, se a frase fosse
‘apesar da deficiência, fulana conseguiu ouvir’. Porque, de resto, a
minha surdez não tem nada a ver com as minhas capacidades e incapacidades! O Jairo Marques escreveu um post intitulado “Os coitadinhos“, que vale a leitura. Nos comentários deste post, a Lak Lobato escreveu o seguinte, que reproduzo aqui porque achei sensacional:
“Ontem, um amigo me mandou um email
com um questionário sobre PcDs que ele elaborou pra um trabalho (ele
próprio tem deficiência) e, em determinado ponto, havia a pergunta:
“Analise e responda: por que existem pessoas com deficiência que não se
aceitam?” Minha resposta: “Porque existem pessoas que não se aceitam,
ponto. Ter uma deficiência não torna as pessoas mais inteligentes, mais sensatas, mais iluminadas, mais abegnadas, etc.
Pessoas continuam sendo pessoas, mesmo quando tem deficiência.
Deficiência não promove ninguém do degrau de evolução mental humano ou
coisa do tipo.” Não sei se era bem a resposta que ele queria, mas eu
acho um saco esse eterno endeusamento X coitadismo no que toca as pessoas com deficiência. Ou somos uns coitados dignos de pena. Ou somos heróis de superação.
Não existe um meio termo, onde somos simplesmente humanos, tocando a
vida como qualquer pessoa. Qualquer conquista nossa tem que ser louvada,
elogiada, prestigiada, colocada num pedestal. E qualquer fracasso é
sempre culpa da deficiência, coitadinho de nós. Tudo tudo tudo tem que
girar em torno da deficiência. Nada pode ser analisado por si mesmo, tem
que colocar a deficiência no meio. Mas, não adianta, eu não vou aceitar
isso e achar que tudo bem. Vou reclamar sempre e brigar sempre pra
pararem já com essa idiotice. Nem anjos nem demônios, seres humanos
somente. O resto é detalhe!”
É uma pena que jornais e TV gostem tanto de apelar pro coitadismo, enquanto poderiam estar prestando um grande trabalho ao mudar o foco para o tema acessibilidade. Nós que somos surdos oralizados
temos um longo caminho pela frente no que diz respeito a isso: falta
acessibilidade para nós nas escolas, nas universidades, nos cursinhos
preparatórios para concursos, nos cursos de idiomas, e por aí vai.
Ah, e há também o fatídico ‘exemplo de
superação’. Já falei aqui em outras ocasiões e repito: na minha opinião,
a palavra correta é adaptação. Eu não superei a surdez porque ela não é ‘superável’, jamais terei meu sentido de volta naturalmente. Mas me adaptei a ela
e o meu foco não são as coisas que não consigo fazer, porque se passar
24hs pensando nisso, além de ficar louca não vou ajudar nem a mim, nem a
ninguém. E o objetivo do Crônicas, desde o início, é inspirar as
pessoas a entender que a vida continua e a gente é muito mais capaz do
que pensa ser.
Por isso me dói quando alguém me escreve dizendo que acha que a sua vida acabou porque descobriu que tem deficiência auditiva e vai ter que usar aparelhos auditivos. Dá vontade de dar um chacoalhão, um ‘pedala Robinho’. Sério! A vida acaba quando a gente morre ou então quando entrega os pontos e decide que é mais fácil ser um coitadinho do que um lutador.
E realmente é mais fácil, já que ser um coitadinho não requer esforço
algum: basta sentar, reclamar e praguejar até o fim dos dias. Enfrentar
fonoterapia, aguentar o cérebro irritado com o uso dos AASI, precisar
aprender a controlar a própria voz, virar expert em leitura labial – e
outros pormenores que vocês estão carecas de saber – isso sim é jogo duro!!
Deficiências têm a ver com recomeços. E recomeços têm a ver com encontrar aquela força interna que fica lá dentro escondida para as horas em que mais precisamos. Trate de encontrar a sua!FONTE: http://cronicasdasurdez.com/um-papo-sobre-deficiencia/
domingo, 1 de junho de 2014
VERGONHA DE SER TRICORDIANO
Você sabe o que é o
Transporte Porta a Porta? É uma modalidade de transporte gratuito, porta a
porta, destinado às pessoas com deficiência física severa, as quais tenham
vínculo à cadeira de rodas. Esse transporte busca em casa o deficiente, leva ao
local onde se necessita ir, e depois o leva de volta para casa.
Destina-se, exclusivamente, às pessoas com deficiência física e mobilidade
altamente reduzida, associada ou não a outra deficiência, as
quais tenham vínculo à cadeira de rodas. Pessoas que apresentem doenças como,
Insuficiência Renal Crônica, Diabetes, Câncer, Aids, Obesidade Mórbida, bem
como deficiências mentais, visuais e auditivas.
Nesse ano, mais uma vez, a cidade de Três Corações
organizou um evento “muito bonito” chamado Balonismo, onde ouço por aí, foram
gastos cerca de R$ 100.000,00 nesse projeto que durou apenas alguns dias,
embelezando o céu da Terra do Pelé.
Paramos para pensar: R$ 100.000, daria pra fazer muitas
outras coisas você não acha? Claro que sim é óbvio! Como, por exemplo, adquirir
um transporte do tipo Porta a Porta, onde as pessoas com deficiência de grau
elevado poderiam garantir o direito de ir e vir assegurada pela nossa
Constituição Federal.
Vários deficientes de nossa cidade não podem nem fazer
tratamentos de saúde, nem estudar, visto que não tem como se deslocarem ao local
onde se quer ir. Você sabia disso? Locais como a FHEMIG, no Centro de
Reabilitação Física, é necessário que essas pessoas arquem com despesas de
deslocamento como passagem de ônibus ou então, pior que isso, as pessoas que
tem MAIS DIFICULDADES DE LOCOMOÇÃO alugam uma Van que custa, salvo engano,
R$70,00 mensais. Não deveria esse transporte ser garantido pela Prefeitura da
cidade, já que pagamos Impostos Abusivos todos os anos?
Preferem investir num evento, que em minha opinião, não traz
benefícios nenhum à cidade, e que somente as pessoas que tem “Peixada” puderam
andar nos balões do que adquirir um veículo desses que garante um Direito
Fundamental à vida de toda pessoa com deficiência de nossa cidade!
“ENQUANTO FICARMOS CEGOS ÀS COISAS QUE ACONTECEM POR AÍ,
MAIS FACILMENTE SEREMOS ENGANADOS...”
segunda-feira, 10 de março de 2014
SEXO ORAL - A IMPORTÂNCIA DELE PARA A MULHER
ESSE POST É PARA AQUELAS PESSOAS DITAS "NORMAIS" QUE PENSAM QUE SEXO É SOMENTE PENETRAÇÃO (NÃO TEM INTUITO DE ESTIMULAR O SEXO)
Algumas coisas que você precisa saber antes de começar:
- Na hora de dar prazer para uma mulher com as mãos, não tente seguir os mesmos princípios que usa para se masturbar. Se usar nela toda a força e brutalidade que usa no seu pinto, provavelmente vai arrancar gemidos de dor, em vez de prazer.
- Se certifique que suas unhas estão limpas e aparadas, sem deixar farpas ou pontas. Unha cumprida definitivamente não combina com essa prática.
Mãos à obra:
- Comece praticando longe do meio das pernas dela. Descubra o poder que seus dedos têm ao estimular as mais diversas partes do corpo da moça. Use a ponta dos dedos e com uma pressão absolutamente leve, vá passando por todo o corpo dela – rosto, pescoço, seios, barriga, pernas, pés, coxas. Para aumentar a eficácia, peça para ela fechar os olhos.
- Quando perceber que ela está excitada, comece a se aproximar da parte interna das coxas dela, levando seus dedos de forma paciente e provocativa, o mais perto que conseguir da pélvis dela. Ela dará um sinal que quer que você siga adiante quando “se abrir” para você, ou quando começar a “arquear” a sua pélvis para cima. Nesse estágio, ela também já deverá ter mostrado sinais de lubrificação. Se isso não tiver acontecido, permaneça mais nesse item até que ela demonstre estar pronta. Lembre-se sempre: querer entrar nela sem ser convidado, é uma tremenda falta de educação.
- Deite-se paralelamente a ela e estenda seu braço sobre o corpo dela, até tocar sua virilha. Isso permite que seus dedos fiquem numa posição parecida com a qual ela está acostumada a se masturbar. Outras posições interessantes: vocês dois sentados, ela na frente e você imediatamente atrás; ela deitada de bruços e você deitado de lado paralelamente à ela.
- Enquanto se aproxima do clitóris dela, beije-a na boca, na nuca, no pescoço. Com a mão que está desocupada, toque outras partes do corpo dela, como os seios. Continue fazendo isso por quanto tempo conseguir se concentrar nas duas funções – eu sei amigo, ninguém disse que seria fácil.
- Se por algum motivo ela não estiver molhada nesse ponto, certifique-se de usar um lubrificante. Masturbá-la a seco é uma das piores coisas que você pode fazer.
- Comece estimulando o clitóris dela por fora (não toque diretamente nele, e sim por cima dos grandes lábios, pois ele é extremamente sensível quando ela ainda não está com tesão). Comece lento, sensual, sem pressa. Fique extremamente atento aos sinais dela. Só avance quando ela demostrar que está ansiando por isso.
- Conforme for sentido a lubrificação dela aumentando, aproxime-se MUITO SUAVEMENTE do clitóris. Mulheres têm diferentes preferências nesse quesito – algumas preferem ser estimuladas com mais força, outras com menos. Algumas sentem prazer num ponto específico, outras em outros. Se não conseguir ler os sinais, chegue no pé do ouvido dela e peça para ela colocar seus dedos onde sente mais prazer.
- Depois de um bom tempo explorando diversos movimentos, variações, pressão e velocidade, prepare-se para entrar nela com os dedos (mais uma vez – tem mulheres que preferem somente uma estimulação externa, descubra do que a sua gosta). Comece provocando ela por fora, colocando apenas a ponta do seu dedo nela. Ela vai demonstrar que quer mais e só com esses sinais você deve avançar a etapa.
- Estudiosos afirmam que o ponto G da mulher está mais ou menos na distância da segunda articulação do nosso dedo. Vá penetrando-a com muita suavidade até identificar uma área mais volumosa na parte superior da vagina dela. Quando encontrar, movimente seu dedo como se estivesse fazendo um movimento de “vem aqui”. Tente também outras variações – movimentos para cima, para baixo, em círculos. A chave mais uma vez é ler os sinais dela. Permaneça nessa brincadeira.
- Algumas mulheres gostam de mais de um dedo na masturbação. Se ela demonstrar que está com muito tesão, experimente introduzir mais um dedo nela, com cuidado. Se ela gostar, você vai perceber. Se ela ficar incomodada, tire-o e continue somente com um.
- Continue com esses movimentos por um tempo considerável. Lembre-se: mulher é forno à lenha, homem é microondas. Ou seja: quando começar a ficar cansado e achar que já está bom, continue. Sem pressa, com carinho, cuidado e sensualidade, é provável que ela chegue ao orgasmo com seus dedos. Também é válido começar com os dedos e, quando ela estiver subindo pelas paredes, continuar com o sexo oral.
- Pra fechar, reforçamos o fato de que cada mulher tem uma preferência. Esse guia vale como um indicador do que fazer, mas ele vai funcionar muito melhor se você o adaptar segundo o gosto da sua mulher.
FONTE: http://www.casalsemvergonha.com.br/2013/01/21/rapidinha-como-fazer-ela-gozar-com-seus-dedos/
sábado, 8 de março de 2014
E VOCÊ O QUE ACHA?
“Tudo bem o deficiente querer ir para a balada. Mas vir aqui fora e atrapalhar, aí já é demais.''
Por trás da pessoa com deficiência que utiliza uma cadeira de rodas em São Paulo se esconde uma espécie de super humano. Pois, apesar da cidade ser extremamente hostil a ele ou ela, com calçadas irregulares, ausência de rampas e banheiros especiais, transporte (escasso) que se diz adaptado mas não é, escadas onde deveriam haver elevadores, como se parecesse um toque de recolher a todos os que possuem dificuldades de locomoção, eles seguem suas vidas. Isso sem contar o principal problema: o preconceito daqueles que acham que fazem um favor por tolerá-los.
A frase acima foi dita em alto e bom som e ouvida no fumódromo da Clash, balada paulistana, na noite desta terça-feira. Um cadeirante teve dificuldade para ir a esse ambiente da casa por conta da lotação, gerando a reação do homem branco bípede em questão. A jornalista que me relatou o fato ficou horrorizada. Mas foi a única.
“Afinal de contas, muitos de nós, cidadãos de bem, já se cansaram de serem molestados pela presença incômoda desse pessoal. Por que eles vêm perturbar meu senso estético? Por que eles têm que vir e me lembrar que este corpo que usamos é frágil e está sujeito a não funcionar como gostaríamos? Por que a cidade tem que gastar meus impostos para que esses aleijados saiam de casa e venham me perturbar com suas rodas sujas? Até as piadas do meu humorista preferido estão proibidas porque gozam da cara desse pessoal. O politicamente correto me enoja. Cadê a minha liberdade de poder tripudiar essa gente? Eu, que sou perfeito.''
“Japa, você está exagerando. A frase foi dita por um panaca. Esse preconceito todo está nos seus olhos apenas. São Paulo é uma cidade que respeita as diferenças.'' Como diria Maria da Graça Meneghel: Aham, Cláudia, senta lá.
Deficiente é o frasista preconceituoso. Ele deve achar que garantir direitos iguais é todo mundo poder ter o mesmo espaço no fumódromo e não que todo mundo tenha acesso ao local. Deve achar que o cadeirante queria ter algum privilégio quando, em verdade, ele queria apenas poder fumar seu cigarro. Queria até sentir raiva do sujeito, seria mais fácil. Mas inútil. O que tem que ser feito é, com paciência, explicar que é feio falar e pensar esse tipo de coisa. E que o amiguinho sobre rodas tem direito a viver as mesmas coisas que ele. Assim, talvez, com muito amor e carinho, um dia, o menino possa crescer e aprender o que é viver em sociedade.
Por trás da pessoa com deficiência que utiliza uma cadeira de rodas em São Paulo se esconde uma espécie de super humano. Pois, apesar da cidade ser extremamente hostil a ele ou ela, com calçadas irregulares, ausência de rampas e banheiros especiais, transporte (escasso) que se diz adaptado mas não é, escadas onde deveriam haver elevadores, como se parecesse um toque de recolher a todos os que possuem dificuldades de locomoção, eles seguem suas vidas. Isso sem contar o principal problema: o preconceito daqueles que acham que fazem um favor por tolerá-los.
A frase acima foi dita em alto e bom som e ouvida no fumódromo da Clash, balada paulistana, na noite desta terça-feira. Um cadeirante teve dificuldade para ir a esse ambiente da casa por conta da lotação, gerando a reação do homem branco bípede em questão. A jornalista que me relatou o fato ficou horrorizada. Mas foi a única.
“Afinal de contas, muitos de nós, cidadãos de bem, já se cansaram de serem molestados pela presença incômoda desse pessoal. Por que eles vêm perturbar meu senso estético? Por que eles têm que vir e me lembrar que este corpo que usamos é frágil e está sujeito a não funcionar como gostaríamos? Por que a cidade tem que gastar meus impostos para que esses aleijados saiam de casa e venham me perturbar com suas rodas sujas? Até as piadas do meu humorista preferido estão proibidas porque gozam da cara desse pessoal. O politicamente correto me enoja. Cadê a minha liberdade de poder tripudiar essa gente? Eu, que sou perfeito.''
“Japa, você está exagerando. A frase foi dita por um panaca. Esse preconceito todo está nos seus olhos apenas. São Paulo é uma cidade que respeita as diferenças.'' Como diria Maria da Graça Meneghel: Aham, Cláudia, senta lá.
Deficiente é o frasista preconceituoso. Ele deve achar que garantir direitos iguais é todo mundo poder ter o mesmo espaço no fumódromo e não que todo mundo tenha acesso ao local. Deve achar que o cadeirante queria ter algum privilégio quando, em verdade, ele queria apenas poder fumar seu cigarro. Queria até sentir raiva do sujeito, seria mais fácil. Mas inútil. O que tem que ser feito é, com paciência, explicar que é feio falar e pensar esse tipo de coisa. E que o amiguinho sobre rodas tem direito a viver as mesmas coisas que ele. Assim, talvez, com muito amor e carinho, um dia, o menino possa crescer e aprender o que é viver em sociedade.
História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil
CERTA VEZ ASSISTI A ESSE VÍDEO E CONHECI MELHOR A HISTÓRIA DO MOVIMENTO POLÍTICO (APARTIDÁRIO) DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA DE NOSSO PAÍS.
CLIQUE NO LINK E VEJA:
CLIQUE NO LINK E VEJA:
http://www.youtube.com/watch?v=oxscYK9Xr4M
Complexo de inferioridade
OBS: coloquei o tema pois assim como eu, existem muitos deficientes espalhados pela sociedade que sofre desse mau que nos destrói!
Um complexo de inferioridade, nos campos da psicologia e da psicanálise, é um sentimento de que se é inferior a outrem, de alguma forma. Tal sentimento pode emergir de uma inferioridade imaginada por parte da pessoa afligida. É frequentemente inconsciente, e pensa-se que leva os indivíduos atingidos à supercompensação, o que resulta em realizações espetaculares, comportamento antissocial, ou ambos. Diferentemente de um sentimento normal de inferioridade, que pode atuar como um incentivo para o progresso pessoal, um complexo de inferioridade é um estágio avançado de desalento, frequentemente resultando numa fuga das dificuldades.
A psicologia adleriana clássica faz uma distinção entre os sentimentos de inferioridade primário e secundário. Diz-se que um sentimento de inferioridade primário está enraizado na experiência original de fraqueza, desamparo e dependência experimentadas por uma criança pequena. Ela pode ser intensificada por comparações com outros irmãos e adultos. Um sentimento de inferioridade secundário relaciona-se às experiências de um adulto em atingir um objetivo final inconsciente, fictício, de segurança e sucesso subjetivos para compensar-se por sentimentos de inferioridade. A distância percebida daquele objetivo levará a um sentimento "negativo" que pode então instigar o sentimento de inferioridade original; este composto de sentimentos de inferioridade pode ser experimentado como acabrunhante. O objetivo inventado para remediar o sentimento de inferioridade primário original, que realmente provoca o sentimento de inferioridade secundário é o "Ardil 22 (lógica)" deste dilema. Este círculo vicioso é comum em modos de vida neuróticos.
FONTE Wikipédia
Um complexo de inferioridade, nos campos da psicologia e da psicanálise, é um sentimento de que se é inferior a outrem, de alguma forma. Tal sentimento pode emergir de uma inferioridade imaginada por parte da pessoa afligida. É frequentemente inconsciente, e pensa-se que leva os indivíduos atingidos à supercompensação, o que resulta em realizações espetaculares, comportamento antissocial, ou ambos. Diferentemente de um sentimento normal de inferioridade, que pode atuar como um incentivo para o progresso pessoal, um complexo de inferioridade é um estágio avançado de desalento, frequentemente resultando numa fuga das dificuldades.
Conceituação
Os trabalhos pioneiros neste campo foram realizados por Alfred Adler (1917), que usou o exemplo do complexo de Napoleão para ilustrar sua teoria. Alguns sociólogos propuseram que um complexo de inferioridade pode também existir num nível mais amplo, afetando culturas inteiras. Esta teoria controvertida, é conhecida como inferioridade cultural.A psicologia adleriana clássica faz uma distinção entre os sentimentos de inferioridade primário e secundário. Diz-se que um sentimento de inferioridade primário está enraizado na experiência original de fraqueza, desamparo e dependência experimentadas por uma criança pequena. Ela pode ser intensificada por comparações com outros irmãos e adultos. Um sentimento de inferioridade secundário relaciona-se às experiências de um adulto em atingir um objetivo final inconsciente, fictício, de segurança e sucesso subjetivos para compensar-se por sentimentos de inferioridade. A distância percebida daquele objetivo levará a um sentimento "negativo" que pode então instigar o sentimento de inferioridade original; este composto de sentimentos de inferioridade pode ser experimentado como acabrunhante. O objetivo inventado para remediar o sentimento de inferioridade primário original, que realmente provoca o sentimento de inferioridade secundário é o "Ardil 22 (lógica)" deste dilema. Este círculo vicioso é comum em modos de vida neuróticos.
Causas
- Por nascimento – todo ser humano nasce com sentimentos de inferioridade porque quando de seu nascimento, é dependente do que para ele são super-humanos ao seu redor;
- Atitudes dos pais – 1-comentários negativos e avaliações de comportamento que enfatizem erros e lapsos determinam a atitudes de crianças até os seis anos de idade; 2-comparação que os pais fazem dos seus filhos com outras pessoas, geralmente, enfatizando que seus filhos são errados, enquanto que os outros são certos em determinada coisa;
- Defeitos físicos – tais como ser manco, características faciais desproporcionais, defeitos da fala e visão defeituosa causam reações emocionais e se conectam a experiências desagradáveis anteriores;
- Limitações mentais – provoca sentimentos de inferioridade quando comparações desfavoráveis são feitas com as realizações superiores de outrem, e quando performance satisfatória é esperada, mesmo quando as instruções não possam ser compreendidas;
- Preconceitos e desvantagens sociais – família, raça alegada, sexo, orientação sexual, status econômico e religião.
Manifestação
Este sentimento pode se manifestar das seguintes formas:- Recuo – desistência de contatos sociais;
- Agressão – busca excessiva de atenção, crítica alheia, obediência excessivamente obsequiosa e preocupação.
Lidando com o complexo de inferioridade
Pode-se seguir a seguinte estratégia para lidar com o complexo de inferioridade:- Consciência – trazer o complexo ao nível consciente;
- Superar ou aceitar – superar a incapacidade ou aceitar as conseqüências.
Na cultura popular
- No filme A Hard Day's Night de 1964, George Harrison comenta, "You've got an inferiority complex, you have" ("você tem um complexo de inferioridade, você tem"), ao que Ringo Starr retruca, "Yeah, I know, that's why I play the drums - it's me active compensatory factor" ("É, eu sei, é por isso que toco bateria - é o meu fator ativo de compensação").
- Em The Catcher in the Rye de J. D. Salinger, Sally Hayes, amiga de Holden, menciona que os rapazes que Holden considera esnobes e rudes, têm um complexo de inferioridade.
- Em várias obras Charlie Brown, dono do Snoopy, é considerado portador do Complexo de Inferioridade, às vezes considerado como "símbolo" desse complexo.
- No romance Eragon a personagem Murtagh é freqüentemente descrita como tendo um complexo de inferioridade.
FONTE Wikipédia
Assinar:
Postagens (Atom)













