sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Brenda Costa História da Modelo Deficiente Auditiva que Venceu na Vida

brenda costa Brenda Costa História da Modelo Deficiente Auditiva que Venceu na Vida
Foto: CADU PILOTTO
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……………Não é de hoje que o mundo da moda busca promover a interação entre classes sociais e tipos de pessoas diferentes. Tentando fugir da utopia de que todas as modelos são perfeitas foram lançadas campanhas com top models tamanho GG e agora Brenda Costa nos dá uma lição de superação e persistência.
……………Dona de um rosto lindo e um corpo escultural, Brenda Costa é um dos nomes mais requisitados do mundo fashion. Em boa fase a moça casada a quase 5 anos com o bilionário Karim Al-Fayed tem estampado revistas e campanhas pelo mundo todo. Mas afinal, o que há de especial em uma modelo linda com um casamento bem sucedido e feliz???
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brenda costa foto Brenda Costa História da Modelo Deficiente Auditiva que Venceu na Vida
Foto: CADU PILOTTO
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……………Realmente não haveria nenhuma novidade se Brenda não fosse deficiente auditiva. Apesar de tudo ela conta que nunca estudou em escola especial e nem aprendeu libras. Com o apoio dos pais ela aprendeu a ler lábios e hoje vive da maneira mais natural possível.
……………O marido que ficou surdo aos 6 anos por causa de uma meningite, é o herdeiro do Hotel Ritz, em Paris e da Harrod’s. O casal passoucirurgia de implante coclear e recuperou um pouco da audição. Ainda assim os dois se comunicam por leitura labial.
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brenda costa 2 Brenda Costa História da Modelo Deficiente Auditiva que Venceu na Vida
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……………Mais viva do que nunca Brenda mostra que tem muito a mostrar ao mundo. Focada na carreira ela tem o sonho de se tornar a garota propaganda de uma campanha beneficente para deficientes auditivos.
……………Fala sério, ela deu ou não a volta por cima?!
……………Mas e você, o que achou dessa história??? Comente

Orgulho e Preconceito, Razão e Insensibilidade

Luis Fernando Knaack de Castilho
Os fatos narrados a seguir são verdadeiros e já devem ter sido vividos por muitos, da mesma forma que o autor deste texto. Do mesmo modo que certas pessoas fazem o bem e não esperam retribuição, outras deixam de fazê-lo, por vezes inconscientemente, sem que possamos culpá-las por tais atitudes. Assim como há pessoas com deficiência física ou mental, há outras com deficiência de formação humanística, o que é uma grave imperfeição do caráter, própria da espécie humana, por mais incrível que isto possa parecer. O que vai ser citado demonstra que muitas vezes, atitudes valem mais que orações, partindo de pessoas simples, gestos difíceis de serem encontrados em pessoas ligadas e sustentadas pela religião. Jesus Cristo, coitado, que viveu pobre e morreu pobre, sempre fazendo o bem, nunca poderia imaginar que algum dia tanta gente ganharia fortunas, explorando a fé alheia através do seu carisma,que permanece vivo quase dois mil anos após o seu desaparecimento.
Aconteceu em 1982. Inesperadamente, após sete meses de gestação, nossa querida filha, a quem demos o nome de Jacqueline veio ao mundo, pesando apenas 1.520 g e com intensa anemia.Para continuar viva, havia necessidade urgente de uma transfusão,de raro tipo sangüíneo. Descobrimos,em parente próximo,a compatibilidade tão desejada.Ao ligar para sua casa, fomos atendidos por sua esposa, que relutava em fornecer o seu paradeiro. Como insistíssemos, disse, hoje ele não poderá doar sangue, pois iremos à nossa igreja, à noite, assistir a um casamento. Não podemos deixar isso para amanhã?Tão logo soube de nossa preocupação, o doador colocou-se prontamente à nossa disposição, pelo que somos gratos até hoje. Em razão da prematuridade,o bebê necessitou permanecer internado por sessenta dias em UTI, na URPE ,conceituada clínica,com competente corpo clínico, à qual devemos a vida de nossa filha.
Com prognóstico reservado quanto à presença de seqüelas neurológicas a serem percebidas em futuro incerto, sofremos angustiante espera. Apesar de ser médico, pude sentir na carne o que vários pacientes já passaram nas garras diabólicas de certos planos de saúde. Na ocasião, fui ao departamento médico da felizmente extinta Golden Cross Assistência Internacional de Saúde, inúmeras vezes para tentar ser reembolsado pelos pagamentos por mim efetuados, tendo ouvido de um "colega" que eu deveria dar graças a Deus, pelo que o plano iria me pagar, como se fosse um grande favor.Tive vontade de torcer o seu pescoço, tamanha a revolta.Graças a Deus ,deveria ele ter dado por eu ter ficado apenas com vontade. Só me pagaram o que deviam,após ameaçar escrever para os jornais. Que máfia!
Após uma longa expectativa, meses depois, temeroso, confirmei, com a consulta à vários especialistas, o que mais temia.
"Sua filha apresenta lesões neurológicas graves, mais conhecidas, por Paralisia Cerebral."
Várias perguntas foram feitas, sem que ninguém as soubesse responder . Nenhum especialista soube afirmar se algum dia nossa filha falaria, andaria ou teria algum déficit mental. Neste campo, infelizmente, a medicina ainda se encontra na idade da pedra, como pude constatar nas longas horas, passadas em salas de espera de diversas clínicas. Ao perguntar ao diretor de famosa clínica sobre a eficiência de diversos métodos, se havia experiências com animais ou coisa assim, disse ele para mim:
- Não, experiências não foram feitas, mas precisamos ter fé !
Neste dia, ao comentar a respeito do grande movimento em seu consultório, ele disse, com um brilho no olhar, esfregando as mãos; Graças a Deus !
Foi feito intenso tratamento fisioterápico, em clínicas, algumas das quais mais pareciam lojas comerciais. Numa delas, uma fisioterapeuta nos apresentou sua outra colega como "minha sócia". Fazia nos sentir mais fregueses do que clientes. Pagamentos eram efetuados adiantadamente. Mais de uma vez , ouvi a pergunta : "Vocês já pagaram este mês?", antes mesmo da compensação do cheque, num estabelecimento da zona sul,à beira-mar. A sensação que tínhamos, era que havia um cifrão estampado na testa de nossa filha. Várias cirurgias foram feitas, visando corrigir seqüelas ortopédicas.
A primeira delas, numa renomada clínica, num bairro aprazível, onde fomos muito bem tratados, pelo seu proprietário, antigo "colega" de pronto-socorro,que não parava de dizer a todo o tempo - "Você é colega nosso,não se preocupe com o pagamento, pois você é nosso irmão. Além do mais, você tem plano de saúde, para que se preocupar?". Na ocasião, argumentei que o plano só cobria despesas hospitalares e que o pagamento aos médicos seria feito através de uma ridícula tabela . " Ora, deixe disso, você é ou não é nosso irmão ?! " E lá ficamos, cerca de sete dias, após a cirurgia sem a menor necessidade, desconfortavelmente instalados, com nossa filha apenas imobilizada por aparelho gessado. Neste período, fomos visitados por muitas baratas e por diversos especialistas, também sem a menor necessidade, pois fora o incomodo do gesso, nada havia para ser feito. Quando falava a respeito da alta, desconversavam No dia de irmos embora, o "colega" puxou um bloco, colocou em cima da coxa e começou a efetuar suas contas, no melhor estilo de um quitandeiro, com todo o respeito. "Cirurgião-x, anestesista-k, instrumentadora-h, pediatra-g,diárias-f, exames-w; televisão-p, acompanhante-t ; total = $$$$$$$. Por favor, colega, pode deixar o seu chequinho,ao portador,sem cruzar, por obséquio. "Não esquente a cabeça com isso, vá ao seguro e brigue que eles vão lhe pagar tudo",afirmou, cinicamente. Vendo que eu não era tão irmão como dizia, pedi meus recibos, para tentar receber o irrisório reembolso oferecido pelo plano de saúde, que pagava apenas as diárias, integralmente, ao contrário das demais despesas, com as quais meu colega dizia que não devia me preocupar. Aguardo dele, até hoje, os recibos médicos, que de tão insignificante reembolso, desisti de receber. Esta clínica, ainda existe e ganhou muito dinheiro, de governos, através de convênios,fazendo exames de alto custo,por atacado, para prefeituras de todo o estado. Hoje, seu proprietário ainda ostenta um alto padrão de vida, desfilando a bordo de luxuosos carros, apesar de processado pela justiça, por várias falcatruas ,juntamente com diversos figurões, autoridades da saúde de governo já encerrado. Eis aqui a prova do sucesso da parceria imoral entre governo e comerciantes da doença. Deixaram apóstolos espalhados por este Brasil afora. Essa turma fez escola!
Hoje, vários anos após, coleciono mais de dez histórias escabrosas, de pessoas que ficaram quase sem as calças,vítimas da ganância do referido abutre, através dos mais abomináveis expedientes, aproveitando-se da vulnerabilidade dos familiares, por ocasião de dolorosos momentos, vividos na emergência de hospital público, de grande movimento, na Zona Norte. Lá trabalhava, drenando sofrida clientela,por meio de sua nojenta teia de aranha,no centro da qual ficava à espreita,para sugar as vísceras dos incautos,cravando neles suas quelíceras peçonhentas, com grande deleite, obtendo assim,o seu pão de cada dia. O seu nome não precisa ser dito pois a Justiça já está acompanhando a sua atuação.Por outro lado, para mostrar que nem tudo está perdido, não posso deixar de citar o Hospital Adventista Silvestre, como organização modelar, pois em nova cirurgia agiu com perfeição, através da competência do Dr. Victor César, honrando o seu plano de saúde. Posteriormente, tivemos a sorte em sermos atendidos em Brasília,no Hospital Sarah Kubitschek, pela equipe do Dr. Álvaro Nomura, que após sofisticada bateria de exames, desconhecidos da maior parte da população, desaconselhou uma nova cirurgia, apontada por jovem e empolgado profissional do Rio de Janeiro,como indispensável, após custosos testes a serem realizados, por sua indicação, em Chicago, nos EUA.
Pelo atendimento, em Brasília,nada nos foi cobrado,além de nossa filha ter evitado uma cirurgia desnecessária e que a deixaria pior do que estava. Quanto profissionalismo! Quero destacar também a atuação da ABBR, organização séria e da fisioterapeuta Érica Luísa Schlinke,autônoma, que após fazer nossa filha andar, com muletas, depois de um grande trabalho, ao ver o quadro de Jacqueline se estabilizar, recomendou cessar a fisioterapia, para nos poupar um gasto desnecessário, ao contrário de certas clínicas, que sangram o paciente até o último centavo.
Passados alguns anos, havia chegado o grande momento. Nossa filha iria estudar! Acompanhados por amiga da família,ex-aluna, fomos nós, pai e mãe e filha, cheios de esperança, levados à presença da "Irmã" Maria de Assis, diretora de escola religiosa de grande fama, Colégio Sagrado Coração de Maria,localizada logo no início de Copacabana,quase ao lado de nossa casa.Era superiora, não só na função que exercia na confraria, mas de fato, na sua maneira de se relacionar com os outros. Moderna, nem de longe parecia uma irmã de caridade, tal a sua elegância e o seu cuidadoso penteado.Impassível,lembrava mais a Rainha de Copas, da história de Alice,do que Madre Teresa de Calcutá. Após conhecer nossa filha,vendo a nossa vontade em matriculá-la naquela escola, exclamou:
- Impossível, aqui temos escadas !
- Mas, irmã, nós temos uma acompanhante à disposição, só para cuidar da menina !
- Impossível, ela sofrerá demais com o preconceito das outras crianças !
- Mas, irmã, nas outras escolas também existem crianças !
- Impossível, não estamos aceitando matrículas de novos alunos! Se me dão licença, estou atrasada para uma reunião com a irmandade. Vão com Deus, passar bem !
Outras escolas, como a Chez l'enfant, na Urca, ficaram de telefonar para me dar uma resposta, pela qual espero pacientemente, até hoje. Após penosa procura, em inúmeras escolas, onde também nos bateram a porta na cara, já resignados a ter uma filha analfabeta,fomos apresentados à professora, de grande conceito, Yvonne Braga Furtado ( que não é irmã de caridade ),pioneira no bairro da Urca, fundadora de tradicional escola por onde passaram diversas pessoas de grande expressão nacional .(Externato Cristo Redentor) Tal senhora, após uma paciente e demorada avaliação do potencial de nossas filha, disse:
- Senhores, nós aqui temos escadas, como as outras escolas, assim como outras crianças,ricas, pobres, filhas de militares, doutores, porteiros e também domésticas; negras e brancas. Não temos riqueza material, mas em valores morais,somos milionários.Não admito preconceitos, de nenhum tipo. A filha de vocês vai estudar aqui, enquanto eu for viva.Todos os anos a sua sala de aulas será no térreo e terei grande satisfação em desenvolver nela toda a sua capacidade. Esta é a razão da minha vida. Nunca me casei ou tive filhos. Meus alunos são meus filhos ! Olhem lá fora, que família bonita eu tenho. Esta é a minha fortuna!
E assim, passaram-se vários anos e nossa filha, devidamente preparada, tornou-se aluna aplicada, com notável desempenho,tanto na escola quanto no Curso Oxford, do Lido,que a aceitou sem restrições,onde estuda Inglês e Computação,conseguindo ótimas notas.Ao contrário da previsão da "irmã de caridade",nossa filha é ótima aluna,não sofre qualquer tipo de preconceito e é bastante querida por colegas e professores, sendo uma adolescente alegre e cativante.O preconceito mais forte que ela sofreu partiu de onde menos poderíamos esperar.Isto mostra que alguma coisa precisa ser feita para deixar de contemplar certos estabelecimentos de ensino, camuflados de entidades religiosas, com isenções de diversos impostos e benesses fiscais várias,em detrimento de outras escolas sérias, cumpridoras de sua função social embora não dirigidas por "religiosos".Como estamos em tempo de reformas, que tal cortar subvenções,isenções,regimes especiais, etc, desfrutados por pessoas e entidades que nada fazem para merecer isto.Fica também colocado o dedo na ferida,de certas "clínicas", que nada mais são do que arapucas, mantidas às custas de generosas verbas públicas,com a conivência de governos.
Para finalizar, nossa filha,agora com quinze anos de idade anda,com auxílio de muletas canadenses e tem a sua inteligência normal,até mesmo acima da média.A altiva irmã está agora desfrutando da sua desejada aposentadoria,o dono da clínica está às voltas com a justiça, embora como de hábito,bastante próspero e a Prof.ª Yvonne,que nunca visou o lucro,continua à frente de sua escola,lutando com grande dificuldade,tendo como recompensa, basicamente, o amor de pais e alunos e a satisfação pessoal em ter realizado uma grande obra. Desejamos a ela uma longa vida, para continuar a fazer o bem a mais pessoas que tenham a sorte de conhecê-la. Também à Irmã Maria de Assis desejamos uma vida bastante longa acompanhada de lucidez suficiente, para que um dia tome conhecimento do sucesso daquela menininha tão frágil, que na ocasião citada viu ser fechada para si a porta da realização como ser humano. Esperamos que ela possa refletir e mudar, enquanto houver tempo para isso. Assim como desejamos que algumas pessoas mudem, achamos que outras devem permanecer da mesma forma para sempre, como Renato Moreira Rosa, humilde ascensorista do edifício 11, da Rua da Assembléia, que ao ver Jacqueline entrar de muletas, com esforço para permanecer de pé em seu elevador,não só ofereceu seu banco, como teve a iniciativa de comunicar aos demais passageiros, que o elevador iria diretamente para o sétimo andar, sem se preocupar com observações, como a do imbecil anônimo e engravatado passageiro, que exclamou indignado, em alto e bom tom: - Isto não tem nada a ver !
Este pequeno relato mostra as dificuldades sofridas pelos pais de crianças com algum tipo de deficiência, seja física ou mental, que moram no Brasil, mostrando que muita coisa pode e deve ser feita em benefício destas crianças, que muitas vezes, deixam de alcançar a sua plenitude intelectual por encontrar no caminho pessoas desprovidas de qualquer tipo de sensibilidade, verdadeiras pedras humanas.Infelizmente,nem todos os protagonistas desta história real podem ser identificados, pois a simples menção de seu nome poderia provocar náuseas nos leitores.
© 1997 Luis Fernando Knaack de Castilho

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Norueguês Heine Braeck, 33 anos, tatuou um golfinho no ombro direito. Ele perdeu o braço inteiro em acidente numa linha de trem

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Norueguês Heine Braeck, 33 anos, tatuou um golfinho no ombro direito. Ele perdeu o braço inteiro em acidente numa linha de trem.
Um norueguês que perdeu o braço direito em um acidente ainda na infância pensou em uma maneira criativa de modificar a extremidade do membro amputado.
Heine Braeck, de 33 anos, odiava a aparência da ponta de seu ombro direito, única parte mantida após um acidente em uma linha de trem quando ele ainda era criança. Isso até perceber que ela se assemelhava à cabeça de um golfinho.
Ele pediu que um artista norueguês transformasse seu ombro em uma tatuagem 3D. O tatuador Valio Ska conseguiu um resultado surpreendente, segundo mostrou o tabloide britânico “The Sun”.
“Meus amigos acharam muito legal, e eu amei porque agora não preciso mais ficar olhando para este velho calombo”, diz Heine.
Fotos mostrando apenas o ombro de Heine já haviam circulado na internet, porém sem o nome do tatuado nem confirmações de sua veracidade.
O norueguês conta que, quando tinha 13 anos, tentou pegar um atalho por cima de um trem parado, mas que começou a se mover enquanto ele estava no topo.
“Perdi o equilíbrio e só consegui segurar no fio elétrico que ligava o trem, e me ‘fritei’”, lembra. Levado ao hospital após o choque, ele acabou tendo amputado o braço que segurou o cabo durante a queda.
Heine Braeck
Fonte: http://g1.globo.com/

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Acessibilidade nas residências


As casas adaptadas para deficientes físicos, especialmente para cadeirantes, devem respeitar algumas normas. É o caso da residência da atriz e consultora de inclusão de profissionais com deficiência, Tabata Contri, que sofreu um acidente há quase dez anos que a deixou paraplégica. Uma das primeiras medidas que sua mãe tomou na época foi arranjar uma casa nova, que pudesse ser adaptada.
Circulação
Um dos pontos mais importantes para adequação de uma casa para deficientes físicos é o espaço livre para locomoção. “Garantir espaços de circulação amplos, que permitam manobra, circulação, aproximação e alcance dos componentes por usuários de cadeira de rodas é fundamental. Isso inclui portas de pelo menos 80 cm de vão, corredores que permitam manobra de 90° para o acesso aos ambientes, eliminação de gabinetes embaixo de tampos e de mobiliário que possam impossibilitar a livre circulação”, explica a arquiteta Sandra Perito, presidente do Instituto Brasil Acessível, instituição sem fins lucrativos que busca a inclusão social de pessoas com algum tipo deficiência.

Tabata considera essencial ter bastante espaço para se movimentar. “Muitas vezes ando pela casa com a minha cadeira de banho, que é maior e ocupa bastante espaço. Por isso, as portas têm que ser mais largas e tenho que ter uma boa área para manobrar”, conta a atriz.
Já a vereadora Mara Gabrilli, de São Paulo, é tetraplégica e conta que seu apartamento passou por mudanças que priorizaram o espaço: as paredes foram derrubadas para garantir mais mobilidade. Seu banheiro foi todo aberto para ficar de frente para o quarto, que não tem paredes ou móveis que atrapalhem a sua locomoção.
Altura dos objetos
Com relação à altura dos objetos, a arquiteta Karla Cunha aponta a norma ABNT NBR 9050:2004, responsável pelas alturas e medidas para a acessibilidade. Os interruptores, por exemplo, devem ser posicionados entre 0,60 m e 1,00 m de altura.

A atriz dá outras dicas: “o espelho tem que ser inclinado ou deve estar em uma altura adequada. Na cozinha, os armários têm que ser mais baixos e o micro-ondas precisa ficar ao alcance. Além disso, é interessante ter um interruptor ao lado da cama”. Tabata ainda apresenta uma sugestão interessante, principalmente para tetraplégicos: “a luz automática, que acende quando a pessoa entra num ambiente, pode ser mais prática, além de ser ecologicamente correta”. Mara, por sua vez, relata que o olho mágico da porta foi colocado mais embaixo para ficar na altura da sua cadeira.
Sanitários
Para Tabata, o banheiro é a área mais importante da casa em termos de adaptações. A arquiteta Sandra explica: “antes de tudo, a porta deve permitir o acesso por pessoas em cadeira de rodas ou de banho, deve-se prever instalação de barras de apoio para facilitar a transferência da cadeira para o vaso sanitário e para banco no box”.

Ainda segundo Sandra, o ambiente deve ter espaço para giro de pelo menos 180°, para que o cadeirante possa entrar e sair de frente do ambiente. Desníveis na entrada do box devem ser eliminados. Já a arquiteta Karla sugere que as torneiras e lavatórios sejam acionados por alavanca, sensor eletrônico ou dispositivo monocomando

Carros Descontos e Isenção de ICMS e IPI para Deficientes. Adaptados a Venda

15/04/2010 | Guia completo para aquisição de carros com isenção de IPI, ICMS e IPVA para condutores Deficientes.
Carros para deficientes.   Isenção de IPI, IOF ICMS para Deficientes. Adaptados a venda.
1. Deficiente condutor: Isento de IPI, IOF, ICMS, IPVA e rodízio municipal (deficiência física).
2. Deficiente não condutor: Isento de IPI e rodízio municipal (deficiência física e visual).
3. Deficiente não condutor: Isento de IPI e rodízio municipal (deficiência mental e autismo).

ISENÇÃO DE IMPOSTOS PARA COMPRA DE VEÍCULO 0 KM - CONDUTOR (DEFICIÊNCIA FÍSICA)
1ª ETAPA
CARTEIRA NACIONAL DE HABILITAÇÃO: O portador de deficiência física deve se dirigir a uma auto-escola especializada. Se já possuir uma habilitação comum, deve-se renova-la junto ao Detran de sua cidade para que conste a observação de carro adaptado ou automático.
2ª ETAPA
LAUDO MÉDICO PARA CONDUTOR: O portador de deficiência física deve obter este documento no DETRAN, nele o médico irá atestar o tipo de deficiência física e a incapacidade física para conduzir veículos comuns. Neste documento estará indicados o tipo de carro, características e adaptações necessárias.
3ª ETAPA
ISENÇÃO DE IPI E IOF:  É necessário apresentar os seguintes documentos na Delegacia Regional da Receita Federal mais próxima de sua residência:
a) Preencher requerimentos de pedido de isenção de IPI fornecidos pela Receita Federal.
b) Laudo Médico e carteira de habilitação, (duas) cópias autenticadas pelo DETRAN
c) (Duas) cópias autenticadas por cartório dos seguintes documentos: CPF, RG e comprovante de endereço que demonstre consumo ( luz ou telefone fixo).
d) 1 (uma) cópia simples das (duas) ultimas declarações de imposto de renda (ano vigente e ano anterior).
Obs.: Se não for declarante; Apresentar cópia da declaração de Isento (também chamado recadastramento de CPF) ou, se for dependente, levar declaração do responsável legal.
e) Documento que prove regularidade de contribuição a previdência (INSS). Ex: Holerite (destacar campo que informe o valor recolhido para o INSS), Extrato Semestral de Aposentadoria (caso esteja aposentado) ou no caso de (Autônomo, empresário e profissional liberal) declaração do INSS que demonstre recolhimento mensal chamada de DRSCI obtido pela internet no site www.dataprev.gov.br ou direto em uma agencia da Previdência Social.

 Obs.: Caso não se enquadre em nenhuma das situações acima, preencher declaração sob as penas da lei de não contribuinte do INSS. Dica: Para Conseguir os requerimentos de IPI, acessar internet a página da Receita Federal (instrução normativa 607)


4ª ETAPA
ISENÇÃO DE ICMS (CONCEDIDA APENAS PARA DEFICIENTES CONDUTORES HABILITADOS): é necessário apresentar os seguintes documentos no posto fiscal da Secretaria da Fazenda da área de sua residência.
a) Kit de requerimento de isenção de ICMS assinado com firma reconhecida, conseguido no posto fiscal da Secretaria da Fazenda.
b) 1 Laudo médico (DETRAN) original e carteira de habilitação autenticada pelo DETRAN.
c) 1 (uma) cópia autenticada por cartório dos seguintes documentos: CPF, RG e comprovante de endereço que demonstre consumo (água, luz ou telefone fixo).
d) Carta do vendedor, (que será emitida pela montadora que fabrica o carro escolhido). Este documento é fornecido pela concessionária onde será efetuada a compra.
e) Cópia simples da última declaração de Imposto de Renda (Ano vigente).
f) Comprovantes de capacidade econômica financeira: Exemplo: Holerite, extrato de poupança, aplicação ou documento do atual veículo que será vendido e usado como parte de pagamento.
5ª ETAPA
ISENÇÃO DE IPVA (CONCEDIDA APENAS PARA DEFICIENTES CONDUTORES HABILITADOS): Esta isenção só será encaminhada quando veículo zero ou usado estiver devidamente documentado em nome da pessoa portadora de deficiência física. É necessário encaminhar os seguintes documentos no posto fiscal da Secretaria da Fazenda da área de sua residência:
a) Preencher Kit de requerimento em 3 vias de isenção de IPVA
b) Laudo médico (uma cópia autenticada)
c) 1 (uma) cópia autenticada do RG, CPF, comprovante de residência (água, luz ou telefone fixo), carteira de motorista, certificado de propriedade e licenciamento do veículo frente e verso. (Obrigatoriamente em nome do deficiente)
d) 1 (uma) cópia da nota fiscal da compra do carro.(Somente para 0km).
e) Cópia autenticada da nota fiscal do serviço de adaptação do seu veículo (caso seja necessária alguma adaptação).
f) Declaração que irá possuir apenas um veículo com a isenção de IPVA
Obs.: No caso de possuir mais de um veículo em seu nome, só será aceita a isenção de apenas um veículo, ficando o demais sujeito ao pagamento normal do tributo.
Isenção de multas (referente ao rodízio): O portador de deficiência física pode rodar todos os dias com seu veículo, independente da restrição colocada a finais de placas pelo rodízio municipal. Deve-se cadastrar o veiculo ao órgão competente, evitando que as multas sejam cobradas.
Para São Paulo deve-se cadastrar junto ao seguinte órgão:
• CET (Companhia Engenharia de Trafego): tel – 3030-2484 / 3030-2485 a) Preencher requerimento para autorização especial fornecido pela CET.
b) Copia Autenticada do laudo medico e CNH (DETRAN)
c) Cópia simples do RG
d) Cópia autenticada do documento do veiculo CRLV
e) Encaminhar via sedex ou pessoalmente para Rua do Sumidouro 740 – Pinheiros, São Paulo, cep: 05428-010. Aos cuidados do DSV – departamento de autorizações especiais.
Dica: Para conseguir o requerimento acessar o site www.cetsp.com.br.


ISENÇÃO DE IPI - NÃO CONDUTOR (DEFICIÊNCIA FÍSICA E VISUAL)
É necessário apresentar os seguintes documentos na Delegacia Regional da Receita Federal.
a) Preencher Kit de requerimentos de isenção de IPI fornecidos pela Receita Federal;
b) Preencher declaração de identificação do condutor autorizado com firma reconhecida em cartório das assinaturas de todos os envolvidos no processo;
c) 1 cópia autenticada do RG, CPF comprovante de endereço, da pessoa portadora de deficiência física, assim como dos condutores envolvidos.
Obs.: No caso de pessoa portadora de deficiência menor de 18 anos e dependente dos pais ou responsável, anexar certidão de nascimento, caso não possua RG e CPF.
d) 2 vias do Laudo médico conforme modelo específico dado pela receita federal a ser preenchido por médico ou oftalmologista (para casos de deficiência visual) credenciado ao SUS (Sistema Único de Saúde), especificando código CID de acordo com o grau de deficiência física ou visual.
e) 1 (uma) cópia simples da Ultima declaração de imposto de renda (ano vigente), e seu respectivo recibo de entrega.
Obs.: Se não for declarante; Apresentar cópia da declaração de Isento (também chamado recadastramento de CPF ) ou, se for dependente ,levar declaração do responsável.
f) Documento que prove regularidade de contribuição a previdência (INSS). Ex: Holerith (destacar campo que informe o valor recolhido para o INSS), Extrato Semestral de Aposentadoria (caso esteja aposentado) ou no caso de ser Autônomo ou possuir empresa no nome,necessitará de certidão negativa de regularidade de contribuição para o INSS . Conseguido com seu contador ou pelo site www.dataprev.gov.br (basta informar o NIT (nº de inscrição do trabalhador))
Obs.: Caso não se enquadre em nenhuma das situações acima, preencher declaração de não contribuinte do INSS fornecido pela Receita Federal.

ISENÇÃO DE IPI - NÃO CONDUTOR (DEFICIÊNCIA MENTAL SEVERA OU PROFUNDA E AUTISMO)
É necessário apresentar os seguintes documentos na Delegacia Regional da Receita Federal.
a) Preencher Kit de requerimentos de isenção de IPI fornecidos pela Receita Federal;
b) Preencher declaração de identificação do condutor autorizado com firma reconhecida em cartório das assinaturas de todos os envolvidos no processo;
c) Curatela do responsável no caso de deficiente maior de 18 anos, que não possua capacidade jurídica.
Obs.: A curatela trata-se de um documento emitido por um juiz de direito que concede responsabilidade jurídica sobre o deficiente mental.
d) 1 cópia autenticada do RG, CPF comprovante de endereço, da pessoa portadora de deficiência física, assim como do curador eleito e dos condutores envolvidos.
Obs.: No caso de pessoa portadora de deficiência menor de 18 anos e dependente dos pais ou responsável, anexar certidão de nascimento, caso não possua RG e CPF.
e) Laudo médico conforme modelo específico fornecido pela receita federal a ser preenchido por médico e psicólogo, (para casos de deficiência mental) credenciado ao SUS (Sistema Único de Saúde), especificando código CID de acordo com o grau de deficiência mental severa ou profunda e autismo.
f) 1 (uma) cópia simples da última declaração de imposto de renda (ano vigente), e seu respectivo recibo de entrega de todas as pessoas envolvidas no processo.
Obs.: Se não for declarante; Apresentar cópia da declaração de Isento (também chamado recadastramento de CPF ) ou, se for dependente ,levar declaração do responsável.
g) Documento que prove regularidade de contribuição a previdência (INSS). Ex: Holerith (destacar campo que informe o valor recolhido para o INSS), Extrato Semestral de Aposentadoria (caso esteja aposentado) ou no caso de ser Autônomo ou possuir empresa no nome, necessitará de certidão de regularidade de contribuição para o INSS . Conseguido com seu contador ou pelo site www.dataprev.gov.br (basta informar NIT (nº de inscrição do trabalhador)
Obs.: Caso não se enquadre em nenhuma das situações acima, preencher declaração de não contribuinte do INSS.
Fonte Guia QuadroRodas
Mais Informações
OBSERVAÇÕES:
- Caso o requerente pretenda efetuar no veículo a ser adquirido as adaptações necessárias a dotá-lo das características especiais adequadas para o seu uso, deverá apresentar, juntamente com o requerimento, termo de responsabilidade em três vias, comprometendo-se a remeter à unidade da Secretaria da Receita Federal e ao revendedor autorizado, no prazo de 180 dias, a contar da data da aquisição, cópia autenticada do registro de licenciamento do veículo, do qual conste que este possui as mencionadas características especiais.
- O não cumprimento das obrigações assumidas nos termos de responsabilidade referidos nos itens anteriores, sujeitará o adquirente ao pagamento do tributo dispensado e demais encargos.
- Para o DEFERIMENTO do pedido é necessário que o contribuinte não apresente pendências relativas a Pessoa Física junto à SRF.
PENALIDADE
A aquisição do veículo com o benefício fiscal por pessoa que não preencha as condições estabelecidas na Instrução Normativa SRF n°220 de 10 de outubro de 2002 , assim como a utilização do veículo por pessoa que não seja portadora de deficiência física, sujeitará o adquirente ao pagamento do tributo dispensado, acrescido de atualização monetária, juros de mora e multa de mora ou de ofício, nos termos da legislação vigente, sem prejuízo das sanções penais cabíveis.
COMPETÊNCIA PARA DEFERIMENTO
A competência para reconhecimento da isenção é do Delegado da Receita Federal ou do Inspetor da Receita Federal de Inspetoria de Classe "A" da jurisdição do domicílio interessado, que poderão subdelegá-la a seus subordinados.
ALIENAÇÃO DO VEÍCULO
A alienação de veículo adquirido por deficiente físico com o benefício da isenção de IPI, se efetuada antes de transcorridos três anos de sua aquisição, dependerá de autorização da Secretaria da Receita Federal, que será concedida se comprovado que a transferência de propriedade dar-se-á a pessoa física que satisfaça os requisitos para o gozo da isenção.
A Secretaria da Receita Federal poderá também autorizar a transferência de propriedade do veículo a pessoa física que não satisfaça os requisitos estabelecidos para a isenção. Neste caso, o interessado deverá apresentar DARF comprobatório do pagamento do IPI anteriormente dispensado, dos acréscimos legais cabíveis, além de cópias das Notas Fiscais emitidas pelo estabelecimento industrial ou equiparado a industrial e pelo distribuidor.
O interessado na alienação do veículo poderá obter junto ao distribuidor autorizado cópia da Nota Fiscal emitida pelo fabricante.
Não se considera alienação a alienação fiduciária em garantia do veículo adquirido pelo beneficiário da isenção, nem a sua retomada pelo proprietário fiduciário em caso de inadimplemento ou mora do devedor.
Considera-se alienação, sendo alienante o proprietário fiduciário, a venda efetuada por este a terceiros, do veículo retomado, na forma prevista pelo art. 66, § 4º, da Lei nº 4.728, de 14 de julho de 1965, com a redação dada pelo art. 1º do Decreto-lei nº 911, de 1º de outubro de 1969.
MUDANÇA DE DESTINAÇÃO DO VEÍCULO
Não se considera mudança de destinação a retomada do veículo pela seguradora, quando ocorrido o pagamento de indenização em decorrência de furto ou roubo, o veículo furtado ou roubado for posteriormente encontrado;
Considera-se mudança de destinação se, no caso do item anterior, ocorrer:
a) a integração do veículo ao patrimônio da seguradora;
b) sua transferência a terceiros que não preencham os requisitos previstos na legislação, necessários ao reconhecimento do benefício;
Considera-se data de aquisição a da emissão da Nota Fiscal de venda ao beneficiário, pelo distribuidor autorizado.
CARACTERÍSTICAS DA NOTA FISCAL
A saída do veículo do estabelecimento industrial dar-se-á da seguinte forma:
I - com isenção do IPI, em se tratando de veículo que já apresente as características especiais adequadas às condições físicas do adquirente;
II - com suspensão do IPI, em se tratando de veículo sujeito à posterior adaptação em oficina especializada, caso em que a isenção do imposto ficará condicionada a que o veículo, antes de licenciado pelo órgão competente, seja adaptado para utilização pelo beneficiário.

Os estabelecimentos industriais ou equiparados a industrial somente darão saída ao veículo com isenção ou suspensão do imposto quando de posse da autorização da Secretaria da Receita Federal (ver no item "Procedimentos", neste menu, a situação descrita "No caso de Deferimento").
OBSERVAÇÕES
- No caso de saída com isenção, deverá ser verificado se as características especiais do veículo correspondem àquelas descritas no laudo de perícia médica.
- Nas Notas-Fiscais de venda do veículo, tanto do fabricante para o distribuidor, como deste para o consumidor final, deverá ser inserida, obrigatoriamente, uma das seguintes declarações:
"ISENTO DO IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS
- Lei nº 8.989, de 1995" , no caso de saída de veículo que já apresente as características especiais adequadas às condições físicas do adquirente, ou
"SAÍDA COM SUSPENSÃO DO IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS
- Lei nº 8.989/95, quando se tratar de saída de veículo sujeito a posterior adaptação em oficina especializada.
PROCEDIMENTOS
NO CASO DE DEFERIMENTO
A autoridade da Secretaria da Receita Federal, se deferido o pleito, emitirá autorização, em três vias, no próprio requerimento, para que o interessado adquira o veículo com isenção ou suspensão do imposto.
As duas primeiras vias serão entregues ao contribuinte mediante recibo aposto na terceira via, que ficará no processo.
As duas vias entregues ao requerente serão por este encaminhadas ao concessionário, com a seguinte destinação:
- a primeira via (com cópia do laudo de perícia médica e do termo de responsabilidade, se for o caso), será remetida pelo distribuidor autorizado ao fabricante;
- a segunda via permanecerá em poder do distribuidor.
OBSERVAÇÕES
- O distribuidor autorizado deverá enviar, pelo Correio ou FAX à autoridade que reconheceu o benefício, até o último dia do mês subseqüente ao da emissão, cópia da Nota Fiscal relativa à aquisição.
- Para o DEFERIMENTO do pedido é necessário que o contribuinte não apresente pendências relativas a Pessoa Física junto à SRF.
NO CASO DE INDEFERIMENTO
O indeferimento do pedido será efetivado em despacho decisório fundamentado.
O requerimento apresentado pelo contribuinte, juntamente com as cópias dos demais documentos, deverão ser anexados ao processo, sendo que os respectivos originais serão devolvidos ao interessado no ato da ciência do indeferimento do pleito.
Se for de interesse do contribuinte, caberá, no prazo de trinta dias contados da ciência do despacho respectivo, a apresentação de contestação endereçada ao Delegado da Receita Federal de Julgamento a que o requerente estiver jurisdicionado.
LEGISLAÇÃO APLICADA
IN SRF 220, de 10 de outubro de 2002. Dispõe sobre a aquisição de automóveis com isenção do IPI, por pessoas portadoras de deficiência física.Ficam revogadas as Instruções Normativas SRF 2 de 2 de Março de 2000 e nº 88 de 08 de setembro de 2000'Lei nº 10.182, de 12 de fevereiro de 2001 http://www.receita.fazenda.gov.br/Legislacao/Leis/2001/lei10182.htm (DOU 14/02/2001). Restaura a vigência da lei 8989/95 até 31 de dezembro de 2003 e amplia os critérios de isenção do IPI na aquisição de veículos movidos a qualquer tipo de combustível, para os deficientes físicos.
Isenção de I.C.M.S.:
CONVÊNIO ICMS 93, de 10 de dezembro de 1999
Altera o Convênio ICMS 35/99, de 23/7/99, que concede isenção às saídas de veículos destinados a pessoas portadoras de deficiência física. O Ministro de Estado da Fazenda e os Secretários de Fazenda, Finanças ou Tributação e o Gerente de Receita dos Estados e do Distrito Federal, na 96ª reunião ordinária do Conselho Nacional de Política Fazendária, realizada em Brasília, DF, no dia 10 de dezembro de 1999, tendo em vista o dispositivo na Lei Complementar nº 24, de 7 de janeiro de 1975, resolvem celebrar o seguinte:

CONVÊNIO
Cláusula primeira - Passa a vigorar com a seguinte redação:
Cláusula primeira do Convênio ICMS 35/99, de 23 de julho de 1999:
"Ficam isentas do ICMS as saídas internas e interestatuais de veículo automotor novo até 1600 cc que se destinar a uso exclusivo do adquirente, paraplégico ou portador de deficiência física, impossibilitado de utilizar o modelo comum, nos termos estabelecidos na legislação estadual."
Cláusula segunda - Este convênio entra em vigor na data da publicação de sua ratificação nacional.
Informações para ter isenção de impostos na compra de carro Zero quilometro:
Isenção de ICMS
(Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)
*Apresentar os seguintes documentos no Posto da Secretaria Estadual da Fazenda mais próximo:
1) Requerimento de Isenção de ICMS (pode conseguir no próprio Posto Fiscal da Secretaria da Fazenda ou junto à concessionária)
2) Laudo médico: uma cópia autenticada e o original
3) Uma cópia autenticada dos seguintes documentos:
3.1) CIC
3.2) RG
3.3) Comprovante de residência (conta de luz ou gás)
3.4) Carteira Nacional de Habilitação
4) Carta de Repasse de Tributos da Montadora (documento fornecido pela concessionária onde a compra foi efetuada)

Informação útil:
Para não ter que pedir várias vezes o Laudo Médico tire várias cópias autenticadas. O original vai ficar no posto fiscal do ICMS, mas o portador de deficiência vai precisar de cópias para pedir isenção de IPVA também. Caso o deficiente não possua carteira de habilitação ainda o procedimento é o mesmo para solicitar isenção de IPI.

Táxis adaptados para cadeirantes em Sampa

Li no dezgra.us sobre uma notícia muito interessante, a disponibilidade de táxis adaptados para o transporte dos cadeirantes na cidade de São Paulo.
Como sempre digo: DEMORÔ!!!
Mas tenho alguns pontos que concordo e discordo com o Paulo:
O grande problema (sempre há um) é que o serviço já começa fadado ao fracasso, já que os motoristas que aceitam esse diferencial não recebem privilégios do governo e, ainda, são atacados pela ignorância dos colegas de trabalho. Os impostos não são reduzidos e não existe apoio financeiro para adaptar o carro, que já tem custo alto devido ao modelo necessário.
CONCORDO, além dos incentivos já oferecidos aos taxistas, quem optasse por um veículo adaptado deveria ter direito a mais incentivos e descontos.
DISCORDO, assim como os ônibus do transporte público adaptados para o transporte de cadeirantes (aqui na minha cidade, todos os “carros” são adaptados) não transportam apenas cadeirantes, ou seja, da mesma forma, o taxista que escolher um veículo adaptado estará ampliando seu leque de clientes ;)
E com certeza essa notícia deveria ser divulgada e também a iniciativa deveria ser copiada por outras grandes cidades.
Táxi Acessível
Solicite por telefone ou agende pela Internet
(11) 3229-7688

http://www.taxiacessivel.com.br

Projeto ‘Basquete para Cadeirantes’ completa 8 anos de atividades

Inclusão social, cuidado com a saúde e melhoria da auto-estima. São esses os principais objetivos do projeto de extensão ‘Basquete para Cadeirantes’, realizado pelo curso de Educação Física do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (Unileste-MG). Coordenado pelo professor Ricardo José Rabelo, com apoio do professor Greidson Caetano de Aquino, que atua como treinador, o projeto completa oito anos no Vale do Aço, com a participação de 25 atletas, além de alunos e docentes do curso.
Com disposição invejável, o grupo compõe-se de portadores de deficiências físicas decorrentes de amputações, lesão medular e seqüelas de poliomielite. Os treinos se desenvolvem às terças e quintas-feiras, de 18h30 às 21h, no ginásio Sesi Ipatinga. Embora participe de campeonatos estaduais promovidos pela Federação Mineira de Basquete em Cadeira de Rodas (FMBC) e, recentemente, tenha sido classificada para participar do Campeonato Brasileiro da 2ª divisão, a equipe não possui patrocinadores, o que preocupa os participantes. “Temos apenas 12 cadeiras, o que impede que todos participem juntos do treino. Além disso, falta verba para viagens e manutenção dos equipamentos, o que dificulta o pleno desenvolvimento do grupo”, ressalta o professor.
Em 2006, o time chegou a conquistar a quinta colocação no Campeonato Mineiro, e o vice-campeonato da ‘1ª Copa Vale do Aço de Basquete em Cadeira de Rodas’, realizada em Ipatinga. Além de participar de torneios e competições, os integrantes do projeto também se apresentam em escolas e clubes do Vale do Aço.

Superação
Apesar dos desafios enfrentados, os atletas do projeto ‘Basquete para Cadeirantes’, se sentem compensados pela participação no time, tanto pelos benefícios físicos alcançados por meio da prática esportiva, quanto pelas oportunidades de convívio e interação social. “Participando do time de basquete, me sinto totalmente integrado à sociedade e evito complicações físicas decorrentes da paralisia. Além disso, com o esporte podemos viajar, conhecer outras pessoas e trocar experiências”, declara Nelson de Menezes Ramos Júnior, aluno do curso de Direito do Unileste.
“A prática do esporte fortalece a composição corporal, melhora o sistema respiratório, ajuda a combater problemas causados pela deficiência e faz com que o atleta se sinta capaz, sem limitações. Esse é o nosso melhor resultado: a superação de possíveis barreiras psicológicas e sociais, decorrentes da deficiência física”, opina Ricardo Rabelo.
Além do trabalho desempenhado por docentes e alunos do curso de Educação Física do Unileste, o projeto ‘Basquete para Cadeirantes’ conta com a colaboração da Associação dos Deficientes Físicos do Vale do Aço (Adefiva) e do Sesi Ipatinga, que cede o ginásio para treinamentos.
Da redação do Plox

O voleibol sentado: uma reflexão bibliográfica e histórica


Apresentação
    Entre os dias 6 e 17 de setembro do ano corrente, a cidade de Pequim sediou a 13ª edição do segundo maior evento esportivo do mundo. Cerca de 4 mil atletas, de 150 países, acompanhados de 2.500 guias participaram dos Jogos. Da mesma forma que nos Jogos Olímpicos, os números do evento impressionam. Cerca de 1, 5 milhão de ingressos foram vendidos, todos eles mais baratos do que os ingressos dos Jogos Olímpicos. Com tudo isso, a prática de atividade física e esportiva para qualquer pessoa é importante, pois promove ganhos na área da saúde, como a melhoria da qualidade de vida, autonomia, a melhoria das condições organo-funcional, melhoria na força, resistência, velocidade, coordenação motora, equilíbrio, possibilidade de acesso à prática do esporte como lazer, reabilitação e competição; quanto ao âmbito social, fazendo com que haja a socialização com outros grupos, a vivência de situações de sucesso e superação de situações de frustração. Para os portadores de necessidades educativas especiais (PNEEs), a prática de atividade física é ainda mais importante, porque além de auxiliá-los na sua reabilitação, através de exercícios que desenvolvam a sua agilidade, o aprimoramento da coordenação motora para a realização de movimentos do cotidiano (escovar os dentes, etc.), o aumento da sua força muscular, melhorando assim a sua auto-estima, diminuindo a sua idéia de incapaz, valorização do seu eu, evidenciado benefícios tanto na esfera física quanto psíquica. Quanto ao físico, equilíbrio dinâmico ou estático, dissociação de cinturas, de resistência física; enfim, o favorecimento de sua readaptação ou adaptação física global e na esfera psíquica, podemos observar ganhos variados, integração social, redução da agressividade, dentre outros benefícios.
    Os PNEEs ao longo do tempo vêm praticando diversos tipos de atividades físicas que em muito dos casos acabam virando um esporte ao qual eles começam a se dedicar cada vez mais. Dentre tantos os esportes o voleibol passou a ser escolhido por alguns para se dedicar. O voleibol não é um esporte simples de se praticar, pelo contrário é considerado por muitos, um dos mais difíceis e complexos de se praticar e até mesmo de se ensinar. De acordo com Bizzocchi (p. 55, 2004) isto acaba ocorrendo porque “o voleibol é um esporte de complexo aprendizado e sua maior dificuldade reside no fato de envolver habilidades não naturais ou construídas. Como todo esporte, é baseado em gestos específicos, também chamados de fundamentos”. As pessoas estão acostumadas desde pequenas a chutar, lançar etc; e se para elas já é complicado imagine para os PNEEs que têm se superar as suas limitações.
    As fontes de informações utilizadas para a pesquisa, mostram apenas como o esporte traz benefícios para a vida dos PNEEs, como integrá-los junto com a sociedade fazendo com que eles visem seu bem estar físico e mental. Entre as informações coletadas para o trabalho existe uma lacuna na literatura, até o presente momento, estudos mais profundos sobre a importância e até mesmo a prática do voleibol sentado para os PNEEs.
    Sendo assim, o objetivo geral do artigo é realizar um levantamento histórico sobre o voleibol e os PNEEs. E em segundo plano, propor e mostrar como o voleibol pode beneficiar o PNEEs, pois quase não há informações sobre este assunto para auxiliar o profissional de Educação Física que trabalha ou irá trabalhar nesta área. Acreditamos que as próximas análises se torne relevante na medida que, através do levantamento de informações sobre o tema abordado, passa a ser essencial para a elaboração de programas voltados para as necessidades e as expectativas doa PNEEs. Dessa maneira, tem mérito por apresentar uma nova proposta de trabalho para aqueles que atuam com esse público.
    Para orientarmos a discussão, julgamos ser de grande valia levantar alguns questões: Qual a importância da prática do voleibol sentado? Como o voleibol sentado auxilia na integração social dos PNEEs? Quais as dificuldades encontradas pelos PNEEs para realizar a prática esportiva? Como o profissional de Educação Física deve elaborar o seu programa de aulas?
Um pouco da História do esporte no mundo
    Tudo começou quando o homem primitivo sentiu a necessidade de lutar, fugir ou caçar para sobreviver. Assim o homem à luz da ciência executa os seus movimentos corporais mais básicos e naturais desde que se colocou de pé: corre, salta, arremessa, trepa, empurra, puxa e etc.
    Os gregos praticavam os esportes que desenvolviam as qualidades inatas do guerreiro, tal como seja, coragem, ousadia, resistência e confiança em si mesmo. Entre muitos exercícios salienta-se de uma maneira especial: Corridas a pé,1 as quais formavam a base dos exercícios de destreza e agilidade, com o objetivo de aplicá-lo as corridas de touros. Pugilismo, parecido com o box, dos dias atuais, no qual era permitido golpearem-se tanto com os pés, como os punhos. Os atletas já, nessa longínqua época, eram divididos em categorias. Combate de gladiadores, este combate, levado a efeito no próprio local do sacrifício ao culto a Minotauro, em que se sacrificavam vítimas humanas (escravos ou prisioneiros), do qual o vencedor obtinha a liberdade, e o vencido era sacrificado, costume esse encontrado na Grécia primitiva, como herança da civilização cretense, e, mais tarde, em Roma como herança da Grécia, quando a conquistaram. (GRIFI, 1989, p.161)
    Roma se desenvolveu numa terra onde já havia duas civilizações magníficas: a dos Etruscos, ao Norte e a dos Gregos, ao Sul. O exercício visava a preparação militar, primeiramente, o soldado era utilizado para defender Roma, mais tarde, na conquista territorial. Tipos de exercícios praticados: marchas, saltos, corridas, arremesso de dardo como caráter militar, arremesso de disco, esgrima, lutas, pugilismo, exercícios eqüestres e natação no Rio Tigre. O remo surgiu no decorrer das guerras púnicas. A marcha e a corrida eram praticadas no Lácio e serviam de base no adestramento do guerreiro. A luta e o pugilismo oriundos dos etruscos deixaram fortes traços na atividade física romana.
    Na idade média o homem passou a utilizar o esporte para alcançar “fins étnicos sociais e higiênicos”. Segundo os fins étnicos, os exercícios eram de grande valia, enquanto a formação disciplinar e civil do homem. Fins sociais, enquanto os exercícios fortificavam os corpos, era de principal importância para o caráter militar e assim o jovem poderia ser de grande serventia a pátria. Fins higiênicos, nesse aspecto a Educação Física e a Medicina andaram de mãos dadas, a principal importância para uma boa saúde era ter um corpo bem robusto e o organismo forte (GRIFI, 1989).
    A história do esporte mais recente veio através dos EUA com a criação, desenvolvimento e regulamentação de vários esportes, sendo criado instituições e grupos de incentivos. Com a guerra veio a historia do baseball, a primeira turma assalariada foi “cincinnati Red Stocking” que atravessou o país vencendo todos os seus oponentes em 1869. O tennis chegou a América em 1874 e em 1881 foi criada a United States Law Tennis Association. E em 1888, é fundada a “St. Andrew Golf Club of New York” primeira instituição para regulamentar o jogo de golf. Na Y.M.C.A em 1891 foi criado o basquete. O vôlei foi criado em 1895, pelo americano na Y.M.C.A , o primeiro nome deste esporte que viria se tornar um dos maiores do mundo foi minnonette (ACCIOLY, 1989, p. 147-149).
    No Brasil as primeiras atividades físicas começaram com os Índios, com a caça e a pesca, a luta e o uso do arco e flecha e do tacape, a canoagem, a marcha e acorrida, a dança, a natação e o mergulho. Os Índios possuíam bastante força e extraordinária resistência a fadiga, que lhes permitiam deslocarem-se a grande distância, transportando de maneira veloz, cargas pesadas em plena selva.
    No longo período colonial, as primeiras atividades desportivas imitavam velhos costumes medievais, em algumas festividades públicas, realizavam-se os jogos de argolinhas, as cavalhadas e as touradas2 (RAMOS, 1983, p.291).
    Criada na senzala, sobretudo no Rio de Janeiro e na Bahia, surge à capoeira, rixa3 ardilosa e cheia de recursos, impregnada de criatividade e rimo e que nos últimos tempos vem sendo reconhecida como uma luta de enormes recursos (ibidem). No Rio de Janeiro, nos trinta ou quarenta anos que precederam a Proclamação da República, realizavam-se, no mar provas rústicas de natação, patinação e peteca. Nos primeiros anos do século XIX surgem muitos clubes de futebol, como o Fluminense, o América, o Botafogo, o Bangu, etc, mais tarde em uma multiplicidade de atividades os desportos começaram modestamente a ganhar terreno. Nos últimos anos do século XIX, o desporto começou a despertar o interesse da mocidade, e em 1893, a Associação Cristã de Moços implantou novas atividades no Rio de Janeiro e em São Paulo, como o basquete, o vôlei e a ginástica calistênica.
    No dicionário Aurélio Ferreira (1985, p.199) temos como seu significado de Esporte: “1- O conjunto dos exercícios físicos praticados com método, individualmente ou em equipe. 2. Qualquer deles. 3. Entretenimento”.
    Com base em Gunther Lüschen, Kurt Weis e Jean-Marie Brohm apud Betti (1997) podemos definir esporte como uma ação social institucionalizada, convencionalmente regrada, que se desenvolve, com base lúdica, em forma de competição entre duas ou mais partes oponentes ou contra a natureza, cujo objetivo é, por uma comparação de desempenhos, designar o vencedor ou registrar o recorde, sendo seu resultado determinado pela habilidade e pela estratégia do participante, e é para este gratificante tento intrínseca (prazer, auto-realização, etc) como extrinsecamente.
    Segundo Canfield e Reis (1998), as manifestações esportivas (impregnadas de jogo) podem ser distinguidas sob duas vertentes: uma forma lúdica, onde jogar é o elemento fundamental de filiação e realização, e uma forma universalmente mais elaborada, sofisticada, discriminativa, onde se sobressaem os expoentes, os campeões. Campeões estes comparáveis aos grandes gênios da música, da dança, das artes plásticas, do teatro, e que têm, no movimento humano, o meio de expressão. O esporte pode ser encontrado em diversos lugares como: escola, clubes esportivos, ruas, parques, tendo como conseqüências à violência, a mídia especializada, os materiais, as roupas, os equipamentos, envolvendo milhares de pessoas. Deve-se destacar também que o esporte pode ser praticado por diferentes pessoas, com diversas idades, tendo vários objetivos com a sua prática, sejam ele de competição, de lazer ou aprendizagem escolar.
O esporte e a Educação: aspectos convergentes
    O esporte é um elemento fundamental na educação do homem desde a Idade Antiga, mesmo com o passar do tempo o esporte ainda influencia muito na moral dos cidadãos.
    A expansão do esporte moderno, um dos fenômenos sociais mais significativos dos últimos tempos, impulsionada pelas transformações sociais ocorridas no século XIX, acompanhou toda a evolução tecnológica e dos costumes do século XX e chega ao novo milênio atingindo uma dimensão ímpar pela sua abrangência dos campos político, econômico, cultural e educacional (KORSAKAS, 2002).
    A prática esportiva como instrumento educacional visa o desenvolvimento integral das crianças, jovens e adolescentes, capacita o sujeito a lidar com suas necessidades, desejos e expectativas, bem como, com as necessidades, expectativas e desejos dos outros, de forma que o mesmo possa desenvolver as competências técnicas, sociais e comunicativas, essenciais para o seu processo de desenvolvimento individual e social (LISTELLO, 1979). O esporte, como instrumento pedagógico, preciso se integrar às finalidades gerais da educação, de desenvolvimento das individualidades, de formação para a cidadania e de orientação para a prática social. O campo pedagógico do Esporte é um campo aberto para a exploração de novos sentidos e significado, ou seja, permite que sejam explorados pela ação dos educandos envolvidos nas diferentes situações (GALATTI, 2006). Segundo a afirmação de Brotto (2001), o esporte é um fenômeno de natureza educacional, onde este tenta interagir o esporte com a educação, como um meio de sociabilização, favorecendo o desenvolvimento do espírito comunitário. Sendo assim, a educação é representada através do esporte, de acordo com os seguintes itens: o esporte pode cooperar no desenvolvimento da capacidade de ação; o esporte pode ser importante para a atividade motora cotidiana; o esporte contribui para a dimensão social da capacidade de ação; o esporte pode ser importante para a relação com a saúde e o bem estar; o esporte pode oferecer um modelo compreensível da realidade social; o esporte adquire um significado crescente na configuração da vida dos indivíduos; e o esporte oferece inúmeras possibilidades de movimentos significativos, oportunidades de recreação e realizações estéticas.
    Os Parâmetros Curriculares Nacionais, PCNs (BRASIL, 1997) para a Educação Física sugerem como valores dentro do processo educacional, atitudes relacionadas à inclusão, autonomia, cooperação e diversificação. Tais diretrizes podem nos remeter ao esporte, desde que o entendamos enquanto um fenômeno sócio-cultural com caráter educacional. O esporte nos oferece a possibilidade de formar cidadãos conscientes e participativos e viabilizando a idéia dos esportes coletivos, estes proporcionam situações e problemas a serem solucionados por um grupo, tal qual num convívio social além do esporte.
    O esporte está inserido na multiplicidade das ações, seja, no jogo informal dos finais de semana, ou na ginástica das academias, ou das caminhadas ecológicas, ou na dança de salão da terceira idade, ou nas brincadeiras nas praças públicas. O esporte tem espaço para receber toda a gente, sem limites etários ou sociais; com objetivos de alto rendimento ou não; atuando com pessoas normais, dentro dos conceitos de saúde, ou com necessidades especiais (GALATTI, 2006, p.19).
    O esporte pode manifestar-se na escola, nos clubes, nas academias, nas ruas e em qualquer ambiente da sociedade. Sendo reconhecido como promotor da saúde, da educação e da formação humana. Sua representatividade pode se dar formalmente, como transmissão de conhecimentos sistematizados e regras pré-definidas, ou ainda, informalmente, como bem cultural e prazer de quem o pratica (idem, p. 22-23)
A história dos esportes adaptados
    Não se têm relatos sobre os esportes organizados para PNEEs antes do século XX. Pode até ser que alguns desses indivíduos PNEEs, que gostavam muito de esportes usassem a imaginação e começassem a praticar atividades físicas no intuito de serem utilizadas como esporte e com propósitos de terapia para o seu tratamento. (ADAMS et al., 1985).
    Segundo os autores, depois da tragédia que foi a Segunda Guerra Mundial, os soldados que voltaram tinham algum tipo de incapacidade (amputados, paraplégicas etc) e foram considerados heróis em seus países, pois antes da guerra eram ditos como um estorvo para a sociedade e muitas vezes para a sua própria família. A partir dessa guerra os PNEE começaram a ser vistos com respeito e considerados membros normais da sociedade.
    Após a guerra, o esporte foi visto como fator de integração para os PNEEs sendo introduzido em programas de reabilitação pelo Dr. Ludwing Guttmann no Centro de Reabilitação do Hospital de Stoke Mandeville, em 1944. Ele introduziu as atividades esportivas como parte essencial no tratamento médico para a recuperação das incapacidades geradas por lesões medulares, dizendo que este tratamento irá “auxiliar na restauração e manutenção da atividade mental e autoconfiança” (op.cit. p.39). Depois de estudar exaustivamente o gesto esportivo, Guttmann conseguiu fazer com que a prática de atividade física fosse adaptada ao processo de reabilitação, onde buscou novos caminhos para integrar os PNEEs à sociedade, fazendo com que suas capacidades fossem mais bem desenvolvidas através do esporte. Sarrias (1976) concordava com Dr. Guttmann e ressaltava que o esporte pode ser um agente fisioterapêutico atuando na eficácia e na reabilitação social e psicológica ao PNEE, não devendo ser considerada apenas como uma atividade recreativa.
    Em 1948, Guttman introduziu na Europa o primeiro programa organizado de esportes em cadeira de rodas. Os jogos de Mandeville foram fundados para paraplégicos completos e incompletos, onde várias classificações foram feitas de acordo com o grau da deficiência. Hoje em dia estas classificações possuem um padrão para especialistas determinarem onde cada atleta será classificado. Os jogos trouxeram para os PNEE o desenvolvimento da sua autoconfiança, mostrando o benefício na parte psicológica e se tornando assim um grande sucesso.
    A partir daí, ocorreram alguns fatos importantes que devem ser levados em consideração como nos expõe os autores Adams et al (1985):
  • 1952 – primeiros jogos internacionais em Mandeville;
  • Final da década de 50 – inícios da participação da América do Sul nos esportes para PNEE, através da fisioterapeuta Srta. Monica Jones;
  • 1956 – reconhecimento do Dr. Guttmann pelo Comitê Olímpico Internacional;
  • 1957 – primeiros jogos internacionais nos Estados Unidos, organizados por Ben Lipton (diretor de uma escola pública para os PNEE nos EUA);
  • 1958 – surge a National Wheelchair Athletic Association, estabelecendo regras e regulamentos para todos os esportes de cadeira de rodas nos Estados Unidos, com exceção do basquetebol por possuir sua própria associação nacional.
    Com a evolução do esporte nos Estados Unidos, fizeram com que conseguissem participar de competições internacionais. O Sr. Lipton conseguiu financiamento junto à cooperação de interesses individuais, organizacionais e de equipes, inclusive dos próprios participantes. Como resultado direto desses esforços financeiros, o Sr. Lipton conseguiu organizar e fundar a Fundação Americana de Esportes em Cadeira de Rodas, onde suas propostas foram: 1) Estimular pessoas deficientes a usar cadeira de rodas e a participar de atividades esportivas, aumentando a participação em esportes e atividades recreativas nos EUA; 2) Estimular o crescimento das relações entre os Estados Unidos e outras nações e; 3- solicitar e angariar fundos para estes propósitos. (ADAMS et al, 1985, p. 40).
    Essa fundação possibilitou, em 1960, a entrada dos Estados Unidos em competições internacionais e a aproximação dos jogos olímpicos. Imediatamente após as Olimpíadas de Roma, a cidade recebeu outros atletas internacionais: os atletas de cadeira de rodas de todo o mundo, que foram recebidos pelo Papa e que realizaram uma competição internacional atualmente denominada Paraolimpíadas (Olimpíadas para paraplégicos).
    A cada quatro anos as Paraolimpíadas são realizadas na mesma cidade imediatamente após os Jogos Olímpicos. Desde as Paraolimpíadas de Roma, em 1960, até as de Tóquio, a Vila Olímpica sofreu e sofre várias modificações na sua estrutura para suprir as necessidades dos PNEEs.
    Em 1967, ocorreu os primeiros Jogos Panamericanos para Paraplégicos, em Winnipeg, no Canadá, onde participaram: Estados Unidos, Canadá, Trinidad-Tobago, Jamaica, México e Argentina. Como resultado desses jogos foi formada uma Associação Canadense de Esporte em Cadeira de Rodas, mais ajudou no desenvolvimento dessa atividade nos Eua. Além disso, “um conselho panamericano (sic) foi organizado com a função de organizar uma competição a cada dois anos em países da América do Norte e do Sul, de modo a desenvolver a participação dos países do continente nos esporte de cadeira de rodas”. (ADAMS et al, 1985, p. 39).
    O esporte para os PNEEs possibilita a eles: benefícios da prática regular de atividade física, oportunidade de testar seus limites e potencialidades, prevenir doenças secundárias à sua deficiência e promove integração social. Para MONTANDON (1992) integrar, através do esporte, seria a quebra de determinadas barreiras; proporcionando-lhes autonomia, independência e autoconfiança, necessários para a sua vida em sociedade. Quando não há a prática de esportes, a maioria deles tende a se marginalizar, evitando-se expor. É corrente entre eles a idéia errônea de que a ginástica e o esporte lhes são nefastos ou perigosos, ou, no mínimo, que para eles está fora de cogitação a prática de exercícios físicos.
    A escolha de uma modalidade esportiva depende de vários fatores, como: as oportunidades oferecidas aos PNEE; suas preferências esportivas; locais adequados; estímulo e respaldo familiar; profissionais capacitados; dentre outros. As modalidades esportivas para os PNEE baseiam-se na classificação funcional e atualmente há uma grande variedade de modalidades. Dentre elas se destacará nesta pesquisa o voleibol que tem como característica: ser praticado por atletas lesados medulares que participam da modalidade de voleibol sentado e os amputados, que participarão da modalidade em pé.
    Os jogos, esportes e atividades físicas adaptadas às necessidades dos PNEEs surgiram ao fim da Segunda Guerra Mundial. Os veteranos tinham mais interesse por esportes, jogos e atividades físicas, em comparação a antes dos seus ferimentos. De acordo com Adams et al (1985), a história se inicia com o interesse pelos programas adaptados que estão crescendo cada vez mais. E de como a terapia junto com a alegria e a recreação, se tornam fundamentais no tratamento dos PNEEs.
    No início as primeiras adaptações se deram devido às necessidades encontradas pelos PNEEs, através da imaginação dos mesmos. Com isso, os profissionais e os PNEE envolvidos nos programas de reabilitação, começaram a explorar possibilidades dos esportes, jogos e atividades em relação aos incapacitados.
    A participação em esportes e jogos adaptados às suas possibilidades confere ao indivíduo a oportunidade de desenvolver o seu condicionamento físico, de se dedicar à atividade de lazer, de se tornar mais ativo, de aprender habilidades para poder se ocupar nas horas vagas e de colher experiências positivas no grupo e no ambiente social. (idem, p. 218).
    Muitas pessoas se perguntam o que é para os PNEE participar destes jogos e esportes adaptados e muitos têm como resposta à satisfação de conseguir suprir as suas necessidades básicas, outros querem apenas atender suas necessidades terapêuticas através da sua reabilitação. Os esportes devem ser regulamentados de modo a atenderem às necessidades do grupo. As regras são modificadas no sentido de diminuir a velocidade do jogo, compensando a diminuição da mobilidade dos participantes. As adaptações ocorridas na estrutura do jogo tornam-se necessárias para livrar os jogadores das restrições impostas pelas regras normais.
    De acordo com Adams et al (1985) para conseguir os resultados almejados, torna-se necessário criar uma situação dentro da qual seja possível analisar um jogo simples. Antes de proceder à adaptação, propriamente dita, de jogos e atividades, o orientador do programa é obrigado a analisar quatro fatores que se referem aos participantes em questão. São eles: as condições físicas; o meio de locomoção (marcha independente, cadeira de rodas etc); acuidade visual e; a capacidade de se comunicar e nível intelectual.
    Para conseguir uma adaptação em algum jogo ou atividade para PNEE, deve-se levar em consideração alguns critérios, a saber: se a atividade proporcionará a integração em grupo; deve-se ou não utilizar “ajudantes” para a realização das atividades feitas pelos PNEE; utiliza-se ou não algum tipo de equipamento para auxiliá-los durante a atividade; a adequação de algum movimento utilizado especificamente naquele exercício; o estabelecimento de algumas regras adaptadas para melhor entendimento do esporte.
O voleibol: a sua história
    O voleibol é considerado um dos esportes de mão mais difícil de ser bem jogado, pois possui particularidades em sua prática como: toque particular na bola; regras que limitam o número de passes; seu campo com pequena dimensão e dividido igualmente por um plano vertical (rede); seu objetivo de jogo (a bola tem que passar a rede e tocar o solo adversário); seu sistema de rotação obrigatório; seu tempo limitado em cada set (25 pontos e 15 pontos no último e decisivo set).
    O voleibol é um esporte que exige muita atenção (contínua na bola e nos jogadores, tanto companheiros quanto adversários). Desenvolve rapidez nos gestos e do raciocínio e pelos movimentos que exige. Dependendo do modo como é dado pode ser considerado um jogo ou um esporte.
    O voleibol surgiu em 1895, apresentado por William George Morgan na ACM de Holioke, Massachussets. Apresentado como um jogo de rebater chamado de minonette. “A rede de tênis foi elevada a aproximadamente 1,98m (um pouco acima da cabeça de um homem de estatura normal), a câmara da bola de basquetebol serviu de elemento do novo jogo e foram elaboradas dez regras básicas” (BIZZOCCHI, 2004, p.3). Os praticantes solicitaram que a bola fosse trocada, pois o peso da câmara dava lentidão ao jogo. Assim, a empresa A.G. Spalding & Brothers fabricou a pedido de Morgan uma bola especial, com um peso intermediário a da câmara e a da bola de basquete. Após vários testes, chegou-se a um modelo semelhante ao utilizado hoje em dia.
    A idéia do Dr. A. T. Halstead de chamar esse novo esporte de volleyball foi aceita, já que a bola permanecia em constante voleio sobre a rede. A partir daí,
    [...] o voleibol foi rapidamente difundido pelas ACMs vizinhas. Springfield e Nova Inglaterra incluíram-no no programa de atividades físicas como um novo e interessante jogo recreativo. Em julho do mesmo ano, J. Y. Cameron, da ACM de Buffalo, Nova York, publicou na revista Physical Training um artigo intitulado ‘O original jogo de voleibol (idem, p. 4).
    O esporte tomou grande impotência que o governo norte-americano o introduziu nos programas de educação física escolares. Em 1922, ocorre o 1º Campeonato Nacional entre as ACMs, em Nova York. Em 1928, é fundada a Associação de Voleibol dos Estados Unidos (USVBA), com 22 associações filiadas, promovendo vários torneios. O primeiro periódico exclusivo do voleibol e de alcance internacional foi lançado nos Estados Unidos em 1940 com o nome National Volleyball Review - rebatizado algum tempo depois como International Volleyball Review, incluindo notícias e resultados de jogos de todo o mundo. (BIZZOCCHI, 2004).
    Em 20 de abril de 1947, é fundada a Federação Internacional de Volleyball (FIVB), onde teve como seus fundadores: Brasil, França, Itália, Checoslováquia, Estados Unidos, Bélgica, Turquia, Israel, Holanda, Portugal, Romênia, Uruguai, Líbano e Polônia. Só em 1962, que o voleibol foi aceito como esporte olímpico pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), incluindo-o nos Jogos Olímpicos de Tóquio (1964).
    Todas as equipes já empregavam a infiltração como recurso tático. No plano técnico, a manchete era permanentemente utilizada para receber o saque; as técnicas de rolamento foram aperfeiçoadas por Hirofumi Daimatsu, treinador da seleção japonesa feminina, campeã dos Jogos de Tóquio (BIZZOCCHI, 2004, p.8-9).
    Existem controvérsias em relação ao surgimento do voleibol no Brasil. Alguns pesquisadores informam que foi em Pernambuco (1915), no Colégio Marista de Recife; enquanto outros dizem que foi na ACM de São Paulo (1916) – sendo que nesta data há registros fotográficos. No início só as ACMs que praticavam, mas com o passar do tempo e com a grande divulgação do esporte, outras instituições passaram a praticar. Em 1942, há a criação da Federação Paulista de Voleibol. Em 1944, ocorre o 1º Campeonato Brasileiro. A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) aparece em 9 de agosto de 1954.
    Em 1982, nas Olimpíadas de Los Angeles o Brasil consegue chegar a final mais acaba perdendo para os Estados Unidos. Os jogadores que disputaram esta partida ficaram conhecidos como a “Geração de Prata”. Já em 1992, nos Jogos Olímpicos de Barcelona, o Brasil finalmente consegue conquistar a tão sonhada medalha de ouro, vencendo os holandeses na final. Em 2004, a Seleção Masculina de Voleibol conquista a segunda medalha de ouro na história dos Jogos Olímpicos.
    “O vôlei de praia chegou aos Jogos Olímpicos em 1996 e, comprovando a superioridade nos torneios em todo o mundo, o Brasil teve duas duplas na final feminina. Jaqueline e Sandra Pires venceram Mônica e Adriana Samuel” (BIZZOCCHI, 2004, p.25). Continua o autor, “A Confederação Brasileira de Voleibol recebeu da FIVB um prêmio que considerou o Brasil um país com o melhor voleibol do planeta, graças aos resultados conquistados pelas diversas categorias masculinas e femininas” (p.27).
Voleibol para deficiente – Voleibol Sentado4
    O primeiro clube esportivo para deficientes foi inaugurado na Holanda no final de 1953. Athletics e Sitzball, originários da Alemanha, foram os primeiros esportes. Logo em seguida foi percebido que o Sitzball, que é jogado sentado no chão, era muito passivo e eram necessários esportes mais movimentados.
    Em 1956, o Comitê Alemão de Esportes apresentou um novo jogo chamado Voleibol Sentado, uma combinação do Sitzball e do voleibol. Desde então o voleibol sentado tornou-se um dos esportes mais praticados em competições não só de deficientes na Holanda, mas também por competidores de voleibol não deficientes, mas com lesões no tornozelo e joelho.
    Ocorreram competições internacionais desde 1967, mas apenas após 1978 a International Sports Organisation for the Disabled (ISOD) aceitou o voleibol sentado no seu programa. Na Paraolimpíada de Toronto, em 1976, o voleibol sentado teve jogos de exibição. Quatro anos depois, este importante esporte coletivo foi incluído no programa de competições dos Jogos Paraolímpicos de Arnhem, Holanda, com a participação de sete seleções.
    O primeiro torneio internacional – sob o comando da ISOD – foi realizado em 1979 em Harlem (Holanda). Em 1980, este esporte foi aceito como um esporte paraolímpico com a participação de sete equipes. O desenvolvimento internacional pode ser considerado “barulhento”. Clínicas estão sendo organizadas por todo o mundo, campeonatos mundiais, europeus e ligas regionais são organizadas anualmente.
    Desde 1993, ocorrem campeonatos mundiais da modalidade tanto no masculino como no feminino. Até os Jogos Paraolímpicos de Sydney-2000, o voleibol paraolímpico era dividido entre a categoria sentada e em pé. A partir de Atenas, só haverá disputas com atletas sentados, por decisão do Comitê Paraolímpico Internacional-IPC. Esta será a primeira vez em que as mulheres participam da competição. No vôlei Sentado, o Brasil nunca participou de uma Paraolimpíada.
    Este se tornou um dos mais importantes esportes em equipe na Paraolimpíadas. Este é um esporte rápido, excitante e procurado por muitos, que pode mostrar as habilidades atléticas dos atletas deficientes.
    O voleibol sentado tem o potencial de crescer como um esporte onde os deficientes e não-deficientes podem participar com um alto nível técnico.
Algumas diferenças entre as Regras do Voleibol Sentado e o Voleibol

Voleibol Sentado
Voleibol
1 - O tamanho quadra de jogo mede 10m x 6m
1A - O tamanho quadra de jogo mede 18m x 9m
2 - As linhas de ataque são desenhadas a 2m de distância do eixo da linha central.
2A - As linhas de ataque são desenhadas a 3m de distância do eixo da linha central.
3 - A rede tem 6.50 a 7.00m de comprimento e 0.80 de largura.
3A - A rede tem. 9,50 a 10.00m de comprimento e 1m de largura.
4 - A altura da rede é de 1.15m para homens e 1.05m para mulheres. As antenas estendem-se 100cm acima do bordo superior da rede.
4A - A altura da rede é de 2.43 para homens e 2.24 para mulheres. As antenas estendem-se 0.80cm
5 - O equipamento dos jogadores no Voleibol Para-olímpico pode incluir calças compridas. Não é permitido sentar sobre material espesso. Não é necessário ter número nos calções ou calças.
  
6 - Uma equipe consiste de no máximo 12 jogadores incluindo de no máximo 2 jogadores classificados como “inabilidade mínima”, um técnico, um assistente técnico, um preparador físico, e um doutor médico.
- Os seis jogadores em quadra podem incluir no máximo um jogador com “inabilidade mínima”.
6A - Uma equipe consiste de no máximo 12 jogadores, um técnico, um assistente técnico, um preparador físico, e um doutor médico.
7- As posições dos jogadores em quadra são determinadas e controladas pelas posições dos seus glúteos. Isto significa que a(s) mão(s) e / ou perna(s) dos jogadores podem estender-se na zona de ataque (jogador da linha de fundo no golpe de ataque), na quadra (sacador durante o golpe do saque), ou na zona livre do lado de fora da quadra (qualquer jogador durante o golpe de saque).
7A - As posições dos jogadores em quadra são determinadas e controladas pelas posições dos seus pés em contato com o solo.
8 - No momento do(a) sacador(a) golpear a bola, ele/ela deve estar na zona de saque e seus glúteos não devem tocar a quadra (linha final inclusive).
8A - No momento do(a) sacador(a) golpear a bola no saque ou decolar (para saque em suspensão), o(s) seus pé(s) não devem tocar a quadra (linha de fundo inclusive). Após este golpe, o sacador pode pisar ou aterrissar fora da zona de saque ou dentro da quadra.
9 - Tocar a quadra adversária com pé(s)/pernas é permitido em qualquer momento durante o jogo, desde que o jogador não interfira com a jogada do oponente. O jogador deverá retornar com o(s) pé(s)/pernas diretamente para sua própria quadra.
- Contatar a quadra adversária com qualquer outra parte do corpo é proibido.
9A - Tocar a quadra adversária com a mão ou pé(s) é permitido desde que alguma parte de suas mãos e pés permaneçam em contato ou diretamente acima da linha central.
- Contatar a quadra adversária com qualquer outra parte do corpo é proibido.
10 - Aos jogadores da linha de ataque é permitido completar um golpe de ataque do saque ao adversário, quando a bola estiver na zona de ataque e completamente acima do topo da rede.
10A - Completar um golpe de ataque do saque do adversário é falta, quando a bola estiver na zona de ataque e completamente acima do topo da rede.
11 - Um jogador de defesa pode realizar qualquer tipo de golpe de ataque de qualquer altura, desde que no momento do golpe os glúteos do jogador não toque ou cruzem sobre a linha de ataque.
11A - Um jogador de defesa pode realizar um golpe de ataque, exceto: a) os seus pés contatem ou ultrapassem a linha de ataque na decolagem e, b) no momento do golpe a bola esteja inteiramente acima do topo da rede.
12 - Jogadores da linha de frente estão permitidos de bloquear o saque adversário.
12A - Bloquear o saque adversário é uma falta de bloqueio.
13 - O jogador deve ter contato com a quadra com a parte do corpo entre o ombro e os glúteos em todos os momentos quando tocar a bola. É proibido erguer-se, pôr-se de pé ou dar passadas.
Uma pequena perda de contato com a quadra é permitida para jogar a bola, excluindo-se o saque, o bloqueio e golpe de ataque, quando a bola estiver completamente mais alta que o topo da rede.
  
14 - O primeiro árbitro realiza suas funções de pé no solo no poste em uma das extremidades da rede.
14A - O primeiro árbitro realiza suas funções sentado ou de pé na plataforma de árbitro localizada em uma das extremidades da rede
Sua visão deve estar aproximadamente 50 cm acima da rede.

Integração através do esporte
    Dentro da filosofia em que se fundamentam os direitos humanos é evidente que todos devem ter as mesmas oportunidades de aprender e de desenvolver as suas capacidades para assim alcançar a independência social e econômica, bem como poder se integrar à vida comunitária. Para os PNEEs a adaptação é visível e fundamental em suas vidas, levando em consideração o histórico de sua deficiência e também a independência e autonomia como elementos essenciais. Um portador de necessidades educativas especiais deve ser tratado como uma pessoa qualquer, havendo apenas uma diferença no aspecto motor, e nunca como uma pessoa "deficiente", a limitação em uma característica física não atinge a sua totalidade de ser, contida no conceito de “pessoa deficiente”. Todos da sociedade são orientados por regras e padrões de comportamento, e de valores éticos e estéticos, determinado culturalmente, dentro de um padrão de normalidade, sendo este um conceito estritamente corporal. E a inclusão é um modo da sociedade aceitar estes corpos que estão fora do “padrão”, ocorrendo assim à superação e a compreensão dos ditos “normais” para serem aceitos.
    Os efeitos sociais e psicológicos, que acompanham alguns deficientes podem criar maiores problemas do que a incapacidade física, quando se lida com o deficiente, deve ser dirigido para as qualidades mais similares àqueles de uma pessoa normal. Freqüentemente a aparência física da pessoa deficiente é notadamente diferente às vezes até bizarra, privando -a das atividades normais da vida. Quanto mais diferente for a sua aparência, maior será a possibilidade de o deficiente físico ser alvo de chacotas, de ser ridicularizado, e ser motivo de pena, uma atitude que servirá para aumentar e perpetuar o mórbido conhecimento de sua diferença.
Considerações finais
    A pessoa deficiente é aquela incapaz de assegurar-se por si mesma, total ou parcialmente às necessidades de uma vida individual ou social normal, em decorrência de uma deficiência congênita ou não em suas capacidades físicas ou mentais. Este conceito de deficiente enfoca os limites e a incapacidade e não as possibilidades do deficiente enquanto pessoa. O trabalho realizado nos centros de reabilitação é voltado para o deficiente e não para a sociedade, trabalhando com reflexo social e não com o social propriamente dito. A instituição se fecha em si mesma. O profissional de Educação Física deve estar preparado para trabalhar em diversas áreas, o que às vezes não acontece por causa da sua especialização técnica em determinados desportos. O que este profissional deve procurar são mais informações científico-pedagógicas através de conhecimentos de autores e até mesmo de profissionais que trabalhem com os PNEE para melhor realizar o seu trabalho nesta área. As tarefas principais do professor de educação física adaptada a promover a auto-aceitação e confiança que permitirão à pessoa deficiente desenvolver habilidades e talentos que compensam a sua deficiência física. Ele deve ser persuadido de que todas as tentativas são válidas (NOVAES, 1986.).
Notas
  1. As corridas a pé, o pugilismo e o combate de gladiadores estão em destaque, porque eram os principais esportes praticados pelos gregos.
  2. Jogos de argolinhas, as cavalhadas e as touradas eram jogos típicos da época colonial.
  3. Tipo de luta.
  4. As informações foram extraídas dos sites: da Associação Desportiva para Deficientes e do Comitê Paraolímpico Brasileiro.
Referências
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