Todos querem se envolver, mas ninguém quer se comprometer. Todos querem levar crédito, mas não querem o trabalho.
É incrível como hoje em dia as pessoas gostam menos de compromisso. Geralmente, o desapego às obrigações
se torna mais comum nesse universo em que vivemos e convivemos. Ninguém
é mais engajado em atividades que tomem o tempo ou seja duradouras. E
isso se reflete nas relações humanas. Estar comprometido com algo não é
para qualquer um. Por quê?
Por que estar comprometido toma
tempo, dá trabalho e é difícil. É necessário responsabilidade. E não só
com o trabalho ou carreira, mas também ter responsabilidade com as
pessoas.Certa é a frase “todos querem emprego, mas poucos querem
trabalho”. Afinal, ficar é bem mais fácil que namorar: não precisa
confiar muito ou compartilhar alguma coisa. Basta querer a parte .
E o pior: o que as pessoas querem? Um bom emprego, um amor pra vida,
saúde pra dar e vender, isso quando não são extremamente materialistas e
querem apenas dinheiro, carro, ser famoso, etc. Não importa. Para obter
qualquer coisa nesta ou em outra vida é necessário comprometimento.
Ninguém tem um bom emprego se não se dedicar, seja nos estudos, seja na
rotina de trabalho. Ter um amor, saúde e até ser famoso exige dedicação,
comprometimento. Ninguém chega nos alpes se não escalar.
E pra
complicar mais ainda é que vivemos em uma sociedade que tolera o
“jeitinho brasileiro”. Que acha melhor passar na prova colando do que
perder tempo estudando. Que prefere ter uma paixão para cada dia da
semana do que um amor pra vida inteira. Esse tipo de incoerência, ainda
que incosciente, faz com que sejamos cada vez mais fáceis. Somos
corrompidos por menos, temos mais novos amigos de “infância” e levamos
vantagem com a perda de nossos próprios valores. Só pra lembrar, quem
está a frente deste país não é outro senão um de nós.
Afinal,
precisamos nos comprometer com o futuro, não só nosso mas dos outros
também. “Falar que o meu destino não está ligado ao seu é o mesmo que
dizer que o seu lado do navio está afundando”.
Acho que essa falta de comprometimento se resume no medo que hoje assombra as pessoas.
O medo de se tornar responsável e não conseguir dar conta, de se expor e não ser recompensado, o medo de falhar.
Falta hoje a coragem de se arriscar, de se jogar de coração em busca do
que deseja e acredita independentemente se dará ou não certo.
É mais fácil pensar que dará errado, então, para que tentar?
- O não eu já tenho, então o que me custa arriscar?
Penso que o que anda faltando é a coragem para se arriscar e assumir o risco.
Chamo isto de REGRA DE COMPORTAMENTO ( Saber o que tem que fazer e faze-lo com responsabilidade ).
Pessoas perdem coisas boas por causa da falta de compromisso. Perdem
oportunidades, às vezes únicas na vida, pelo simples fato de se acharem:
despreparadas; novas; imaturas; melhores que o oferecido; incapazes de
dar conta do recado; sem vontade mesmo; e outros tantos motivos. No fim,
tudo se resume a não querer arcar com as conseqüências de uma decisão
tomada.
Então, na vida, tudo que queremos fazer se resume em
projetos. E projetos são compromissos. Se queremos algo, nos mudamos,
nos alinhamos, nos melhoramos, a fim de que este compromisso aconteça.
É complicado entender o que nos faz fugir dos compromissos.
Todos querem se envolver, mas ninguém quer se comprometer.
Autor Desconhecido
sábado, 21 de setembro de 2013
Da importância dos movimentos populares
Os
movimentos populares retornam às ruas do Brasil e pedem justiça social,
melhores condições de trabalho e de emprego, direitos iguais, mostrando
que a democracia se efetiva. Além disso, os movimentos trazem consigo a
função de conscientizar a população de que o governo brasileiro ainda
não sabe lidar com seu povo.
Seja
na marcha pela liberação da maconha, nas lutas dos direitos dos
homossexuais, nas reivindicações trabalhistas – sejam as dos
metalúrgicos, as dos médicos, as dos bombeiros, dos professores – nas
manifestações estudantis por melhores condições de educação e
transporte, o direito máximo de reivindicação e de liberdade de
expressão não foi respeitado. Mais do que isso, o Estado mostrou-se
despreparado para o diálogo e preferiu, sempre, a violência, acreditando
ser ela a melhor maneira de calar o povo brasileiro que volta às ruas.
Para
aumentar ainda a problemática, costumes retrógrados de setores sociais
vêm sendo incomodados pelas manifestações populares. Conquistando
direitos, apontando problemas, questionando condutas, as manifestações
sociais brasileiras deflagram uma casta da sociedade favorável à extrema
direita, rançosa, fascista, que vem a público, lançando mão de velhos
discursos, querendo convencer que calar o povo é proteger a moral e os
bons costumes.
Esses
setores, na figura de seus representantes públicos, acreditam que é uma
conduta moral a de manter uma sociedade sectária, feita para castas e
voltada para o interesse de poucos. Acham que os bons costumes são o
povo apanhar e os eleitos se safarem de seus peculatos, de suas
homofobias, de seus preconceitos de vária ordem e acreditam numa
sociedade pouco democrática, interpretando “ordem” como a nulidade de
reclamação e “democracia” como um governo feito por elites para mandar
desmedidamente nas massas, seja pelo meio que for. Acreditam esses
governantes que cercear a liberdade de escolha – seja ela sexual,
política, religiosa e de comportamento – é a melhor maneira de governar.
Para esta casta fascista, tudo o que não se enquadra, que não é
possível de ser mantido por um poder vertical e dogmático, deve ser
excluído do meio social.
As
manifestações populares têm função importante neste processo: denunciar
estes fascistas e fazer valer a lei que tanto precisa ser lembrada a
todo custo: a de que o Brasil é um país livre, e a liberdade é o
elemento primeiro em um estado democrático de direito e deve ser mantida
a todo custo, nem que para isso seja preciso enfrentar o poder
instituído.
Só com a
volta dos movimentos populares, com o povo novamente nas ruas,
poderemos garantir o estado democrático de direito e acabar de vez com
esta casta que quer voltar aos tempos dos desmandes desmedidos, em nome
de um discurso velho e ultrapassado.
Por
mais que a mídia queira a todo custo convencer a sociedade brasileira
que as manifestações populares são uma mostra de desestabilidade
governamental, tais protestos dão ao Brasil aquilo que há muito o
governo recusa: o direito popular de reivindicação, o poder democrático
de cobrar das autoridades eleitas pelo voto popular que cumpram suas
obrigações, governando pelo e para o povo de forma igualitária e justa,
respeitando as leis deste país.
Por
isso, a vitória hoje no Supremo Tribunal Federal foi a da liberdade.
Por isso também o cancelamento por causa das manifestações estudantis do
Fórum sobre a reforma eleitoral, que seria feito em Vitória nesta
quarta-feira, com a presença do vice-presidente da República, foi uma
mostra de que o Estado não sabe lidar com a democracia.
Cabe
ao povo defender a liberdade. Então, é importante que fiquemos nas ruas
e lutemos por nosso direito. Essa é, creio, a maior importância dos
movimentos populares que aumentam em todo o Brasil e que se concentrarão
na Marcha da Liberdade, dia 18. Todos representam um passo importante
da democracia brasileira contra os velhos métodos de governar o país.
FONTE: http://desdequeosambaesamba.blogspot.com.br/2011/06/da-importancia-dos-movimentos-populares.html
sexta-feira, 26 de julho de 2013
MOVIMENTO TRÊS CORAÇÕES SEM DEGRAUS
Como dito
aqui no Blog tudo começou com o seguinte Post (http://mayconemerson.blogspot.com.br/2013/06/tres-coracoes-mg-cidade-sem-espaco-prova_2176.html)
onde passei por uma experiência nada agradável. A partir daí resolvi colocar
essa postagem “linkada” acima no
Facebook e marquei algumas pessoas dentre essas, o Vereador Maurício Miguel
Gadbem (http://drmauriciovereador.blogspot.com.br/2013/07/diario-de-um-vereador.html?spref=fb
e http://www.mauriciogadbem.com/),
que com muito prazer foi até minha casa me ouvir sobre o que eu achava da
acessibilidade em Três Corações – MG e o que, em minha opinião poderia ser
melhorado. Eu preparei um pequeno escrito para ele que ao ouvir a leitura pediu
com para que eu pudesse ler em Plenário na Tribuna Livre daquela cidade.
Passados
umas duas semanas fui eu e uma tricordiana empresária da cidade, que também é
cadeirante. Fizemos nossas reivindicações através de leituras de cartas, todos
nos ouviram atentamente e a partir daí, resolvemos implantar discussões sobre
políticas públicas em nossa cidade no que diz respeito à acessibilidade. Combinamos
de todas as Quartas-Feiras às 19 horas na Câmara Municipal do Município
tricordiano, fazermos reuniões a fim de discutirmos esse assunto.
Já com o
passar dos dias, esse pequeno grupo de pessoas que se reuniam uma vez por
semana para discutir questões sobre acessibilidade, foi crescendo e tomando
grandes proporções e hoje já é um Movimento Social chamado MOVIMENTO TRÊS
CORAÇÕES SEM DEGRAUS. Hoje contamos com participações de várias Instituições da
cidade que trabalham nessa causa:
AEE – Atendimento
Educacional Especializado (SEDUC)
AmoTC – Movimento Popular de acompanhamento político
APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais
Atria – Associação tricordiana de atenção aos autistas
ACITC – Associação Comercial e Industrial de Três Corações
AST – Associação dos Skatistas Tricordianos
CAP – Centro de Apoio Pedagógico à Pessoa com Deficiência (SEDUC/Estado)
CVT - Centro Vocacional e Tecnológico
COMPED – Conselho Municipal da Pesssoa com Deficiência
FHEMIG – Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (reabilitação)
NAE – Núcleo de Atendimento Especializado (SEDUC)
Sedeso – Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social
Secretaria Municipal de Saúde
Setor de Fiscalização de Obras do Município
AmoTC – Movimento Popular de acompanhamento político
APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais
Atria – Associação tricordiana de atenção aos autistas
ACITC – Associação Comercial e Industrial de Três Corações
AST – Associação dos Skatistas Tricordianos
CAP – Centro de Apoio Pedagógico à Pessoa com Deficiência (SEDUC/Estado)
CVT - Centro Vocacional e Tecnológico
COMPED – Conselho Municipal da Pesssoa com Deficiência
FHEMIG – Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (reabilitação)
NAE – Núcleo de Atendimento Especializado (SEDUC)
Sedeso – Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social
Secretaria Municipal de Saúde
Setor de Fiscalização de Obras do Município
No mês que se segue (Agosto) faremos uma passeata “Três
Corações Sem Degraus”, que é uma das manifestações desse Movimento.
Nossos objetivos não são políticos e nossas reuniões são todas
ABERTAS, então se você é de Três Corações, ou cidades vizinhas e se interessa
pela causa, venha participar de nossas reuniões e vamos tornar não só a cidade
dos 3 corações mas também todo Brasil num país acessível, uma sociedade, livre,
justa e solidária como diz a nossas Leis das Leis.
OBS: lembrando que hoje o
Movimento Três Corações Sem Degraus é a maior EXPRESSÃO da Democracia
Participativa da cidade! Vários outros municípios estão nos divulgando entre os
quais o Jornal Arte3 – Notícias, da cidade de Caxambu (http://jornalarte3.blogspot.com.br/2013/07/acessibilidade.html)
segunda-feira, 1 de julho de 2013
TRÊS CORAÇÕES – UMA CIDADE DEFICIENTE
No dia 8 de outubro de 2011
criei um blog chamado Vida de Cadeirante (link: http://mayconemerson.blogspot.com.br/),
até então com o objetivo de passar o tempo e não ficar sem nada pra fazer. Na
primeira postagem, me lembro de que fiz uma breve apresentação dos objetivos do
blog e compartilhei na principal rede social da época, o Orkut. Logo em
seguida, fui colocando postagens após postagens e compartilhando tudo pelo
Orkut e também pelo MSN. Algumas pessoas leram, gostaram, elogiaram e assim fui
criando coragem de todos os dias dar uma passada pelo blog e postar alguma
novidade por lá.
Já em 2012, com a chegada bombástica da nova rede social
Facebook tive a necessidade de aprender a fuçar nessa que até então era uma
novidade em minha vida. Quando finalmente aprendi a compartilhar links pelo
Face coloquei uma postagem do blog por lá e depois de uns 20 minutos ou um
pouco mais fui olhar no site do blog quantas visualizações tinha até o momento.
Que susto que levei viu. Não me lembro da quantidade certa, mas lembro que logo
no primeiro compartilhamento de link do blog que postei na nova rede social 86
pessoas tinham lido o que eu havia acabado de postar, número que não tinha
alcançado em um dia pelo Orkut.
A cada dia que passava esse blog chamado Vida de
Cadeirante não era mais um blog qualquer, mas PRINCIPALMENTE um instrumento de
grito à sociedade voltada a nós deficientes. Hoje exatamente às 9 horas e 40
minutos do dia 24 de junho de 2013 tem o número exato de 14.451 visualizações,
fato que comprova que o Vida de Cadeirante foi muito além de suas expectativas
iniciais e hoje é como dito antes, um grito para toda sociedade de que nós
deficientes queremos mudança imediata em nossas vidas, principalmente no que
toca a nossa qualidade de vida, nossa socialização, saúde, educação, entre
outras coisas.
Nossa amada cidade de Três Corações carece e muito das
questões de acessibilidade conforme dito na carta anterior. Em 2007 a cidade
participou pela primeira vez do Teleton, programa anual do SBT, no quadro
cidade solidária que logo de cara conseguiu a quantia de R$ 10.000,00. Muito
bom isso não? Mas tem um fato que me preocupa e muito. O que adianta nossa
cidade participar do Teleton todos os anos fazendo sua doação e não ser um
exemplo de acessibilidade nem para seus cidadãos deficientes? Às vezes fico
pensando: se a organização do programa Teleton visitasse todas as cidades que
participam do programa com suas doações, o que eles diriam de Três Corações?
Não estou dizendo que a cidade deva parar de participar e fazer suas doações ao
programa, não é isso! O que estou querendo dizer é que nossa cidade precisa
urgentemente ser um exemplo de acessibilidade, já que diz estar tão comprometida
com a questão.
No nosso dia a dia enfrentamos muitos obstáculos, mas se
for pra enumerar o principal obstáculo de hoje, diria que não temos um
transporte acessível e de qualidade para nos levar nem mesmo para cuidar de
nossa saúde. Mas daí vem àquela pergunta que deve estar salivando na boca de
todos vocês: e os ônibus da TRECTUR, vocês não pagam certo? Sim não pagamos,
mas a maioria das pessoas portadoras de algum tipo de deficiência assim como
eu, precisam de acompanhantes e tem outro fator mais agravante nisso: estou
dizendo sobre minha situação, quando vou para um ponto de ônibus tenho que
enfrentar um morro grandiosíssimo para chegar até lá. Isso sendo empurrado pela
minha mãe, na maioria das vezes, que pela falta de competência de nossa cidade
durante 21 anos, que é a minha idade, teve que me carregar no colo, depois na
cadeira de rodas, e hoje sofre de hérnia de disco na coluna. Aliás, sem ter nem
um médico especialista na cidade para cuidar dela. Olha onde nossa cidade
chegou: além de não ter um transporte adaptado, ainda deixa com hérnia de disco
uma pessoa que poderia muito bem contribuir com a sociedade, mas pela falta de
competência e consideração de nossa Administração não pode fazer, pois sempre
precisou dar total atenção ao filho.
Na
cidade de São Paulo existe um programa que se chama “Serviço de Atendimento
Especial (mais conhecido como ATENDE)”. Esse serviço foi criado pelo decreto municipal
36.071, de 9 de maio de 1996, é uma modalidade de transporte porta a porta,
gratuito, com regulamento próprio, oferecido pela Prefeitura do Município de
São Paulo, destinado às pessoas portadoras de deficiência física com alto grau
de severidade e dependência, impossibilitadas de utilizar outros meios de
transporte público. O gerenciamento é feito pela SPTrans e sua operação compete
às empresas de transporte coletivo do município de São Paulo.
Este
serviço destina-se prioritariamente a reabilitação, tratamento de saúde,
educação e, caso haja oferta de veículos, trabalho, esporte, lazer, cultura e
outras atividades da vida diária. As pessoas transportadas são devidamente
cadastradas e agendam sua programação de viagens sempre vinte dias antes do
início de cada mês.
Como muitas pessoas, faço tratamento no Centro de
Reabilitação Física da Colônia Santa Fé. Meus gastos semanais com transporte
para fazer tal tratamento são bastante consideráveis, tendo em vista minha
condição financeira e o preço de ônibus, pois necessito que minha mãe vá
comigo. Eu vejo por lá também, que eles possuem uma Kombi que busca em casa as
pessoas, mas olha que interessante: os pacientes têm que pagar por esse serviço.
E mais: essa Kombi não é adaptada, fazendo com que o motorista precise transportar
no colo o paciente para colocar na Kombi e depois na cadeira de rodas. Estranho
né? Você ser transportado em um automóvel que não te oferece estrutura nenhuma,
precisar que o motorista (que com o tempo passará a ter problemas na coluna,
correndo o risco de se tornar inválido), o pegue no colo, e ainda ter que pagar
por este serviço.
Está certo isso?
Vamos lá Três Corações, adquirir veículos adaptados para
nos transportar gratuitamente, para que possamos gozar dos direitos mais
básicos do qualquer cidadão, quais sejam: saúde, educação, trabalho, esporte,
lazer, cultura, etc.
SURDA É A CIDADE QUE NÃO OUVE SEUS CIDADÃOS
MUDA É A CIDADE QUE NÃO SE PRONUNCIA SOBRE AS QUESTÕES DA
ACESSIBILIDADE
CEGA É A CIDADE QUE NÃO VÊ O SOFRIMENTO DE SUA POPULAÇÃO
E POR FIM, PARALÍTICA É A CIDADE QUE NÃO CAMINHA NA
QUALIDADE DE VIDA DE SEU POVO.
TRÊS
CORAÇÕES: LEVANTA-TE E ANDA!
O VERDADEIRO DISCURSO
Prezados vereadores,
Para começar, gostaria de
agradecer a oportunidade de falar para vocês, vereadores tricordianos, no
interesse de melhorar as condições de humanidade do nosso município. Agradeço
particularmente ao Dr. Maurício, que, ao acessar meu blog, se interessou pela
causa da acessibilidade e foi até a minha casa para conversar sobre as questões
que eu levantei e para dar a elas consequência, com a colaboração dos demais
vereadores.
No ano passado, com a
promulgação da Lei Municipal de Acessibilidade no último mês do ano, Três
Corações assumiu, finalmente, um compromisso com as diferenças, com os
tricordianos portadores de necessidades especiais, como eu. Compromisso
legalizado, é hora de começar a fazê-lo valer, pois as dificuldades dos
portadores de necessidades especiais são cotidianas, mudam dia a dia assim como a cidade. Há um mundo de
adaptações por fazer e, para realizá-lo, é urgente a Câmara fundar uma frente
de trabalho para fiscalizar a Prefeitura no cumprimento da Lei de
Acessibilidade e para que ela seja aprimorada.
Já temos bons exemplos de acessibilidade na cidade, como a reforma da região do Calçadão 18, adaptado inclusive para pessoas com deficiência visual. Na cidade como um todo, porém, pouquíssimas calçadas têm acesso para cadeirantes e o estado de manutenção delas é deplorável. Para cada dez recapeamentos asfálticos, nenhuma manutenção em calçadas é feita. Quando há rampas, algumas delas são muito íngremes, o que faz com que o cadeirante precise de alguém para ajudá-lo como se estivesse diante de um degrau. Orelhões mais baixos se contam com os dedos das mãos. Não há acesso adaptado ao cinema, ao estádio de futebol e, no Ginásio Pelezão, a rampa é íngreme e começa com um degrau. Poucas escolas estão adaptadas e, como estão construindo creches na cidade, eu desejo que os projetos tenham preocupações com acessibilidade. E que os colaboradores sejam preparados para tratar com portadores de necessidades especiais.
Já temos bons exemplos de acessibilidade na cidade, como a reforma da região do Calçadão 18, adaptado inclusive para pessoas com deficiência visual. Na cidade como um todo, porém, pouquíssimas calçadas têm acesso para cadeirantes e o estado de manutenção delas é deplorável. Para cada dez recapeamentos asfálticos, nenhuma manutenção em calçadas é feita. Quando há rampas, algumas delas são muito íngremes, o que faz com que o cadeirante precise de alguém para ajudá-lo como se estivesse diante de um degrau. Orelhões mais baixos se contam com os dedos das mãos. Não há acesso adaptado ao cinema, ao estádio de futebol e, no Ginásio Pelezão, a rampa é íngreme e começa com um degrau. Poucas escolas estão adaptadas e, como estão construindo creches na cidade, eu desejo que os projetos tenham preocupações com acessibilidade. E que os colaboradores sejam preparados para tratar com portadores de necessidades especiais.
Os degraus, nosso vilão mais
costumás, estão na porta de quase todos os comércios, além dos consultórios de
médicos e de dentistas. E também diante das casas do Poder Público: Fórum,
Inss, Polícia Civil, Prefeitura e outros órgãos colocam dificuldades para nós,
portadores de necessidades especiais. Ambulâncias adaptadas também faltam,
quando necessitei utilizar uma me vi obrigado a viajar no colo. Por aqui, não
há balanças para pesar cadeirantes.
Compreendo que a Lei
Municipal de Acessibilidade é nova e leva tempo para colocar tudo nos eixos.
Mas temo que pensar assim possa levar vocês, vereadores, a sentirem-se em paz
com os problemas de quem tem necessidades especiais. Há muito por fazer e é
urgente, precisamos da atenção de vocês, governantes.
Em Três Corações a questão
do trabalho para nós é muito delicada. Eu já tentei fazer cursos no SINE e não
consegui por falta de ter como acessar a sala de aula. Caso tivesse conseguido
a capacitação, eu teria problemas para conseguir o emprego, porque não há vans
e ônibus adaptados a serviço de transportar os trabalhadores em nossa cidade.
Isso faz com que as empresas prefiram trabalhar com surdos-mudos, pois eles não
exigem adaptação física dos espaços. Tenho 21 anos e estou preparado para me
profissionalizar e contribuir para a sociedade com a minha força e os meus
sonhos. Há muita gente em condições parecidas. Espero que a minha (visita ou
carta) tenha contribuído para abrir os olhos, mas mais que isso, para abrir os
corações de vocês, governantes, para a urgência de ações que nos ajudem a nós,
os portadores de necessidades especiais, a participar do crescimento humano e
econômico da nossa cidade.
Um bom exemplo de acessibilidade no comércio é a loja TNT
(que fica em cima do banco Bradesco), que possui sim escadas, porém, tem um
elevador para pessoas portadoras de necessidades especiais.
sábado, 29 de junho de 2013
O Conceito de Acessibilidade
Definição
Acessibilidade significa desenhar e organizar meios edificados e espaços públicos seguros, saudáveis, adequados e agradáveis para que sejam utilizados por todas as pessoas. Acessibilidade quer dizer que os edifícios podem ser utilizados desde a sua entrada, no seu percurso interno em todos os espaços e oferecem uma saída de forma autónoma a todas as pessoas.
Significa disponibilizar a informação e os serviços em diversos formatos para que todos possam compreender a aceder aos mesmos. A informação disponibilizada nos quiosques informativos, nas máquinas de multibanco, na ementa do restaurante, nos programas de televisão deve ser compreendida e utilizada por todas as pessoas de forma autónoma, isto é, sem ter de recorrer a terceiros.
Dimensões
Acessibilidade arquitetónica
Inexistência de barreiras ambientais físicas nas casas, nos edifícios, nos espaços ou equipamentos urbanos e nos meios de transporte individuais ou coletivos
Acessibilidade atitudinal
Inexistência de preconceitos, estigmas, estereótipos e discriminações.
(Enquanto resultado de programas e práticas de sensibilização e de consciencialização das pessoas em geral e da convivência na diversidade humana.)
Acessibilidade metodológica
Inexistência de barreiras nos métodos e técnicas de estudo, de trabalho, de ação comunitária e familiar.
Inexistência de barreiras nos instrumentos, utensílios e ferramentas de estudo de trabalho e de lazer ou recreação.
Inexistência de barreiras invisíveis integradas em políticas públicas (leis, decretos, portarias) e normas ou regulamentos (institucionais, empresariais etc.).
FONTE: http://www.crpg.pt/temasreferencia/acessibilidades/Paginas/oqueeaacessibilidade.aspx#t1
Acessibilidade significa desenhar e organizar meios edificados e espaços públicos seguros, saudáveis, adequados e agradáveis para que sejam utilizados por todas as pessoas. Acessibilidade quer dizer que os edifícios podem ser utilizados desde a sua entrada, no seu percurso interno em todos os espaços e oferecem uma saída de forma autónoma a todas as pessoas.
Significa disponibilizar a informação e os serviços em diversos formatos para que todos possam compreender a aceder aos mesmos. A informação disponibilizada nos quiosques informativos, nas máquinas de multibanco, na ementa do restaurante, nos programas de televisão deve ser compreendida e utilizada por todas as pessoas de forma autónoma, isto é, sem ter de recorrer a terceiros.
Dimensões
Acessibilidade arquitetónica
Inexistência de barreiras ambientais físicas nas casas, nos edifícios, nos espaços ou equipamentos urbanos e nos meios de transporte individuais ou coletivos
Acessibilidade atitudinal
Inexistência de preconceitos, estigmas, estereótipos e discriminações.
(Enquanto resultado de programas e práticas de sensibilização e de consciencialização das pessoas em geral e da convivência na diversidade humana.)
Acessibilidade metodológica
Inexistência de barreiras nos métodos e técnicas de estudo, de trabalho, de ação comunitária e familiar.
- Exemplos de métodos e técnicas de:
- estudo – adaptações curriculares, aulas baseadas nas inteligências múltiplas, uso de todos os estilos de aprendizagem, participação do todo de cada aluno, novo conceito de avaliação de aprendizagem, novo conceito de educação, novo conceito de logística didática, etc.
- trabalho - métodos e técnicas de formação e desenvolvimento de recursos humanos, ergonomia, novo conceito de fluxograma, empoderamento, etc.
- ação comunitária - metodologia social, cultural, artística, etc. baseada em participação ativa
- educação dos filhos - novos métodos e técnicas nas relações familiares, etc.
Inexistência de barreiras nos instrumentos, utensílios e ferramentas de estudo de trabalho e de lazer ou recreação.
- Exemplos de instrumentos e utensílios de:
- estudo - lápis, caneta, transferidor, régua, teclado de computador, materiais pedagógicos,
- trabalho - ferramentas, máquinas, equipamentos,
- atividades da vida diária - tecnologia para comunicar, fazer a higiene pessoal, vestir, comer, andar, tomar banho etc.,
- lazer, desporto e recreação - dispositivos que atendam às limitações sensoriais, físicas e mentais etc.
- Exemplos:
- comunicação interpessoal - face-a-face, língua gestual, linguagem corporal, linguagem gestual etc.,
- comunicação escrita - jornal, revista, livro, carta, etc., incluindo textos em Braille, textos com letras ampliadas para quem tem baixa visão, computador e outras tecnologias para comunicar,
- comunicação virtual - acessibilidade digital.
Inexistência de barreiras invisíveis integradas em políticas públicas (leis, decretos, portarias) e normas ou regulamentos (institucionais, empresariais etc.).
FONTE: http://www.crpg.pt/temasreferencia/acessibilidades/Paginas/oqueeaacessibilidade.aspx#t1
sexta-feira, 28 de junho de 2013
PLANO - VIVER SEM LIMITES!
Apresentação
Ao lançar o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite, em 17 de novembro de 2011 (conforme Decreto Nº 7.612), o Governo Federal ressalta o compromisso do Brasil com as prerrogativas da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da ONU, ratificada pelo nosso país com equivalência de emenda constitucional.
O Brasil tem avançado na implementação dos apoios necessários ao pleno e efetivo exercício da capacidade legal por todas e cada uma das pessoas com deficiência. Ou seja, cada vez mais nos empenhamos na equiparação de oportunidades para que a deficiência não seja utilizada como motivo de impedimento à realização dos sonhos, dos desejos, dos projetos, valorizando e estimulando o protagonismo e as escolhas das brasileiras e dos brasileiros com e sem deficiência.
Atualmente, no Brasil, 45 milhões de pessoas declaram possuir algum tipo de deficiência, segundo o Censo IBGE/2010. A proposta do Viver sem Limite é que o Governo Federal, estados, Distrito Federal e municípios façam com que a Convenção aconteça na vida das pessoas, por meio da articulação de políticas governamentais de acesso à educação, inclusão social, atenção à saúde e acessibilidade.
Elaborado com a participação de mais de 15 ministérios e do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE), que trouxe as contribuições da sociedade civil, o Plano Viver sem Limite envolve todos os entes federados e prevê um investimento total no valor de R$ 7,6 bilhões até 2014.
O detalhamento de todas as ações que compõem o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite está nesta publicação. Convidamos você a disseminar, implementar e fiscalizar a efetivação das políticas públicas aqui apresentadas. Essa responsabilidade é nossa!
O que é o Benefício de Prestação Continuada (BPC)? É um programa de transferência de renda que paga um salário mínimo mensal a idosos a partir de 65 anos e a pessoas com deficiência impedidas de garantir a própria subsistência ou de tê-la garantida por sua família. A renda mensal per capita deve ser inferior a ¼ do salário mínimo.
O que é o BPC na Escola? Uma modalidade do BPC que prevê a Busca Ativa de crianças e adolescentes com idade entre zero e 18 anos, garantindo-lhes o acesso e a permanência na escola. As prefeituras assinam o termo de adesão ao programa e recebem do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) uma relação dos beneficiários. Em visitas domiciliares, técnicos do município identificam os obstáculos que impedem o acesso e a permanência da criança ou do jovem na escola. Os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) acompanham as famílias para que as barreiras sejam identificadas e superadas.
Na primeira fase do programa, a partir de 2008, 26 Estados, o Distrito Federal e 2.622 municípios (incluindo todas as capitais) aderiram ao programa, possibilitando o acompanhamento de 232 mil beneficiários. A segunda fase, a partir de setembro de 2011, ampliará a cobertura do programa, totalizando 540 mil crianças e adolescentes atendidos. A meta do Viver sem Limite é chegar a 378 mil (70%) beneficiários matriculados na escola, em 2014. O BPC na Escola é uma parceria entre governos federal, estaduais, municipais e do Distrito Federal e envolve os Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Educação, Saúde e Secretaria de Direitos Humanos.
O que é Teste do Pezinho ou Triagem Neonatal? Um dos exames que compõem a triagem neonatal, popularmente conhecido como teste do pezinho, é feito a partir da análise de gotas de sangue colhidas por punção no calcanhar do recém-nascido. O teste tem por objetivo identificar diversas doenças que não apresentam sinais ou sintomas logo após o nascimento. O tratamento precoce pode evitar o desenvolvimento de sequelas graves para a criança e até mesmo o óbito. Atualmente, o teste do pezinho, coberto pelo SUS, identifica quatro doenças: hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, hemoglobinopatias e fibrose cística. São doenças que poderão causar lesões irreversíveis e de diversos tipos no bebê, como a deficiência intelectual.
O que está sendo ampliado no Plano? Em 2012, o Ministério da Saúde vai incluir dois novos exames no teste do pezinho para a detecção da deficiência de biotinidase e da hiperplasia adrenal congênita. A implantação completa de todas as doenças do teste do pezinho é prevista para todos os estados e o DF, com habilitação técnica adequada, até 2014. Há ainda a previsão da completa reestruturação do atual sistema de busca ativa e acompanhamento do tratamento nos Serviços de Referência em Triagem Neonatal. A medida está contextualizada na Rede Cegonha, voltada à atenção integral a gestantes/mães e bebês (até dois anos de vida).
O Programa Nacional de Triagem Neonatal abrange, além da realização dos exames e detecção precoce de doenças, o acompanhamento e o tratamento dos pacientes.
Elaboração e publicação de Protocolos e Diretrizes Clínicas para a Rede Cegonha, Deficiência Intelectual e Reabilitação.
O que são Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas? São normas que têm por objetivo estabelecer claramente os critérios de diagnóstico de cada doença, o método de manejo e tratamento farmacológico e não-farmacológico. A partir de diretrizes terapêuticas, estão estabelecidas as doses adequadas e os mecanismos para o monitoramento clínico e terapêutico em relação à efetividade do tratamento e a supervisão de possíveis efeitos adversos. Observando ética e tecnicamente a prescrição médica e terapêutica, os protocolos criam mecanismos que garantem a prescrição segura e eficaz, assim como tratamento mais adequado e inclusivo.
O Viver sem Limite prevê a produção de 10 protocolos clínicos a serem utilizados nos serviços de reabilitação do SUS e da Atenção Básica: Triagem Auditiva Neonatal; Detecção e Intervenção Precoce e Prevenção de Deficiências Visuais; Diretrizes Clínicas para Pessoas com Deficiência Intelectual; Síndrome de Down; Autismo; Paralisia cerebral; Lesado medular; Acidente Vascular Encefálico (AVE); Amputados; e Traumatismo Crânio-Encefálico (TCE).
Habilitação e Reabilitação: Ampliação e qualificação da rede de reabilitação do SUS, em parceria com instituições de referência nacional e implantação de 45 Centros de Referência em Reabilitação, garantindo atendimento das quatro modalidades de reabilitação (intelectual, física, visual e auditiva) em todas as unidades da Federação.
O que é a Rede de Reabilitação do SUS? É um conjunto de serviços, ações e estratégias de saúde oferecidas à população nas regiões de saúde, com o objetivo de garantir a assistência integral a toda a população que necessita deste tipo de atendimento. A rede de reabilitação do SUS é composta por diversos serviços especializados em deficiência física, visual, auditiva e intelectual, oficinas ortopédicas, unidades básicas de saúde e hospitais, voltados para o enfrentamento de problemas das pessoas com deficiência. O modo de organização dos serviços de saúde articulados em rede garante ações sustentadas por critérios, fluxos e mecanismos de pactuação de funcionamento e assegura a atenção integral aos usuários de modo resolutivo e humanizado.
Como localizar um serviço de reabilitação do SUS? A relação dos serviços de reabilitação atualmente cadastrados e/ou habilitados pelo SUS está disponível no site do Ministério da Saúde no endereço: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=927
Mais informações podem ser obtidas pelo Disque Saúde: 136.
Quanto à adaptação de cadeiras de rodas, o que será feito? Boa parte das cadeiras de rodas precisa ser adaptada às necessidades, especificidades e singularidades das pessoas. Atualmente, o valor financiado pelo SUS não contempla as adaptações e customização. Por isso, serão propostos novos procedimentos, adequação dos existentes e revisão de valores. A iniciativa vai atender a 100% das demandas de adaptações, o que significa aproximadamente 75.200 pessoas com cadeiras adaptadas, com custo estimado de R$ 42,5 milhões.
Ainda em 2011, o MS e a AACD, associação voltada para pessoas com deficiência, por meio de parceria e cooperação técnica, realizam a concessão e adaptação de cadeira de rodas a 3.891 pessoas que hoje estão em fila de espera da instituição. Desse total, 3.736 terão adaptação convencional e 155, adaptação digital. O investimento é de aproximadamente R$ 5 milhões em 2011.
Haverá aumento no número de órteses e próteses oferecidas? Estima-se a ampliação de 20% do fornecimento de órtese, prótese e meios auxiliares de locomoção, sendo 10% de crescimento anual e 10% de procedimentos de manutenção de órtese, prótese e materiais especiais (OPM). Isso significa passar de um gasto de R$ 217,4 milhões/ano em 2011 para R$ 375,6 milhões/ano em 2014. Aumento de 73% dos investimentos no setor, totalizando R$ 949,6 milhões de recursos novos entre 2012 e 2014.
Centros-Dia: Implantação em todas as unidades da Federação de Centros-Dia de Referência, para atendimento e convivência de pessoas com deficiência, maiores de 18 anos, em estado de vulnerabilidade social.
Como funcionarão os Centros-Dia? Oferecerão cuidados às pessoas com deficiência, alto nível de dependência e pobreza, ajudando na autonomia dos beneficiários e de seus cuidadores familiares. Serão 27 unidades, uma em cada estado e no DF, localizadas em municípios com grande concentração de BPC. Cada unidade terá capacidade de atender 30 pessoas por turno. Para cada Centro, o Governo Federal repassará uma parcela de R$ 20 mil para montagem e, depois, mensalmente, R$ 40 mil para despesas com equipe técnica, materiais e manutenção. O objetivo é atender 1.110 pessoas com deficiência.
Cães-Guia: Implantação de cinco centros tecnológicos de formação de instrutores e treinadores de cães-guia, distribuídos em cada uma das regiões brasileiras. O primeiro centro será entregue em 2012, no Balneário Camboriú-SC. Em 2013, serão entregues duas unidades e, em 2014, mais outras duas. Em 2007 o governo sancionou a Lei Nº 11.126, de 27 de junho de 2005, que assegura à pessoa com deficiência visual, usuária de cão-guia, o direito de ingressar e permanecer com o animal nos veículos e nos estabelecimentos públicos e privados de uso coletivo.
Crédito facilitado: Microcrédito pelo Banco do Brasil, para aquisição de produtos de tecnologias assistivas, no valor de até R$ 30 mil, com juros de 0,57 para pessoas com renda até 5 salários mínimos e de 0,64 ao mês para pessoas com renda de 5 a 10 salários mínimos, taxa com subvenção econômica, que será ofertada exclusivamente pelo BB. A carência é de até 59 dias e o prazo máximo, de 60 meses.
As demais instituições financeiras poderão ofertar linhas de crédito a partir dos recursos provenientes da exigibilidade dos 2% dos depósitos à vista destinados ao microcrédito para consumo. No entanto, essas linhas terão diferentes taxas de juros, dependendo do perfil do tomador de crédito.
A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) editarão portaria interministerial para definir quais produtos poderão ser adquiridos por meio dessa linha de crédito.
Desoneração tributária: Cerca de RS 609,84 milhões até 2013 em renúncia fiscal. Desoneração em impostos federais sobre diversos produtos e equipamentos de tecnologias assistivas, relacionados em www.receita.fazenda.gov.br/aliquotas/downloadarqtipi.htm
Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência
Pessoas com deficiência são, antes de mais nada, PESSOAS. Pessoas como quaisquer outras, com protagonismos, peculiaridades, contradições e singularidades. Pessoas que lutam por seus direitos, que valorizam o respeito pela dignidade, pela autonomia individual, pela plena e efetiva participação e inclusão na sociedade e pela igualdade de oportunidades, evidenciando, portanto, que a deficiência é apenas mais uma característica da condição humana.
Em 2008, o Brasil ratificou a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela ONU, bem como seu Protocolo Facultativo. O documento obteve, assim, equivalência de emenda constitucional, valorizando a atuação conjunta entre sociedade civil e governo, em um esforço democrático e possível.
Nesse sentido, buscando defender e garantir condições de vida com dignidade a todas as pessoas que apresentam alguma deficiência, a Convenção prevê monitoramento periódico e avança na consolidação diária dos direitos humanos ao permitir que o Brasil relate a sua situação e, com coragem, reconheça que, apesar do muito que já se fez, ainda há muito o que fazer.
Outro grande avanço foi a alteração do modelo médico para o modelo social, o qual esclarece que o fator limitador é o meio em que a pessoa está inserida e não a deficiência em si, remetendo-nos à Classificação Internacional de Funcionalidades (CIF). Tal abordagem deixa claro que as deficiências não indicam, necessariamente, a presença de uma doença ou que o indivíduo deva ser considerado doente. Assim, a falta de acesso a bens e serviços deve ser solucionada de forma coletiva e com políticas públicas estruturantes para a equiparação de oportunidades.
O Governo Dilma tem dado atenção específica às pessoas com deficiência, com vistas a ampliar o processo de construção e consolidação da democracia no Brasil. Para tanto, tem priorizado, cada vez mais, o diálogo permanente entre sociedade civil e governo na elaboração de políticas públicas, visando à inclusão social, à acessibilidade e ao reconhecimento dos direitos de mais de 24 milhões de brasileiros e brasileiras com deficiência.
Por sua vez, a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, tem plena consciência da responsabilidade de gerir a política nacional voltada a esse segmento e, para isso, busca melhorar sua atuação por meio do permanente incentivo à implementação da Convenção.
Recomendo, portanto, que você se aproprie integralmente do conteúdo deste tratado e o utilize como fundamento para a validação dos seus direitos, compreendendo que a equiparação de oportunidades remete também ao cumprimento de deveres e responsabilidades por parte de todos os cidadãos.
Boa leitura!
Antonio José Ferreira
Secretário Nacional
Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD)
Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR)
Ao lançar o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite, em 17 de novembro de 2011 (conforme Decreto Nº 7.612), o Governo Federal ressalta o compromisso do Brasil com as prerrogativas da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da ONU, ratificada pelo nosso país com equivalência de emenda constitucional.
O Brasil tem avançado na implementação dos apoios necessários ao pleno e efetivo exercício da capacidade legal por todas e cada uma das pessoas com deficiência. Ou seja, cada vez mais nos empenhamos na equiparação de oportunidades para que a deficiência não seja utilizada como motivo de impedimento à realização dos sonhos, dos desejos, dos projetos, valorizando e estimulando o protagonismo e as escolhas das brasileiras e dos brasileiros com e sem deficiência.
Atualmente, no Brasil, 45 milhões de pessoas declaram possuir algum tipo de deficiência, segundo o Censo IBGE/2010. A proposta do Viver sem Limite é que o Governo Federal, estados, Distrito Federal e municípios façam com que a Convenção aconteça na vida das pessoas, por meio da articulação de políticas governamentais de acesso à educação, inclusão social, atenção à saúde e acessibilidade.
Elaborado com a participação de mais de 15 ministérios e do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE), que trouxe as contribuições da sociedade civil, o Plano Viver sem Limite envolve todos os entes federados e prevê um investimento total no valor de R$ 7,6 bilhões até 2014.
O detalhamento de todas as ações que compõem o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite está nesta publicação. Convidamos você a disseminar, implementar e fiscalizar a efetivação das políticas públicas aqui apresentadas. Essa responsabilidade é nossa!
Perguntas e respostas
1) Qual o objetivo do Viver sem Limite?
O Plano visa implementar novas iniciativas e intensificar ações que, atualmente, já são desenvolvidas pelo Governo Federal em benefício da pessoa com deficiência. Pretende-se melhorar o acesso destes cidadãos aos direitos básicos, como educação, transporte, mercado de trabalho, qualificação profissional, moradia e saúde.2) Por que as pessoas com deficiências necessitam de um plano de ação especifico?
Trata-se de uma parcela significativa da sociedade - cerca de 45,6 milhões de pessoas com deficiência, 23,91% da população brasileira, segundo o Censo IBGE 2010 - que, por apresentar características específicas, necessita de equiparação de oportunidades em todos os estágios da sua vida.3) Como as ações estão distribuídas no Viver sem Limite?
As ações estão articuladas em quatro eixos temáticos:- Educação: Compreende a busca ativa, transporte acessível, aprendizagem, acessibilidade e qualificação profissional.
- Saúde: Contempla ações voltadas para prevenção e reabilitação.
- Inclusão Social: Visa a incluir as pessoas com deficiência na sociedade, tanto no trabalho, como no cuidado diário de pessoas com deficiência em situação de pobreza.
- Acessibilidade: Busca o acesso à tecnologia e desenvolvimento tecnológico, moradia e aquisição de equipamentos.
4) Que órgãos federais integram o Plano?
São quinze: Casa Civil, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Secretaria-Geral da Presidência da República, Ministérios da Educação, Saúde, Trabalho e Emprego, Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Ciência, Tecnologia e Inovação, Cidades, Fazenda, Esporte, Cultura, Comunicações, Previdência Social e Planejamento, Orçamento e Gestão.5) Qual órgão coordena o Viver sem Limite?
A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em articulação com os outros órgãos do Governo Federal mencionados.6) Como o Viver sem Limite será executado?
As ações serão articuladas em parceria com a União, estados e municípios em todo território nacional, com metas até 2014 e previsão orçamentária de R$ 7,6 bilhões.7) Quais são as ações do Viver sem Limite por eixos?
EIXO EDUCAÇÃO
Ampliação do BPC na Escola, passando de 229.017 para 378.000 crianças e adolescentes com deficiência na escola.O que é o Benefício de Prestação Continuada (BPC)? É um programa de transferência de renda que paga um salário mínimo mensal a idosos a partir de 65 anos e a pessoas com deficiência impedidas de garantir a própria subsistência ou de tê-la garantida por sua família. A renda mensal per capita deve ser inferior a ¼ do salário mínimo.
O que é o BPC na Escola? Uma modalidade do BPC que prevê a Busca Ativa de crianças e adolescentes com idade entre zero e 18 anos, garantindo-lhes o acesso e a permanência na escola. As prefeituras assinam o termo de adesão ao programa e recebem do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) uma relação dos beneficiários. Em visitas domiciliares, técnicos do município identificam os obstáculos que impedem o acesso e a permanência da criança ou do jovem na escola. Os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) acompanham as famílias para que as barreiras sejam identificadas e superadas.
Na primeira fase do programa, a partir de 2008, 26 Estados, o Distrito Federal e 2.622 municípios (incluindo todas as capitais) aderiram ao programa, possibilitando o acompanhamento de 232 mil beneficiários. A segunda fase, a partir de setembro de 2011, ampliará a cobertura do programa, totalizando 540 mil crianças e adolescentes atendidos. A meta do Viver sem Limite é chegar a 378 mil (70%) beneficiários matriculados na escola, em 2014. O BPC na Escola é uma parceria entre governos federal, estaduais, municipais e do Distrito Federal e envolve os Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Educação, Saúde e Secretaria de Direitos Humanos.
- Aquisição de 2.600 ônibus acessíveis para o Transporte Escolar Acessível de 60 mil alunos com deficiência.
- Salas de Recursos Multifuncionais para escolas públicas regulares e escolas especiais que oferecem atendimento educacional especializado. Serão implantadas 17 mil novas salas e atualizadas 28 mil salas.
- Contratação de 648 Professores de Libras e 648 Tradutores/Intérpretes de Libras para acessibilidade aos estudantes com deficiência auditiva nas instituições federais de ensino.
- Adequação arquitetônica para acessibilidade em 42 mil escolas públicas, tornando a Escola Acessível.
- Apoio a 180 projetos em instituições federais de ensino para promoção da acessibilidade na educação superior.
- Garantia de, no mínimo, 5% das vagas para pessoas com deficiência nos cursos oferecidos pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), ou seja, 150 mil pessoas com deficiência qualificadas.
- Expansão para 27 cursos de Letras/Libras, passando de 1.800 vagas/ano para 2.700 vagas/ano e a criação de 12 cursos de Pedagogia Bilíngüe - Libras/Língua Portuguesa com novas 480 vagas/ano, concretizando a Formação Inicial de Professores e Tradutores/Intérpretes de Libras.
EIXO SAÚDE
Ampliação e Qualificação da Triagem Neonatal: Inclusão de dois novos exames no teste do pezinho, criação do sistema nacional para monitoramento e busca ativa da triagem neonatal, além da implantação completa do teste do pezinho em todas as unidades da Federação até 2014.O que é Teste do Pezinho ou Triagem Neonatal? Um dos exames que compõem a triagem neonatal, popularmente conhecido como teste do pezinho, é feito a partir da análise de gotas de sangue colhidas por punção no calcanhar do recém-nascido. O teste tem por objetivo identificar diversas doenças que não apresentam sinais ou sintomas logo após o nascimento. O tratamento precoce pode evitar o desenvolvimento de sequelas graves para a criança e até mesmo o óbito. Atualmente, o teste do pezinho, coberto pelo SUS, identifica quatro doenças: hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, hemoglobinopatias e fibrose cística. São doenças que poderão causar lesões irreversíveis e de diversos tipos no bebê, como a deficiência intelectual.
O que está sendo ampliado no Plano? Em 2012, o Ministério da Saúde vai incluir dois novos exames no teste do pezinho para a detecção da deficiência de biotinidase e da hiperplasia adrenal congênita. A implantação completa de todas as doenças do teste do pezinho é prevista para todos os estados e o DF, com habilitação técnica adequada, até 2014. Há ainda a previsão da completa reestruturação do atual sistema de busca ativa e acompanhamento do tratamento nos Serviços de Referência em Triagem Neonatal. A medida está contextualizada na Rede Cegonha, voltada à atenção integral a gestantes/mães e bebês (até dois anos de vida).
O Programa Nacional de Triagem Neonatal abrange, além da realização dos exames e detecção precoce de doenças, o acompanhamento e o tratamento dos pacientes.
Elaboração e publicação de Protocolos e Diretrizes Clínicas para a Rede Cegonha, Deficiência Intelectual e Reabilitação.
O que são Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas? São normas que têm por objetivo estabelecer claramente os critérios de diagnóstico de cada doença, o método de manejo e tratamento farmacológico e não-farmacológico. A partir de diretrizes terapêuticas, estão estabelecidas as doses adequadas e os mecanismos para o monitoramento clínico e terapêutico em relação à efetividade do tratamento e a supervisão de possíveis efeitos adversos. Observando ética e tecnicamente a prescrição médica e terapêutica, os protocolos criam mecanismos que garantem a prescrição segura e eficaz, assim como tratamento mais adequado e inclusivo.
O Viver sem Limite prevê a produção de 10 protocolos clínicos a serem utilizados nos serviços de reabilitação do SUS e da Atenção Básica: Triagem Auditiva Neonatal; Detecção e Intervenção Precoce e Prevenção de Deficiências Visuais; Diretrizes Clínicas para Pessoas com Deficiência Intelectual; Síndrome de Down; Autismo; Paralisia cerebral; Lesado medular; Acidente Vascular Encefálico (AVE); Amputados; e Traumatismo Crânio-Encefálico (TCE).
Habilitação e Reabilitação: Ampliação e qualificação da rede de reabilitação do SUS, em parceria com instituições de referência nacional e implantação de 45 Centros de Referência em Reabilitação, garantindo atendimento das quatro modalidades de reabilitação (intelectual, física, visual e auditiva) em todas as unidades da Federação.
O que é a Rede de Reabilitação do SUS? É um conjunto de serviços, ações e estratégias de saúde oferecidas à população nas regiões de saúde, com o objetivo de garantir a assistência integral a toda a população que necessita deste tipo de atendimento. A rede de reabilitação do SUS é composta por diversos serviços especializados em deficiência física, visual, auditiva e intelectual, oficinas ortopédicas, unidades básicas de saúde e hospitais, voltados para o enfrentamento de problemas das pessoas com deficiência. O modo de organização dos serviços de saúde articulados em rede garante ações sustentadas por critérios, fluxos e mecanismos de pactuação de funcionamento e assegura a atenção integral aos usuários de modo resolutivo e humanizado.
Como localizar um serviço de reabilitação do SUS? A relação dos serviços de reabilitação atualmente cadastrados e/ou habilitados pelo SUS está disponível no site do Ministério da Saúde no endereço: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=927
Mais informações podem ser obtidas pelo Disque Saúde: 136.
Atendimento Odontológico:
- Aumento em 20% no financiamento do SUS para 420 Centros de Especialidades Odontológica para atendimento às pessoas com deficiência;
- Adequação física e aquisição de equipamentos para 27 centros cirúrgicos em hospitais gerais;
- Qualificação de seis mil equipes de saúde bucal para atendimento de pessoas com deficiência.
Órteses e próteses:
- Implantação de seis oficinas ortopédicas locais e 13 itinerantes, sendo sete terrestres e seis fluviais, para produção e fornecimento de órteses e próteses, priorizando as regiões Norte e Nordeste;
- Qualificação de profissionais que trabalham nas 60 oficinas ortopédicas existentes, garantido o atendimento em todas as unidades da Federação;
- Formação de 660 profissionais de saúde em órteses e próteses até 2014, para atuação nas oficinas ortopédicas;
- Destinação de recursos do SUS para adaptação e manutenção de cadeira de rodas;
- Ampliação de recursos do SUS para adaptação e aquisição de órteses e próteses.
Quanto à adaptação de cadeiras de rodas, o que será feito? Boa parte das cadeiras de rodas precisa ser adaptada às necessidades, especificidades e singularidades das pessoas. Atualmente, o valor financiado pelo SUS não contempla as adaptações e customização. Por isso, serão propostos novos procedimentos, adequação dos existentes e revisão de valores. A iniciativa vai atender a 100% das demandas de adaptações, o que significa aproximadamente 75.200 pessoas com cadeiras adaptadas, com custo estimado de R$ 42,5 milhões.
Ainda em 2011, o MS e a AACD, associação voltada para pessoas com deficiência, por meio de parceria e cooperação técnica, realizam a concessão e adaptação de cadeira de rodas a 3.891 pessoas que hoje estão em fila de espera da instituição. Desse total, 3.736 terão adaptação convencional e 155, adaptação digital. O investimento é de aproximadamente R$ 5 milhões em 2011.
Haverá aumento no número de órteses e próteses oferecidas? Estima-se a ampliação de 20% do fornecimento de órtese, prótese e meios auxiliares de locomoção, sendo 10% de crescimento anual e 10% de procedimentos de manutenção de órtese, prótese e materiais especiais (OPM). Isso significa passar de um gasto de R$ 217,4 milhões/ano em 2011 para R$ 375,6 milhões/ano em 2014. Aumento de 73% dos investimentos no setor, totalizando R$ 949,6 milhões de recursos novos entre 2012 e 2014.
EIXO INCLUSÃO SOCIAL
Acesso ao trabalho:
- Garantia de voltar a receber o BPC, após a saída do emprego;
- Garantia de acumular o BPC, com renda do contrato de aprendizagem;
- Busca ativa e encaminhamento ao mercado de trabalho de 50 mil beneficiários do BPC;
- Aprendizagem profissional remunerada sem perda do BPC. Regulamentação por decreto da Lei Nº 12.470/2011.
Centros-Dia: Implantação em todas as unidades da Federação de Centros-Dia de Referência, para atendimento e convivência de pessoas com deficiência, maiores de 18 anos, em estado de vulnerabilidade social.
Como funcionarão os Centros-Dia? Oferecerão cuidados às pessoas com deficiência, alto nível de dependência e pobreza, ajudando na autonomia dos beneficiários e de seus cuidadores familiares. Serão 27 unidades, uma em cada estado e no DF, localizadas em municípios com grande concentração de BPC. Cada unidade terá capacidade de atender 30 pessoas por turno. Para cada Centro, o Governo Federal repassará uma parcela de R$ 20 mil para montagem e, depois, mensalmente, R$ 40 mil para despesas com equipe técnica, materiais e manutenção. O objetivo é atender 1.110 pessoas com deficiência.
EIXO ACESSIBILIDADE
Minha Casa Minha Vida 2: Construção de 1 milhão e 200 mil moradias adaptáveis e fornecimento de kit adaptação – conforme tipo de deficiência do morador. O padrão de acessibilidade prevê:- Portas com vão livre de 80cm e maçanetas de alavanca a 1,00m de altura;
- Previsão de área de aproximação para abertura das portas e área de manobra para cadeira de rodas de 180º em todos os cômodos;
- Piso com desnível máximo de 15mm;
- Banheiro: largura mínima de 1,50m; box para chuveiro com dimensões mínimas de 0,90m x 0,95m; área de transferência ao vaso sanitário e ao box com previsão para a instalação de barras de apoio e banco articulado. Definição NBR 9050/ABNT
- Instalações elétricas: tomadas baixas a 0,40m do piso acabado; interruptores e interfones e tomadas altas a 1,00m do piso acabado; lavatório suspenso sem coluna e torneira com acabamento de alavanca ou cruzeta.
Cães-Guia: Implantação de cinco centros tecnológicos de formação de instrutores e treinadores de cães-guia, distribuídos em cada uma das regiões brasileiras. O primeiro centro será entregue em 2012, no Balneário Camboriú-SC. Em 2013, serão entregues duas unidades e, em 2014, mais outras duas. Em 2007 o governo sancionou a Lei Nº 11.126, de 27 de junho de 2005, que assegura à pessoa com deficiência visual, usuária de cão-guia, o direito de ingressar e permanecer com o animal nos veículos e nos estabelecimentos públicos e privados de uso coletivo.
Crédito facilitado: Microcrédito pelo Banco do Brasil, para aquisição de produtos de tecnologias assistivas, no valor de até R$ 30 mil, com juros de 0,57 para pessoas com renda até 5 salários mínimos e de 0,64 ao mês para pessoas com renda de 5 a 10 salários mínimos, taxa com subvenção econômica, que será ofertada exclusivamente pelo BB. A carência é de até 59 dias e o prazo máximo, de 60 meses.
As demais instituições financeiras poderão ofertar linhas de crédito a partir dos recursos provenientes da exigibilidade dos 2% dos depósitos à vista destinados ao microcrédito para consumo. No entanto, essas linhas terão diferentes taxas de juros, dependendo do perfil do tomador de crédito.
A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) editarão portaria interministerial para definir quais produtos poderão ser adquiridos por meio dessa linha de crédito.
Desoneração tributária: Cerca de RS 609,84 milhões até 2013 em renúncia fiscal. Desoneração em impostos federais sobre diversos produtos e equipamentos de tecnologias assistivas, relacionados em www.receita.fazenda.gov.br/aliquotas/downloadarqtipi.htm
Programa Nacional de Tecnologia Assistiva:
- R$ 60 milhões em linhas de crédito nas modalidades de recursos não-rembolsáveis entre 2012 e 2014 para projetos apresentados por consórcios entre universidades ou outras instituições de C&T, além de empresas que atuem no setor de tecnologia assistiva (TA);
- R$ 90 milhões em crédito subsidiado com juros de 4% ao ano entre 2012 e 2014 para projetos de inovação de empresas do setor de TA;
- Implantação do Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva, com 20 núcleos de pesquisa em universidades públicas, para o desenvolvimento de tecnologias estratégicas com foco em prevenção, reabilitação e acessibilidade. Será instalado no Centro de Tecnologia e Informação Renato Archer, unidade de pesquisa do MCTI sediada em Campinas-SP. O investimento inicial é de R$ 12 milhões;
- Disponibilização a partir de hoje, na internet, de catálogo virtual com mais de 1.200 produtos de tecnologias assistivas disponíveis no mercado brasileiro (http://assistiva.mct.gov.br). O objetivo é suprir a ausência de informações sobre produtos de TA para profissionais do setor, pessoas com deficiência, idosos e seus familiares. A iniciativa marca a entrada do Brasil na Aliança Internacional de Provedores de Informação sobre Tecnologia Assistiva, rede que conta com a participação de 10 países que mantêm esse tipo de catálogo (Estados Unidos, Itália, Alemanha, Bélgica, Inglaterra, Dinamarca, Austrália, Irlanda, Espanha e França).
8) Que volume de recursos será investido no Viver sem Limite?
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Área
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Recursos 2011-2014
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Educação
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R$ 1.840.865.303
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Saúde
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R$ 1.496.647.714
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Inclusão Social
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R$ 72.240.000
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Acessibilidade
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R$ 4.198.500.000
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Total
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R$ 7.608.253.018
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9) Quais são os tipos de deficiência?
Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual, múltipla ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.10) Qual é a terminologia para se tratar quem tem deficiência?
Sugere-se utilizar sempre um substantivo, seguido da preposição “com” mais o adjetivo referente àquela situação específica. Exemplos: aluno com síndrome de Down; professora com surdez; cidadã com deficiência. Em expressões que “tem” ou que “nasceu com”, por exemplo: pessoas com deficiência; menino que nasceu com síndrome de Down; menina que tem uma deficiência auditiva. Não deve ser usada a palavra “portador” porque pessoas não carregam suas deficiências.Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência
Em 2008, o Brasil ratificou a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela ONU, bem como seu Protocolo Facultativo. O documento obteve, assim, equivalência de emenda constitucional, valorizando a atuação conjunta entre sociedade civil e governo, em um esforço democrático e possível.
Nesse sentido, buscando defender e garantir condições de vida com dignidade a todas as pessoas que apresentam alguma deficiência, a Convenção prevê monitoramento periódico e avança na consolidação diária dos direitos humanos ao permitir que o Brasil relate a sua situação e, com coragem, reconheça que, apesar do muito que já se fez, ainda há muito o que fazer.
Outro grande avanço foi a alteração do modelo médico para o modelo social, o qual esclarece que o fator limitador é o meio em que a pessoa está inserida e não a deficiência em si, remetendo-nos à Classificação Internacional de Funcionalidades (CIF). Tal abordagem deixa claro que as deficiências não indicam, necessariamente, a presença de uma doença ou que o indivíduo deva ser considerado doente. Assim, a falta de acesso a bens e serviços deve ser solucionada de forma coletiva e com políticas públicas estruturantes para a equiparação de oportunidades.
O Governo Dilma tem dado atenção específica às pessoas com deficiência, com vistas a ampliar o processo de construção e consolidação da democracia no Brasil. Para tanto, tem priorizado, cada vez mais, o diálogo permanente entre sociedade civil e governo na elaboração de políticas públicas, visando à inclusão social, à acessibilidade e ao reconhecimento dos direitos de mais de 24 milhões de brasileiros e brasileiras com deficiência.
Por sua vez, a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, tem plena consciência da responsabilidade de gerir a política nacional voltada a esse segmento e, para isso, busca melhorar sua atuação por meio do permanente incentivo à implementação da Convenção.
Recomendo, portanto, que você se aproprie integralmente do conteúdo deste tratado e o utilize como fundamento para a validação dos seus direitos, compreendendo que a equiparação de oportunidades remete também ao cumprimento de deveres e responsabilidades por parte de todos os cidadãos.
Boa leitura!
Antonio José Ferreira
Secretário Nacional
Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD)
Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR)
- Ano 2010
- Editora Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República - SDH/PR
- Número de Páginas 64
- Autor / Organizador Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência
- Edição
- Arquivos .pdf - 883.21 KB, .doc - 218 KB, .odt - 78.05 KB, .txt - 106.41 KB
Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
DECRETO Nº 7.612, DE
17 DE NOVEMBRO DE 2011.Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
|
Institui o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com
Deficiência - Plano Viver sem Limite.
|
A PRESIDENTA DA
REPÚBLICA,
no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea “a”, da
Constituição,
DECRETA:
Art. 1o Fica
instituído o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Plano Viver
sem Limite, com a finalidade de promover, por meio da integração e articulação
de políticas, programas e ações, o exercício pleno e equitativo dos direitos das
pessoas com deficiência, nos termos da Convenção Internacional sobre os Direitos
das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, aprovados por meio do
Decreto Legislativo no 186, de 9 de julho de 2008, com
status de emenda constitucional, e promulgados pelo
Decreto no
6.949, de 25 de agosto de 2009.
Parágrafo único. O Plano Viver sem Limite será executado pela União em
colaboração com Estados, Distrito Federal, Municípios, e com a sociedade.
Art. 2o São
consideradas pessoas com deficiência aquelas que têm impedimentos de longo prazo
de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com
diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade
em igualdades de condições com as demais pessoas.
Art. 3o São
diretrizes do Plano Viver sem Limite:
I - garantia de um sistema
educacional inclusivo;
II - garantia de que os
equipamentos públicos de educação sejam acessíveis para as pessoas com
deficiência, inclusive por meio de transporte adequado;
III - ampliação da
participação das pessoas com deficiência no mercado de trabalho, mediante sua
capacitação e qualificação profissional;
IV - ampliação do acesso
das pessoas com deficiência às políticas de assistência social e de combate à
extrema pobreza;
V - prevenção das causas
de deficiência;
VI - ampliação e
qualificação da rede de atenção à saúde da pessoa com deficiência, em especial
os serviços de habilitação e reabilitação;
VII - ampliação do acesso
das pessoas com deficiência à habitação adaptável e com recursos de
acessibilidade; e
VIII - promoção do acesso, do desenvolvimento e da
inovação em tecnologia assistiva.
Art. 4o São
eixos de atuação do Plano Viver sem Limite:
I - acesso à
educação;
II - atenção à
saúde;
III - inclusão
social; e
IV - acessibilidade.
Parágrafo único. As políticas, programas e ações integrantes do Plano Viver sem
Limite e suas respectivas metas serão definidos pelo Comitê Gestor de que trata
o art. 5o.
Art. 5o Ficam
instituídas as seguintes instâncias de gestão do Plano Viver sem Limite:
I - Comitê Gestor;
e
II - Grupo
Interministerial de Articulação e Monitoramento.
§ 1o O
apoio administrativo necessário ao funcionamento das instâncias de gestão
será prestado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
§ 2o Poderão
ser constituídos, no âmbito da gestão do Plano Viver sem Limite, grupos de
trabalho temáticos destinados ao estudo e à elaboração de propostas sobre temas
específicos.
§ 3o A
participação nas instâncias de gestão ou nos grupos de trabalho será considerada
prestação de serviço público relevante, não remunerada.
Art. 6o Compete
ao Comitê Gestor do Plano Viver sem Limite definir as políticas, programas e
ações, fixar metas e orientar a formulação, a implementação, o monitoramento e a
avaliação do Plano.
Parágrafo único. O Comitê Gestor será composto pelos titulares dos seguintes
órgãos:
I - Secretaria de
Direitos Humanos da Presidência da República, que o coordenará;
II - Casa Civil da
Presidência da República;
III - Secretaria-Geral da Presidência da República;
IV - Ministério do
Planejamento, Orçamento e Gestão;
V - Ministério da
Fazenda; e
VI - Ministério do
Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Art. 7o Compete
ao Grupo Interministerial de Articulação e Monitoramento do Plano Viver sem
Limite promover a articulação dos órgãos e entidades envolvidos na implementação
do Plano, com vistas a assegurar a execução, monitoramento e avaliação das suas
políticas, programas e ações.
§ 1o O
Grupo Interministerial de Articulação e Monitoramento será composto por
representantes, titular e suplente, dos seguintes órgãos:
I - Secretaria de
Direitos Humanos da Presidência da República, que o coordenará;
II - Casa Civil da
Presidência da República;
III - Secretaria-Geral da Presidência da República;
IV - Ministério do
Planejamento, Orçamento e Gestão;
V - Ministério da
Fazenda;
VI - Ministério do
Desenvolvimento Social e Combate à Fome;
VII - Ministério
da Saúde;
VIII - Ministério
da Educação;
IX - Ministério da
Ciência, Tecnologia e Inovação;
X - Ministério da
Previdência Social;
XI - Ministério
das Cidades;
XII - Ministério
do Esporte;
XIII - Ministério
do Trabalho e Emprego;
XIV - Ministério
das Comunicações; e
XV - Ministério da
Cultura.
§ 2o Os
membros do Grupo Interministerial de Articulação e Monitoramento serão indicados
pelos titulares dos respectivos órgãos e designados em ato do Ministro de Estado
Chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
§ 3o Poderão
ser convidados para as reuniões do Grupo Interministerial de Articulação e
Monitoramento representantes de entidades e órgãos públicos e privados, dos
Poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público, bem como
especialistas, para emitir pareceres e fornecer informações.
§ 4o O
Grupo Interministerial de Articulação e Monitoramento apresentará periodicamente
informações sobre a implementação do Plano ao Conselho Nacional dos Direitos da
Pessoa com Deficiência.
Art. 8o Os
órgãos envolvidos na implementação do Plano deverão assegurar a
disponibilização, em sistema específico, de informações sobre as políticas,
programas e ações a serem implementados, suas respectivas dotações orçamentárias
e os resultados da execução no âmbito de suas áreas de atuação.
Art. 9o A vinculação do Município,
Estado ou Distrito Federal ao Plano Viver sem Limite ocorrerá por meio de termo
de adesão voluntária, com objeto conforme às diretrizes estabelecidas neste
Decreto.
§ 1o A adesão voluntária do ente
federado ao Plano Viver sem Limite implica a responsabilidade de priorizar
medidas visando à promoção do exercício pleno dos direitos das pessoas com
deficiência, a partir dos eixos de atuação previstos neste Decreto.
§ 2o Poderão
ser instituídas instâncias locais de acompanhamento da execução do Plano nos
âmbitos estadual e municipal.
Art. 10. Para a
execução do Plano Viver sem Limite poderão ser firmados convênios, acordos de
cooperação, ajustes ou instrumentos congêneres, com órgãos e entidades da
administração pública federal, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, com consórcios públicos ou com entidades privadas.
Art. 11. O Plano
Viver sem Limite será custeado por:
I - dotações
orçamentárias da União consignadas anualmente nos orçamentos dos órgãos e
entidades envolvidos na implementação do Plano, observados os limites de
movimentação, de empenho e de pagamento fixados anualmente;
II - recursos
oriundos dos órgãos participantes do Plano Viver sem Limite que não estejam
consignados nos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União; e
III - outras
fontes de recursos destinadas por Estados, Distrito Federal, Municípios, ou
outras entidades públicas e privadas.
Art. 12. Fica
instituído o Comitê Interministerial de Tecnologia Assistiva, com a finalidade
de formular, articular e implementar políticas, programas e ações para o fomento
ao acesso, desenvolvimento e inovação em tecnologia assistiva.
§ 1o O
Comitê Interministerial de Tecnologia Assistiva será composto por
representantes, titular e suplente, dos seguintes órgãos:
I - Ministério da
Ciência, Tecnologia e Inovação, que o coordenará;
II - Secretaria de
Direitos Humanos da Presidência da República;
III - Ministério
da Fazenda;
IV - Ministério do
Planejamento, Orçamento e Gestão;
V - Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior;
VI - Ministério da
Educação; e
VII - Ministério
da Saúde.
§ 2o Ato
do Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação estabelecerá regras
complementares necessárias ao funcionamento do Comitê Interministerial de
Tecnologia Assistiva.
§ 3o Poderão
ser convidados para as reuniões do Comitê Interministerial de Tecnologia
Assistiva representantes de outros órgãos e entidades da administração pública
federal.
Art. 13. Os
termos de adesão ao
Compromisso pela Inclusão das
Pessoas com Deficiência
firmados sob a vigência do Decreto no 6.215, de 26 de setembro
de 2007, permanecerão válidos e poderão ser aditados para adequação às
diretrizes e eixos de atuação do Plano Viver sem Limite.
Art. 14. Este
Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 15. Fica
revogado o Decreto no 6.215, de 26 de setembro de 2007.
Brasília, 17 de
novembro de 2011; 190o da Independência e 123o
da República.
DILMA ROUSSEFF
Fernando Haddad
Alexandre Rocha Santos Padilha
Tereza Campello
Aloizio Mercadante
Gleisi Hoffmann
Maria do Rosário Nunes
Fernando Haddad
Alexandre Rocha Santos Padilha
Tereza Campello
Aloizio Mercadante
Gleisi Hoffmann
Maria do Rosário Nunes
Este texto não substitui o publicado
no DOU de 18.11.2011
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